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terça-feira, 5 de março de 2013

Marketing de Atribuição: Resultados para sua Campanha Digital


O crescimento contínuo do número de pessoas que acessam a internet e as redes sociais tem incentivado muitas empresas de diferentes setores a realizarem campanhas de comunicação nos mais diversos meios digitais: portais, sites de nicho, links patrocinados nos buscadores, blogs e nas redes sociais.



vantagem de uma campanha de marketing digital é a possibilidade de obter as informações sobre os resultados de cada um dos diferentes meios, veículos, canais e formatos, como a entrega de impressões, cliques, taxa de clique, taxa de conversão, entre outras.

Porém, essas informações não são integradas, o que pode acarretar análises equivocadas ao se atribuir todo o retorno obtido apenas ao veículo que gerou a conversão final do cliente, sendo essa conversão uma venda, um cadastro ou mesmo a formação de uma comunidade engajada na sua marca.

Para não cair neste erro, o ideal é mapear os pontos de contato do cliente com a sua campanha online durante seu caminho para a conversão e assim, saber de maneira precisa, como as ações nos diferentes veículos e formatos estão impactando o seu público alvo, quais estão gerando mais conversões e devem receber um volume maior de recursos e investimento.

Portanto, a integração das informações de sua campanha online é essencial. Para isso é preciso investir numa ferramenta de Digital Marketing Suite (DMS), que é um método centralizado que permite medir de que forma cada usuário foi impactado e quanto cada veículo e formato contribuíram para a conversão do cliente, além da personalização da comunicação em função do seu comportamento e interesse. Um bom exemplo dessa ferramenta é a empresa IgnitionOne, há pouco tempo no Brasil, mas que já demonstra a que veio, através de muitos cases interessantes, como da concessionária GM.

Exemplo: uma cliente encontra seu site clicando em um link patrocinado. Ela volta uma semana depois clicando em uma rede social. Nesse mesmo dia, ela recebe um email e volta pela terceira vez para o seu site, agora com uma possibilidade maior de conversão, na visão da ferramenta que calcula a pretensão do usuário para a compra. Ainda assim, não faz a compra. Como a ferramenta sabe o produto de interesse desta cliente, é possível gerar um banner com uma promoção desse produto em um site qualquer que ela acesse. Mais uma vez ela é impactada, entra no site e finalmente realiza a compra.

Na prática não é apenas um veículo ou formato que proporcionou a conversão, conforme o exemplo apresentado, mas cada um dos pontos de contato com a campanha online teve sua parcela de contribuição. Afinal, o último clique no banner poderia não ter ocorrido se não houvesse uma conhecimento adquirido sobre o produto de interesse e o estágio de compra desta usuária, de modo a reconhecer o momento apropriado para fazer uma oferta diferenciada. Tudo isso só foi possível devido à integração e centralização dos conhecimentos obtidos durante o processo.

Esse conhecimento permite desenvolver campanhas online baseadas na experiência de cada usuário (engajamento), o que pode ser chamado de atribuição de comportamento ou marketing de atribuição, e, consequentemente, obter melhores resultados e rentabilizar o investimento ao destinar para cada veículo e formato o correspondente ao seu peso de contribuição para o caminho de conversão, além do desenvolvimento de uma comunicação mais personalizada e adequada ao estágio de compra.

É por conta dessa sofisticação que o marketing de atribuição tem se tornado a última palavra quando o assunto é Marketing no mundo digital.
* Com Renata Benigna**.

**Renata Benigna atua como profissional de Mídia Online e Offline no segmento de telecomunicações e é especialista em Marketing Digital. Graduada em Engenharia Civil pela UNIP, com pós-graduação em Administração em Marketing pela FAAP e Comunicação com o Mercado pela ESPM.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Redes sociais são preferência nacional no uso da internet

Um estudo divulgado pelo instituto Net Insight, do Ibope Media, revelou que as redes sociais foram o tipo de site mais acessado pelos internautas brasileiros em janeiro deste ano. Ao todo, passamos cerca de 10 horas e 26 minutos conectados a serviços desse tipo, um aumento de utilização na faixa dos 13% em relação ao registrado no ano passado.





Sites de vídeos ou filmes online também mostraram crescimento, ficando em segundo lugar na preferência nacional. Os brasileiros passaram 14,8% a mais de tempo nesse tipo de serviço, ficando conectados, em média, por 1 hora e 52 minutos.

Números globais

De acordo com a pesquisa, existem hoje 72,4 milhões de brasileiros com acesso à internet, sendo que 53,5 milhões deles são considerados ativos, ou seja, utilizam a rede regularmente. O pico de acessos ocorre às 17h, com 73% dos usuários conectados. A faixa mais conectada vai dos 25 aos 49 anos, representando 52,7% do total.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Por que um viral vira viral?

 Por Paulo Krieser

"Minha mulher disse que nem com um milhão de 'curtir' nosso filho se chamaria Jaspion. Então cliquem no botão curtir para eu realizar este desejo". "Banho pelado às 6 da manhã no Guaíba no dia 8/7".
Estes são textos e convites que estão sendo compartilhados por milhares (ou milhões) de usuários no Facebook, que clicam em curtir e repassam o texto aos seus contatos, disseminando estas idéias (um tanto absurdas por sinal).

Fora das redes sociais, temos o Rebolation do Parangolé, que por um tempo foi escutado em qualquer avenida na praia e visto por mais de 6 milhões de pessoas no Youtube em menos de um ano.
Saindo dos exemplos um tanto inúteis e direcionando o raciocínio para o mercado real, podemos citar os Is da Apple: IPhone, IPad, IPod. Filas se formaram na Apple Store em NYC para comprar esses aparelhos no dia do lançamento. E além, é claro, do Facebook, que de uma hora para outra todos os meus amigos estavam utilizando (inclusive eu).

Por que alguns produtos / piadas / músicas viram febre?


Não sei se viral é a nomenclatura mais adequada, mas é o que está se usando nas redes sociais. Um viral é aquele hit que rapidamente se espalha e todo mundo usa ou pelo menos todo mundo já ouviu falar. O pessoal de marketing criou o termo marketing viral, que segundo o Wikipedia refere-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia.

Através da divulgação para os contatos do contato enviado, a divulgação do conteúdo cresce a uma taxa exponencial, ou seja, a taxa reprodutiva é (bem) maior do que um. Com uma taxa de crescimento exponencial, rapidamente todo mundo fica sabendo.

Assim, o marketing viral se calça da idéia de divulgação por parte das pessoas, em que cada contato transmitirá a mensagem os seus contatos.

Até aqui nada de muito novo. A questão central é: Como isto acontece?

Um conteúdo ou produto divulgado apresenta uma taxa de penetração que depende das barreiras encontradas pelos nodos da rede (no caso nós, comunicadores). Caso um comunicador decida retransmitir a mensagem por algum motivo, o possível viral aumenta a probabilidade de virar viral.
A explosão de divulgação acontece quando o conteúdo compartilhado atinge na rede de contatos (ou rede social) um ponto de ruptura (ponto disruptivo), no qual a curva de crescimento se acentua muito mais rapidamente. A chave para tornar algo viral é atingir o ponto de ruptura.

Eu mesmo tive um exemplo interessante sobre a disseminação de uma das minhas colunas aqui no Baguete. Hoje, a coluna A Diferença entre Eficiência e Eficácia já ultrapassa os 70 mil acessos em cerca de 2 anos, enquanto as outras colunas giram a 5% disso. O que foi que aconteceu?
Em algum momento, esta coluna assumiu o ponto de ruptura. Ao se procurar hoje no Google pelas palavras Eficiência e Eficácia, a coluna aparece em terceiro lugar. Em algum momento, houve uma divulgação, a coluna foi mais acessada e caiu nas graças do Google, o que fez aumentar exponencialmente o número de acessos em função da visibilidade.

Malcolm Gladwell, em seu fabuloso livro Tipping Point (Ponto da Virada), dá dicas excelentes de como conquistar este ponto:
- Conheça os contaminadores e transmita o seu conteúdo a eles. Gladwell chama este perfil de conectores. Estas pessoas são formadoras de opinião, pois tem fácil capacidade de socialização;
- Atinja os experts no assunto em questão. Eles são especialistas, possuem credibilidade no assunto e provavelmente os contaminadores os conhecem;
- Transmita sua mensagem aos vendedores. São altamente carismáticos e persuasivos;
- Tire proveito do poder do contexto. Uma idéia a ser transmitida tem o seu timming, que deve estar em acordo com o contexto atual. Uma epidemia é muito sensitiva às circunstâncias do contexto.
Como sempre, acabamos falando de pessoas, que são essenciais para o sucesso na disseminação de qualquer negócio.

Fonte: Baguete

domingo, 27 de janeiro de 2013

Eleitores americanos confiam nas redes sociais tanto quanto nas mídias tradicionais para notícias de política, diz pesquisa

Os eleitores americanos confiam nas redes sociais tanto quanto nas mídias tracionais como fonte de notícias de política, diz uma nova pesquisa.
O site Politico divulgou uma pesquisa da George Washington University Graduate School of Political Management/ORI segundo a qual as notícias de política compartilhadas nas redes sociais são tão consideradas tão confiáveis quanto as distribuídas por jornais e emissoras de rádio e TV.

De acordo com o levantamento, 71% dos eleitores com 25 anos menos disseram ter nível alto de confiança nas notícias compartilhadas nas redes sociais, informou o Politico. Os americanos mais velhos são um pouco mais desconfiados - apenas 36% consideram as redes sociais fontes confiáveis de notícias sobre política.
John Kagia, diretor estratégico do ORI, disse ao Politico que a rapidez com as informações erradas são esclarecidas nas redes sociais reforça sua reputação de fonte confiável de informação.

Kagia destacou ainda que o aspecto pessoal das redes sociais ajuda a estabelecer uma credibilidade. "Quando o conteúdo é postado por pessoas que você conhece, você está mais propenso a confiar nesse conteúdo", disse.

O presidente Barack Obama, que tomou posse para seu segundo mandato na segunda-feira 21 de janeiro, foi pioneiro no uso das redes sociais em campanhas políticas. Segundo a pesquisa, mais pessoas disseram ter visto notícias sobre Obama em seus perfis do que sobre o candidato republicano, Mitt Romney.
As mídias tradicionais também lançaram mão das redes sociais na campanha eleitoral americana, em 2012, usando o Google+ Hangouts, o Foursquare, o YouTube e outras redes para compartilhar notícias.

O Facebook é a rede social mais popular entre os entrevistas (74%), seguida por LinkedIn (32%) e Twitter (24%). Embora a maioria deles tenha apontado o computador como forma de acesso às redes, os aparelhos móveis também tiveram destaque: 46% das pessoas ouvidas disseram acessar as redes sociais por smartphone, contra 37% em 2011.

A pesquisa foi feita com 806 usuários de internet e tem uma margem de erro de 3,45 pontos percentuais para mais ou para menos, segundo o Politico.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Conheça 7 redes sociais que devem surpreender em 2013

Já que 2012 parece ter sido mesmo o ano do Instagram - apesar de o serviço ter surgido em dezembro de 2010 -, qual será a revelação de 2013, no segmento de redes sociais? A Forbes, que costuma divulgar listas sobre temas variados, fez suas apostas.

São sete aplicativos e o primeiro é o Pheed, que tem uma ideia arrojada sobre como deve funcionar a privacidade numa rede social: se você quer apreciar meu conteúdo, pague por isso. É simples, usuários desembolsam entre US$ 1,99 e US$ 34,99 por mês e, assim, podem acompanhar certas publicações de certos usuários. A rede já faz algum sucesso entre celabridades - como Miley Cyrus e Paris Hilton.

Depois aparece o Thumb, que usa o crowdsource para ajudar os indecisos. Funciona assim: se você vai sair e não sabe qual roupa usar, basta fotografar as peças e deixar que os outros decidam. A Forbes destaca que o nível de engajamento no Thumb impressiona, segurando usuários por, em média, quatro horas ao mês.

A seguir vem o Medium, sobre o qual já falamos aqui no Olhar Digital. É um mix de redes sociais encabeçado pelos criadores do Twitter. Por ora disponível apenas a convidados, o site tem foco no conteúdo e tenta se afastar um pouco das efemeridades das redes convencionais.

Chirpify, o próximo da lista, levou às mídias sociais o conceito da Amazon de 1-Click payments. Você oferece alguma coisa pelo Twitter ou Instagram (roupas, álbuns, ingressos etc.), então o interessado responde com a palavra "buy" (comprar) e pronto, está vendido. Sem cartões de crédito, sem carrinhos, toda a operação é conduzida pela conta do Twitter.

Já a proposta do Flayvr é organizar fotos e vídeos capturados pelos smartphones. Tudo é dividido em pastas por data, localização e evento - casamento de João e Maria na Bahia em janeiro, por exemplo. Pode-se compartilhar as informações em redes sociais e até montar páginas em HTML5 com o conteúdo.

Compartilhamento de arquivos por áudio é o que faz o Chirp. Imagine trocar fotos, vídeos ou mensagens sem precisar de Bluetooth ou e-mail, basta usar uma frequência específica tocada por 2 segundos e os aparelhos habilitados baixam o conteúdo auitomaticamente. O detalhe é que dá pra amplificar isso usando, por exemplo, caixas de som; assim várias pessoas podem fazer download ao mesmo tempo.

Por último ficou o Conversations, recurso do já conhecido HootSuite que leva o conceito de redes sociais ao meio corporativo. É como se fosse um grupo do Facebook em que é possível conversar e trocar informações com pessoas de seu trabalho, separando inclusive por departamento.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Privacidade, a caixa preta das redes sociais

<br />Redes sociais não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em risco<br />Foto: Arte Criação

Redes sociais não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em riscoARTE CRIAÇÃO

RIO — O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou as informações disponíveis nas políticas de privacidade e nos termos de uso das redes sociais Facebook, Google+ e Twitter, que estão entre as mais populares no país. A conclusão é de assustar até mesmo o mais precavido dos usuários: as redes não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em risco.

A análise, conforme mostra a tabela ao lado, levou em conta padrões internacionais de proteção da privacidade, a legislação nacional, como o Código de Defesa do Consumidor (CDC), e os princípios de proteção de dados pessoais dos usuários previstos no anteprojeto de lei elaborado pelo Ministério da Justiça.

Com esse levantamento, o Idec pretende conscientizar o usuário sobre a relação de consumo, por vezes imperceptível, que existe entre o internauta e a empresa que controla a rede. O instituto escolheu Google+, Facebook e Twitter para a avaliação porque o negócio principal deles é a própria rede social.

— Embora a rede não cobre pelo serviço, os usuários são obrigados a fornecer seus dados pessoais sem saber o que será feito com eles. E também aceitam as condições de uso. Ficam expostos a todo tipo de publicidade. Não é um serviço gratuito, é uma relação de consumo, sujeita ao CDC — diz Gustavo Varella, advogado do Idec.

Segundo ele, há uma dinâmica nas redes que o consumidor não tem acesso nem controle. As empresas lucram com a publicidade, mas a maioria dos usuários das redes não se dá conta de como participa desse processo. Embora as empresas digam que prezam pela privacidade de seus usuários, no Brasil, diferentemente do que ocorre na Europa, não existe uma agência reguladora que garanta a proteção dos dados.

— Com uma agilidade muito grande, essas empresas coletam, tratam e devolvem os dados na forma da publicidade que parece ter sido feita sob medida para nós. É uma indústria baseada na coleta de dados pessoais. Os textos nos sites dessas redes não são claros quanto a isso — argumenta o advogado do Idec.

Segundo Guilherme Varella, as informações disponíveis nos sites não esclarecem, por exemplo, o que é feito com os dados do usuário que cancela a conta:

— O Facebook diz que as informações são repassadas apenas às empresas afiliadas, mas não se sabe exatamente o que isso significa. O Google+ diz que dados de contas desativadas podem permanecer na rede por determinado tempo, mas isso também não é muito claro.

Ao usuário resta usar as redes com bom senso, evitando a super exposição, e ficar atento às configurações de privacidade e segurança. E, como ressalta o advogado do Idec, saber que as empresas controladoras das redes sociais têm que se responsabilizar pela segurança da infraestrutura tecnológica do site, “como ocorre nos sites dos bancos”, compara Varella.

Uma enquete realizada com internautas, por meio do site do Idec logo após a conclusão da pesquisa revelou outro dado preocupante. Desta vez, sobre o comportamento do usuário brasileiro nas redes. A maioria não conhece as regras do jogo: 84% dos cerca de 500 participantes da enquete disseram não ter lido os termos de privacidade dos sites de que participam.

— Por uma questão cultural, o brasileiro não liga muito para a privacidade nas redes. Ele só se dá conta quando é vítima de algum incidente. Quando, por exemplo, uma foto pessoal dele vazar na internet. Já soube de sequestros planejados a partir de informações coletadas pelos criminosos nos perfis das vítimas. A própria polícia confirmou isso. As pessoas devem evitar expor sua vida para o mundo — diz Fabio Assolini, analista da Kaspersky Lab, empresa de segurança na web.

As medidas de precaução não foram suficientes para evitar que o produtor cultural Ricardo Ferreira tivesse sua conta no Facebook invadida por um hacker. Há um mês, ele foi obrigado a desativar o perfil onde mantinha quase mil contatos:

— Havia amigos e muitos contatos profissionais. Com a nova conta, ainda não consegui encontrar nem a metade, estou apenas com uns 300. Tive prejuízo. O mais estranho é que sempre fui muito cuidadoso, troco as senhas com frequência. Quando percebi que estava sem controle sobre a página, que ficou lotada de anúncios, recorri às recomendações do Facebook, mas não deu certo. Tive que desativar a conta e levei três dias para conseguir.

De acordo com o advogado do Idec, Guilherme Varella, em um caso como esse, o consumidor poderia até recorrer à Justiça para buscar ressarcimento por danos morais, já que teve prejuízos profissionais. Mas, para Fabio Assolini, quem não concordar com as condições impostas pelas empresas, não deve participar de redes sociais:

— O usuário deve saber que suas informações são negociadas. Esse é o modelo de negócio das redes sociais no mundo todo. Você é o produto. A rede é um meio de comunicação muito importante, mas é preciso usar com responsabilidade. A primeira regra é fechar o perfil, permitindo que apenas pessoas conhecidas tenham acesso a suas informações. Mas isso não basta se a pessoa compartilhar dados ou imagens sobre locais que frequenta, onde mora, estuda ou trabalha. Não temos controle sobre o compartilhamento na rede.

Segundo o Idec, o resultado do levantamento foi enviado às três empresas, mas nenhuma respondeu. A reportagem também procurou as empresas, que optaram por não comentar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Publicidade pelo Pinterest funciona melhor que pelo Facebook


Por Vinicius Karasinski em 5 de Dezembro de 2012
Publicidade pelo Pinterest funciona melhor que pelo Facebook(Fonte da imagem: Reprodução/Venture Beat)
Pinfluencer é uma plataforma de marketing para o Pinterest. Recentemente, ela divulgou um relatório impressionante: 50 marcas, incluindo Gilt, Martha Stewart e Shape Magazine, lançaram promoções através da sua plataforma em outubro deste ano e conseguiram ampliar a taxa de adesão de novos seguidores para 156%, ao mesmo tempo em que o número de “pins” por dia subiu 125%.
Enquanto isso, o Facebook vem se atrapalhando com a publicidade e perdendo anunciantes de peso, como foi o caso da GM no início do ano, que abandonou a plataforma por acreditar que o investimento era muito alto em troca do retorno limitado oferecido pela rede social.

Quatro formas de destacar os produtos

Segundo Sharad Verma, chefe-executivo do Pinfluencer, existem quatro tipos de promoções possíveis dentro da sua plataforma: a primeira é chamando os usuários para vir até o seu site e “pinar” produtos que eles tenham gostado; a segunda é criando quadros e adicionando “pins”, pedindo aos usuários que reorganizem o conteúdo; a terceira é fazendo uma caça ao tesouro; e a quarta é lançando promoções diárias para os usuários que “pinarem” os seus conteúdos.
Ainda de acordo com Verma, essas ferramentas, quando utilizadas adequadamente, ajudam a pulverizar mais os produtos das empresas, sem forçar os usuários a nada. Com isso, os itens ganham mais visibilidade e, consequentemente, mais vendas.

O Facebook não ficou de fora da plataforma

Para as marcas que já investiram pesado em publicidade no Facebook e não querem abrir mão de suas campanhas e “curtidas”, é possível combinar a plataforma do Pinfluencer com a rede social: “É possível lançar promoções no Facebook através de uma aba dentro do Pinfluencer e transformar os fãs em ávidos usuários do Pinterest”, disse Verma.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A diferença entre Mídia Social e Rede Social



Qual é a diferença entre esses dois conceitos? Seriam a mesma coisa?
Nos Estados Unidos as pessoas costumam utilizar o termo “Social Media” e nós aqui no Brasil utilizamos o termo “Rede Social” para sistemas de colaboração como o Facebook, Orkut e outros.
Vamos ao dicionário de Inglês>Português e traduzir o termo “Rede Social”… e no que dá? Resulta em “Social Network”, diferente dos americanos que usam para o Facebook e Orkut o termo “Social Media”. Agora me pergunto, porque esta troca? Só Deus deve saber.
Mas agora vou falar sobre a diferença destes termos e sobre o porque é importante respeitá-los.

Veja mais informações aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Social_network

Rede Social

Rede social é uma comunidade ou rede de pessoas que não está limitada a uma estrutura ou meio (ou mídia)

É um grupo de pessoas que compartilham um único interesse (Pode ser um produto, gosto, famoso, amigo e outros). É interessante ver nesta perspectiva porque nós podemos fazer um marketing para uma rede social, algo mais amplo. Um exemplo? Tocadores de Guitarra. Então indiferente do meio, mídia ou estrutura nós criaríamos um plano sobre como alcançar tal comunidade para vender nossos produtos, serviços ou idéias.

Mídia Social

Mídia do Latim é Meio. Juntando as duas palavras daria Meio Social, isto é, é um meio onde uma determinada Rede Social utiliza para se comunicar

Vamos pegar o nosso exemplo “Tocadores de Guitarra” e sondar os meios que eles usam para se comunicar… Facebook? Orkut? Celulares? Last.Fm? Twitter? Ning? Bem, tudo isto neste conceito são Mídias Sociais.
Como se percebe o conceito de “Rede Social” se refere a uma comunidade e a “Mídia Social” a um meio (uma ferramenta para se comunicar). Por isso deixo uma dica…

Não se prenda ao meio, mas deixe a sua criatividade viajar no conceito de rede social. Assim a sua marca estará onde o seu público está ou estará. Defina prioridades baseadas sobre quais meios influenciam mais diretamente a sua rede social e depois ataque!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

4 lições que um bombeiro me ensinou sobre marketing digital

“Eu sou bombeiro.”
 
Será que um bombeiro realmente poderia saber tanto assim sobre marketing digital? Será que eu poderia aprender algo com ele?

Para poder lhe contar esta história, eu preciso antes lhe perguntar:
Alguém alguma vez já tentou lhe perguntar mais sobre o que você faz exatamente ou que diabos são todos aqueles artigos com um monte de siglas que você insiste em postar no Facebook?
Ou perdeu um bom tempo tentando explicar como o marketing digital funciona e como, na verdade, não é tão complicado assim?
Mas mesmo depois de toda explicação invariavelmente as pessoas acabam com aquela cara de:
“Mas, hein!?”
Pois é. Eu sei como é.

Por muito tempo tento explicar para as pessoas como eu trabalho 100% online e como, por causa disso, estou me mudando temporariamente para a Tailândia. Estou indo para lá para iniciar uma viagem ao redor do mundo levando o meu, “escritório” (aka, meu laptop), nas costas.
Como trabalho online, que diferença faz se estou aqui ou perdido em algum templo budista?!
(Contanto que esse tenha uma conexão de 10+ Mbs claro.)
Mas mesmo assim as pessoas parecem não entender direito como tudo funciona.
“Ésse-o quê?! Otimização de sites? Mas de onde vêm o tráfego? Google? Não é tipo uma loja no Mercado Livre? Ahh então é um site de compras coletivas … não?!”
Não.

Exatamente por essa dificuldade enorme e para me economizar pelo menos uns bons 30 minutos TODA vez que alguém me pergunta exatamente o que eu faço, que eu decidi resolver isso. Não podia perder tanto tempo e algo deveria ser feito. Felizmente achei uma solução. Simples, rápida e indolor (na maioria dos casos).
Hoje, toda vez que alguém me pergunta o que eu faço, eu simplesmente respondo:
“Eu sou bombeiro.”
Pronto.
Simples. Prático. Entendível em menos de 5 segundos.
Perfeito.
Por um tempo experimentei responder que eu era “cientista”, mas essa na maioria das vezes era PIOR. Gerava mais e mais perguntas e a vida das formigas africanas vermelhas não parecia me interessar muito para falar.
Mas enfim, problema resolvido.
Só que após isso eu comecei a me perguntar por que tantas pessoas têm TANTA dificuldade em entender o “mundo online”. Quase como se fosse um mundo diferente do que elas estão acostumadas a viver. E pior ainda:

Por que as pessoas têm tantas dificuldades de utilizar a web para seus negócios ou até criar um negócio na internet?

Claro, há diversas diferenças, mas a maioria das regras de marketing e de negócios se aplicam tanto no mundo real como na internet. É questão de adaptar as mesmas regras para o mundo virtual – e isso nem é tão difícil!

Então aqui vão algumas dicas e lições que aprendi durante todo este tempo que trabalhei como “bombeiro” que realmente me ajudaram. 5 dicas rápidas que você pode começar a aplicar hoje mesmo e catapultar os seus resultados.

4 lições em marketing digital… por um “bombeiro”

Vamos lá:

#1: Um cliente já existente vale de 3 a 10x mais que um cliente novo

Isso é fundamental! As pessoas insistem e insistem em tentar atrair novos clientes quando na verdade elas deveriam estar cuidando dos que ela já tem!

É MUITO mais fácil você vender para um cliente que já provou com dinheiro, e não com simples intenções ou em respostas em pesquisas, algum outro produto seu do que tentar conquistar um novo cliente e passar por todo processo de novo. Claro, ainda antes de tudo, você tem que se certificar que o seu mercado de atuação REALMENTE possui um alto potencial de lucro e é rentável. Basicamente saber se há ou não um pote cheio de ouro no final do arco-íris.
Numa comparação para deixar mais claro, qual é mais fácil:
  • Você levar para cama e praticar a antiga arte do amor com a sua namorada de anos OU
  • Uma garota que você conheceu hoje a noite?!
O que já me leva para a segunda lição:

#2: Crie uma relação antes de tudo

Outro dia, alguém que eu mal conheço e mal conversei apareceu, DO NADA, com a seguinte mensagem:

Essa é a PIOR maneira de se pedir um favor ou se vender algo.
O segredo está em primeiro se construir uma relação com seu possível e futuro cliente. Ai depois podemos fazer uso do que o mestre Robert Cialdini cita em seu brilhante livro “Influência” chama de “Reciprocidade”. Isto não é nada mais do que aquele sentimento que sentimos de quase uma “dívida” com alguém se esta nos faz um favor ou nos traz algum benefício.
E para fazermos isso da melhor maneira, devemos seguir a lição número 3:

#3: Esqueça você, o que importa são os outros

Responda rápido: quem é pessoa mais importante do mundo, hoje?
Pensou?
Simples.
Eu (do meu ponto de vista). Você (do seu ponto de vista).

O que eu quero dizer é que para aumentar exponencialmente as suas chances de sucesso, você deve esquecer completamente o que VOCÊ quer, o que VOCÊ pretende e o que VOCÊ deseja. O que você deve fazer é se concentrar no que ELES querem, no que ELES precisam e no que ELES desejam.
É fundamental que você comece sempre pelos seus clientes. Para isso, você precisa definir exatamente quais os problemas que os seus clientes estão enfrentado e ajudá-los a resolver da melhor maneira possível.
Nas palavras do sábio Zig Ziglar:
“Você pode conseguir absolutamente TUDO o que você deseja em sua vida … contanto que você ajude um número suficiente de pessoas a conseguirem o que ELAS querem!”
Ponto.

#4: conecte o emocional com o informacional

Outro erro comum que vejo muitos cometerem é o fato de achar que simplesmente por ter algo importante ou de valor a ensinar, basta escrever e puf!, tudo vai dar certo. Artigos serão compartilhados, convites para aparecer no Jô serão feitos … talvez até no Altas Horas!

Já aconteceu de você publicar algo que você tem certeza absoluta que é útil e realmente poderia ajudar muitas pessoas… e parecer que só você acha isso!?
Quer saber como resolver esse problemas?
Simples.

Conecte o emocional com o informacional.
Beagle

Não fale somente “vou lhe ensinar agora uma técnica para fazer o seu cachorro parar de latir em menos de 30 minutos”, que num primeiro olhar pode parecer suficiente, mas sim:
“Vou lhe ensinar agora uma técnica para fazer o seu cachorro parar de latir em menos de 30 minutos para que não só a sua mulher, finalmente, pare de reclamar e ameaçar “Ou eu, ou ele!” e seus vizinhos parem de lhe ameaçar com multas por barulho, mas também para que você não perca seu emprego por não conseguir dormir direito a noite.”
Bingo.

Agora você deu um motivo real e emocional do porquê o cidadão deve prestar atenção no que você tem a ensinar. E isso faz TODA diferença do mundo.
Estas são somente algumas das técnicas que aprendi durante esses anos trabalhando com marketing digital. Elas com certeza vão lhe ajudar a melhorar seus resultados na internet e você pode começar a aplicá-las HOJE mesmo.

Agora, de onde veio estas obviamente há muitas outras.
Por isto, se tiver interessado em aprender não só quais são os melhores mercados para se trabalhar na internet, como achar o seu espaço em QUALQUER mercado (mesmo naqueles mais concorridos com maior potencial de lucro!) e muito mais, então recomendo imensamente que você dê uma olhada na série de vídeos que disponibilizei em meu site.
Nele você irá aprender isso e muito mais!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“Agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o digital”


As agências de publicidade e comunicação não querem que os grandes anunciantes migrem para o online. A complexidade de mensurar e avaliar resultados nos canais digitais faz com que muitos profissionais das agências e dos próprios anunciantes não se arrisquem nesta área. A afirmação é do Superintendente de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Henrique Facó.

Outro desafio é integrar as estratégias online e offline e compreender de onde vêm os resultados. Facó entende que o investimento nos canais tradicionais não abre espaço para questionamentos nem gera a necessidade de se analisar e cruzar dados. “Quando se investe na TV é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto. As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho”, adverte o executivo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Este ano, a Fundação aplicou 80% de sua verba de Marketing do vestibular para os canais digitais. O investimento vem gerando bons resultados. “Os alunos não tomam a decisão sem pesquisar online. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso”, explica o executivo. Leia a entrevista:

Mundo do Marketing - A FGV investiu 80% da sua verba do vestibular para ações no digital. Como vem acontecendo esta migração para o digital?

Marcos Henrique Facó –
Esta migração é uma evolução e não uma mudança brusca. É a evolução de uma estratégia que adotamos desde 2007, quando começamos a investir mais forte no digital. Mas na realidade, realizamos ações de Marketing na internet desde 2003. Sendo que naquela época tinhamos duas ferramentas apenas, o banner e o e-mail marketing. De lá para cá, acompanhamos e aprendemos sobre como funciona o meio digital. E por isso nos últimos anos estamos investindo cada vez mais.

Mundo do Marketing – Os resultados foram positivos?

Marcos Henrique Facó – Sim. O perfil do nosso aluno possui características que vão ao encontro do que nós oferecemos. Nosso público está na internet e recebe bem este tipo de comunicação. É na internet onde ele escolhe o curso que vai fazer. Estes alunos não tomam a decisão sem pesquisar. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso. Dados do Ibope de 2011 mostram que 6% do investimento em mídia no Brasil vão para a internet.  Nos Estados Unidos a média é um pouco maior. Nosso online representa até 65% do montante total investido em mídia e para algumas ações específicas, o percentual do online chega até 80%.

Mundo do Marketing - Quais são as principais ferramentas hoje dentro do investimento em digital?

Marcos Henrique Facó – Do total de investimento da FGV, 50% vão para o Google, distribuídos entre mídia display e adwords, mais ou menos com metade para cada. Os outros 50% do budget vão para mídia display e ações nas redes sociais. Desde 2010 estamos investindo em redes sociais com ações que vão desde a criação de aplicativos até a contratação e veiculação publicitária nestas plataformas. Estas ações não são terceirizadas, temos uma equipe de Marketing digital que cuida das campanhas e da presença da FGV nas redes sociais: Facebook, Twitter, Linkedin, Google +, YouTube, Flicker e Pinterest, onde estamos começando. Um ponto importante do nosso planejamento diz respeito ao aprendizado. Não sei, por exemplo, se o Pinterest vai pegar no Brasil, mas a experiência é válida. Isso é estratégico para nós. Hoje as redes sociais ainda não são tão importantes para as grandes empresas, pois não trazem resultados diretos. A questão é que elas serão muito importantes. Em médio e longo prazo, elas trarão resultados. Ainda não está muito claro para o mercado, por exemplo, a diferença entre redes e mídias sociais. Nas próprias agências, ainda há certa confusão na divisão entre online e offline. Imagine que eu faço um comercial para a TV e depois o disponibilizo no YouTube, onde consigo um milhão de visualizações. Na TV paguei uma fortuna, mas noYouTube ele foi gratuito. Este investimento é classificado como TV ou rede social? A mesma campanha vai para a TV, para o YouTube, para o Facebook etc. Ou seja, isso gera um problema de definição.

Mundo do Marketing – Hoje se fala muito das redes sociais. Qual o peso delas na estratégia da FGV?

Marcos Henrique Facó -
As redes sociais não são ainda tão importantes, mas serão. O Foursquare, por exemplo, é apenas uma brincadeira no Brasil. Lá fora, existe uma cultura de cupons de desconto que faz desta rede uma plataforma muito interessante para as marcas. Ainda há muita coisa para ser definida neste cenário. As mudanças são tão rápidas que eu, como professor do MBA em Marketing Digital, sou obrigado a revisar constantemente meu material de aula. As próprias plataformas concorrentes se integram. Por exemplo: posto um vídeo em nosso canal do YouTube, que pertence ao Google, e o compartilho usando o Facebook. Mais uma razão para investirmos neste aprendizado.

Mundo do Marketing - Como é o investimento nos canais mobile?

Marcos Henrique Facó –
Temos ações no mobile. Inclusive, nosso número de acessos cresceu 400% no mobile.  Somos case do Google para as melhores práticas em canais mobile.  Há uma integração muito grande entre todas essas plataformas e isso dificulta um pouco a mensuração, pois como saber exatamente qual foi a plataforma responsável por determinado resultado?

Mundo do Marketing - A mensuração das ações no universo digital ainda é uma dificuldade?

Marcos Henrique Facó -
Quando olhamos, por exemplo, apenas o Facebook, as métricas mostram que ele não converte. Ao mesmo tempo, temos alguns vídeos do Desafio FGV onde grandes empresas postam conteúdo na nossa fanpage convidando os usuários a participar e as melhores respostas ganham prêmios.  Só este ano, tivemos 200 mil views para estes vídeos. Isso não impactou muito em visitações no nosso hotsite, porém gerou 20% a mais de candidatos para o vestibular realizado no Rio de Janeiro. Temos todas as métricas e olhamos para todas elas. Porém, como são muitas variáveis e elas mudam o tempo todo, fica difícil atribuir um determinado resultado a esta ou aquela ação. Cruzamos os resultados das campanhas realizadas no Rio, em São Paulo e em Brasília. Isso nos gera números fantásticos, mas a problemática está em entender de onde veio tal resultado e porque ele aconteceu. Este é um desafio para o qual a maioria dos profissionais de Marketing tem resistência em investir.
Mundo do Marketing – Qual a razão de tanta resistência?
Marcos Henrique Facó -
O digital te dá dados. E é preciso analisá-los, mas para isso o profissional tem que entender do assunto. Quando se investe na TV, por exemplo, é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. Para as agências, situação semelhante acontece: a agência recebe a sua comissão de veiculação, faz o comercial, coloca na TV e nos principais veículos e pronto. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto.  As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho. Uma métrica importante que quase ninguém olha é o bounce rate. As agências não olham, até porque não é responsabilidade delas e sim do Marketing da empresa. Fazer o digital bem feito é bem mais complicado e ainda prevalece a máxima: ninguém será demitido por anunciar na Globo. No digital, o seu resultado está ali, para qualquer um ver. E muitas empresas levam um verdadeiro “tapa na cara” do internauta. Este é um risco para quem está presente na web. Por isso é tão importante a questão do aprendizado. Temos 140 mil usuários em nossa fanpage. É a maior fanpage de uma instituição de ensino. No Twitter, perdemos apenas para o perfil da USP em número de seguidores. Uma coisa muito legal é que no Marketing digital, estamos praticamente no mesmo nível do que é feito lá fora.

Mundo do Marketing – Qual o caminho para o profissional de Marketing se manter atualizado em meio a tudo isso?

Marcos Henrique Facó –
É um ambiente complexo e isso gera para o profissional uma ansiedade muito grande, pois ele precisa estar sempre acompanhando lá na ponta tudo o que está acontecendo. Porém, o mais importante é entender de comunicação e Marketing. Vejo os mais jovens investindo e abrindo agências digitais, mas sem o devido entendimento de Marketing. Não acredito em agências online e offline. Existem agências que fazem só TV, só revistas ou só jornais? Por que existe essa divisão no online?  Eu acredito na comunicação integrada. A comunicação tem que ser a mesma independente no canal. Faz sentido um profissional especialista em Marketing Mobile? Ou uma agência que só fala para o mobile? O caminho é para a convergência. Antes havia apenas a TV, a mesma TV para todos os públicos. Hoje a audiência está em múltiplos canais.  Ela é fragmentada. O jovem da classe C interage com um smartphone da mesma forma que um jovem da classe A? No passado, a TV era a mesma para todos. Marketing antes era tido como uma piscina rasa: qualquer um podia entrar sem grandes riscos de se afogar. Mas agora a piscina está cada vez mais funda e muita gente vai morrer afogada. Por isso muitos profissionais se agarram com tanto afinco à maneira tradicional de se trabalhar com a comunicação e o Marketing.

fonte Mundo do Marketing

sábado, 18 de agosto de 2012

Moradores de rua se sentem aceitos em redes sociais, diz estudo

Pesquisa mostra que alguns moradores de rua veem as redes sociais como um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem ser julgados. Foto: Flickr/radiatorcat/Reprodução Pesquisa mostra que alguns moradores de rua veem as redes sociais como um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem ser julgados

Uma pesquisa da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, revela que moradores de rua que usam redes sociais encontram nelas condições mais igualitárias e um contexto de maior aceitação. O estudo, conduzido pelo sociólogo e criminologista Art Jipson, será apresentando durante o 107º Encontro Anual da American Sociological Association, de 17 e 20 de agosto na cidade de Denver, EUA.

Jipson entrevistou diversos moradores de rua e descobriu que eles usam o Facebook e outros sites de relacionamento não só para criar páginas de ajuda, mas também para consultar questões práticas, como onde conseguir a próxima refeição, encontrar lugares seguros e quentes para dormir, além de pesquisar serviços sociais que os interessem.

"Eu tenho tanto direito a isso (usar o Facebook) quanto qualquer outra pessoa. Só porque eu sou sem-teto não significa que eu não me importe com essas coisas, sabe? Minha família está no Facebook. Meus amigos estão no Facebook. As pessoas que se preocupam comigo estão no Facebook", disse um dos entrevistados.

O sociólogo também percebeu que alguns moradores de rua veem as redes sociais como uma espécie de refúgio, um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem serem julgados. "Ninguém na internet se importa se eu tomei banho ontem, ou se tenho algum cheiro. Eles não me julgam, sabe?... Eu me sinto aceito. Eu sou aceito", declarou outro entrevistado.

"Para os usuários sem-teto de redes sociais - uma população em crescimento - o maior valor é a comunidade online em si, que é muito igualitária", constatou Jipson, acrescentando que, apesar de todos os objetivos comerciais inclusos nos sites de relacionamento, ainda assim há espaço para que usuários sem nenhum apelo mercadológico possam desfrutar dos mesmos benefícios destes serviços.

Segundo o sociólogo, a inspiração para o estudo veio por acaso, enquanto ele apresentava um programa de rádio que mantém na universidade. Ao pedir o nome e a localização de um ouvinte que havia ligado para o programa, descobriu que ele era um morador de rua, mas tinha um telefone celular.

O pesquisador marcou um encontro com o ouvinte, que o levou a ter contato com um grupo de moradores de rua. Jipson então descobriu que a maioria deles usava o Facebook, e que cada um tinha em média 100 contatos adicionados na rede social.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uso das redes sociais revoluciona os Jogos Olímpicos

Após a descição do COI de abrir os Jogos Olímpicos às redes sociais, Londres 2012 representa a consolidação do modelo, com o auge do Twitter, Facebook e WhatsApp – aplicativo mensagens instantâneas.

Foram produzidas quase 44 milhões de mensagens com a temática olímpica no Twitter, segundo dados oferecidos pela empresa ‘Mass Relevance’.

O micro blog bateu duas vezes seu recorde de mensagens, ambas com Usain Bolt como protagonista, uma após a final de 100 metros e a outra depois que o jamaicano triunfou na prova dos 200 metros.
O Twitter publicou um alerta depois que Bolt ganhou os 200m rasos na quinta-feira passada às 16h55 (hora de Brasília): “@usainbolt bateu um novo recorde com mais de 80 mil menções por minuto após sua vitória na prova”. Após a final dos 100 metros, as menções sobre a vitória de Bolt tinham alcançado as 74 mil por minuto.

Mas Bolt não é o campeão dos Jogos sociais. A vitória é do americano Michael Phelps, que decidiu pôr um ponto final a sua carreira após conseguir 22 medalhas nos Jogos Olímpicos.

O nadador de Baltimore ganhou mais de 930 mil seguidores nos Jogos, mais que qualquer outro esportista. O tweet que mereceu mais menções foi quando finalizou uma das sessões no Centro Aquático e recebeu uma ligação telefônica do presidente americano Barack Obama. Phelps a publicou na rede.

A tenista americana Serena Williams e a ginasta Gabby Douglas são, após Bolt e Phelps, as que mais menções receberam na segunda semana dos Jogos.

A britânica Jessica Ennis, campeã olímpica de heptatlo, é a primeira local na lista, à frente do sul-africano Oscar Pistorius, e dos conterrâneos Andy Murray e Mo Farah.

Os Estados Unidos lideram as citações na classificação das mídias sociais, seguidos pela Grã-Bretanha. A China é terceira, à frente da Austrália, Japão, Rússia, França, Alemanha, Coreia do Sul e Itália.
Outro produto digital que teve destaque nos Jogos foi o WhatsApp. Essa aplicação, cada vez mais indispensável em todos os telefones de última geração, pôs um fim no reinado das mensagens (SMS).

A empresa ‘WhatsApp’, com sede no Vale do Silício, anunciou em abril deste ano que seus usuários manejam até 2 bilhões de mensagens diárias, praticamente duas vezes mais que no semestre anterior.
Muitos dos esportistas admitiram o uso desta aplicação para se comunicar com o exterior, embora as restrições de segurança do Locog impedissem o uso de redes “wireless” nas instalações, atendendo a questões de segurança.

Em uma cidade na qual o transporte, a comida e os bens imóveis alcançam preços proibitivos, por uma quantidade muito acessível (entre 15 e 20 libras mensais – entre R$ 47 e 63) se pode dispor de uma conexão 3G com possibilidade de dados e voz.

O impacto das redes sociais no movimento olímpico é definitivo. Ficaram para trás as restrições de Pequim, quando o COI, amparado na idiossincrasia do país asiático e na necessidade de se preservar a informação, pôs em prática uma política muito restritiva.

Além disso, as novas redes 4G, muitas mais rápidas, a criação de novos protocolos em redes fixas e sem fio e a possibilidade de se publicar de telefones cada vez mais potentes e com mais aplicações abre um mundo novo, novas perspectivas para os próximos Jogos no Rio em 2016. EFE.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Potencial da Internet ainda não é explorado pelos Candidatos

Apesar do potencial gigante enquanto ferramenta gratuita e eficiente de comunicação e das novas restrições do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o uso de materiais permitidos nas campanhas, a internet é ainda não é explorada pelos candidatos às eleições municipais, pelo menos até agora. Numa rápida observação sobre a presença e o comportamento dos candidatos da região na rede, o RD se deparou com um cenário extremamente amador e pobre na utilização de sites e de redes sociais capaz de persuadir a grande massa de eleitores que sai por nada da internet.  

Quase todos os candidatos já possuem página na internet e perfil nas principais redes sociais, como o Facebook e Twitter, para realizar postagens. Mas a interatividade com os seus respectivos seguidores é nula, de mão única, e dá lugar ao pragmatismo da simples divulgação da agenda dos aspirantes aos cargos de prefeito. As falhas são inúmeras e primárias. Há sites em que a ‘alimentação’ está com atraso de semanas e sem informações básicas, como o endereço e o telefone do comitê do candidato. Além disso, poucos endereços oficiais são encontrados nos sistemas de busca rápida pela internet.

Eleitor crítico


Para os especialistas de plantão, o maior erro da maioria dos candidatos é tentar usar a tecnologia sem se cercar de profissionais qualificados para alimentar o ambiente virtual e acompanhar o comportamento do eleitorado, que está cada vez mais exigente e não aceita a simples propaganda política como antigamente. “Hoje, a população está muito mais informada que em outras eleições, e a geração de conteúdo relevante e a interatividade são fundamentais para criar o diferencial de um concorrente”, adverte Gabriel Rossi, especialista em gestão de marcas na era digital.

Segundo Rossi, apesar de representar um grande incremento se bem utilizadas, as redes sociais demandam cuidados importantes. O discurso virtual deve ser muito bem elaborado, pois qualquer erro neste meio pode multiplicar informações negativas, e até infundadas, em uma proporção difícil de ser contornada. “Tudo que um candidato busca em sua campanha é ter relevância, e não será invadindo o mural das pessoas ou direcionando inúmeros spans por dia que este objetivo será alcançado”, afirma ao citar o envio de publicidade não autorizada como um dos maiores vilões na busca por empatia de um político.

Campo de pesquisa

Para o professor e especialista em marketing político da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Marcelo Alves Cruz, o potencial da internet na campanha eleitoral de uma região como o ABC, que não possui espaço na propaganda eleitoral televisiva, é ainda maior. “É claro que a TV faz falta aos candidatos e que as mídias sociais acabam tendo papel ainda mais relevante neste cenário. Os políticos ainda estão descobrindo o verdadeiro poder das redes sociais, sejam no campo da pesquisa do eleitorado alvo ou no contato pessoal com os usuários”, comenta o professor.

De acordo com o Cruz, neste contexto, a falta de sites oficiais acaba ficando em segundo plano. “Com o aquecimento da corrida eleitoral, tenho certeza que os sites passarão a ser alimentados, mas a relação é inversa e exige que os candidatos corram atrás de visibilidade. Dificilmente um eleitor se conectará com o objetivo de buscar informações sobre algum dos concorrentes, por exemplo”, ressalta.

Coordenadores antenados

Márcio Moreira é coordenador da campanha do candidato do PRTB ao Paço Municipal de Santo André, Alexandre Fláquer, e promete que a internet não será utilizada como um grande mural de notícias.“Temos uma equipe de marketing, onde cada um é responsável por cuidar de uma rede social. Realizamos uma pesquisa qualitativa de nosso público alvo através destas ferramentas e vamos dialogar de maneira diferente com cada uma das faixas etárias”, relata. “A interatividade com nossos seguidores também é vista por nós como importantíssima, já que ao responder a uma critica ou questionamentos estamos valorizando ainda mais quem mais nos importa, que é o eleitor”.

Outros políticos, como os candidatos à reeleição em Santo André, Aidan Ravin (PTB),e em Diadema, Mário Reali (PT), informaram através de seus assessores que as estratégias para o melhor aproveitamento da internet ainda sendo definida que a próxima semana será decisiva para a criação de ações e para o site oficial da campanha entrar no ar. Reali contará com o trabalho de sua Assessoria de Comunicação da campanha, que pretende responder perguntas sobre o candidato, e suas as propostas.

Já Luiz Marinho (PT), que disputa a reeleição em São Bernardo, ainda não possui perfil direcionado especificamente à campanha nas redes sociais, nem site oficial, o mesmo acontece com seus principais concorrentes. Em Mauá, a candidata Vanessa Damo (PMDB), conta com o auxilio de uma agência de comunicação para atualizar seu Facebook e Twitter, mas também informou possuir acesso às ferramentas e cuidar pessoalmente do conteúdo postado diariamente.

Até o fechamento desta matéria, a equipe dos demais aspirantes a prefeitos das cidades do ABC não responderam às tentativas de contato da equipe do RD para repassar maiores detalhes sobre o melhor aproveitamento da internet na campanha.

Legislação
Amparada pela lei 12.034/09, art. 57-B, inciso IV, a propaganda eleitoral pode ser feita em blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos, coligações ou resultantes de iniciativa de qualquer pessoa natural. Fora deste contexto, todas as propagandas são proibidas e não podem ser veiculadas mediante qualquer tipo pagamento. As multas neste caso variam de R$ 5mil a R$ 30 mil.

Em casos de conflitos e de troca de acusações entre os candidatos, o direito de resposta nas redes sociais seguirá os mesmos procedimentos da propaganda eleitoral em geral e deverá ser publicado na mesma página eletrônica em que o material ofensivo foi publicado, devendo permanecer acessível por pelo menos o dobro de tempo em que a mensagem considerada abusiva esteve no ar.

domingo, 12 de agosto de 2012

Carreira em redes sociais vai além de monitorar reclamações

O Brasil é campeão mundial no tempo gasto em redes sociais: cada internauta fica em média oito horas e cinco minutos por mês nesses sites, segundo o Ibope Nielsen On-line. A consequência é a crescente demanda por profissionais que transformem essa paixão do brasileiro em publicidade para as marcas.

Mas trabalhar com comunidades virtuais é mais do que fazer posts atraentes no Twitter ou no Facebook.

"Embora a gente fale de analistas de mídia social, existem especialidades diferentes nesse universo", diz Ian Black, presidente-executivo da agência New Vegas.

Quando a profissão surgiu, há cerca de cinco anos, era comum que as empresas contratassem pessoas que ficavam muitas horas na internet para cuidar de tudo o que fosse relacionado à sua presença nas redes sociais, desde a estratégia até o relacionamento com os consumidores. Hoje, isso mudou.

SEGMENTAÇÃO

A agência de marketing digital Frog, do Rio, chegou a divulgar um manifesto em que anunciava a "morte" do analista de mídias sociais e afirmava que a função na empresa seria dividida entre pessoas de planejamento, conteúdo, análise e pesquisa.

"Os próprios candidatos às vagas ficam confusos por não saberem exatamente qual é o escopo da profissão", diz Roberto Cassano, diretor de estratégia da empresa.

Essa vontade de se especializar parte dos próprios profissionais. Marina Bonafé, 26, era coordenadora de mídias sociais de um site de downloads, mas neste ano decidiu mudar de emprego para se dedicar somente a um dos nichos da profissão, o de monitoramento.

"Eu verifico o que as pessoas estão falando sobre a marca, faço análises e dou ideias de posts para a área de conteúdo", conta.

Algumas vezes, o trabalho com mídias sociais tem pouca relação com comunicação. Uma tarefa importante é analisar números sobre o desempenho das empresas e fazer relatórios, algo mais próximo da matemática e da estatística.

"Esse profissional precisa ter bom raciocínio lógico, saber analisar tabelas e gráficos", diz Roberta Paixão, sócia-diretora da agência Espalhe.

REMUNERAÇÃO

Apesar da importância das redes sociais para as marcas, os profissionais ainda recebem salários baixos, se comparados aos de outras carreiras de publicidade relacionadas a mídias digitais.

Uma pesquisa da Abradi (Associação Brasileira das Agências Digitais) em 112 empresas do setor indica que, no Sudeste, um analista de mídia social sênior ganha em média R$ 3.661, a segunda pior remuneração entre as funções analisadas.

Jonatas Abbott, presidente da associação, diz que a tendência é que esse quadro mude em um futuro próximo.

"A demanda por esses profissionais é surpreendente. O cargo vai ser valorizado naturalmente", diz.

A consultoria de recrutamento Michael Page aponta cenário positivo para a remuneração. A empresa indica a profissão de gerente de comunidade, que tem a função de criar e implementar estratégias corporativas em redes sociais, como uma das sete novas profissões do futuro.

Segundo a consultoria, a remuneração média para essas vagas vai de R$ 7.000 a R$ 10 mil no Brasil.

Marcelo Cuellar, "headhunter" da empresa, diz que esses salários mais altos são de pessoas com funções de coordenação, e não as envolvidas no "trabalho braçal" da profissão.

O consultor da Michael Page afirma que, atualmente, cresce nas empresas a exigência de que altos executivos tenham vivência no trabalho com redes sociais.

"As companhias procuram pessoas que saibam lidar com várias áreas do marketing e também tenham experiência comprovada em mídias sociais", diz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O consumidor está integrado. As marcas não!

Não há mais como fugir. A comunicação está integrada. Se a sua marca ainda não percebeu isso, o consumidor, que é quem deveria ser o centro das atenções, já está integrado há muito tempo.

Não há mais como fugir. A comunicação está integrada. Se a sua marca ainda não percebeu isso, o consumidor, que é quem deveria ser o centro das atenções, já está integrado há muito tempo. Não adianta brigar com isso, quanto mais ações as marcas fizerem na TV, Rádio e Jornal, mais acessos o seu site terá, mais seguidores nas Redes Sociais e visualizações no YouTube. Mas a sua marca ainda não acredita que a internet é uma plataforma que mesmo sem venda direta (e-commerce) vende? Que promove interação? Que promove o aumento no conhecimento de marca e produto? Como dizia um antigo slogan da FIAT “está na hora de você rever os seus conceitos...”
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  Nós, profissionais de planejamento estratégico digital, devemos estar sempre atentos aos novos comportamentos do consumidor, esqueçam, por favor, que o consumidor são homens, 25+ classe ABC. Não é mais. Estamos falando com seres humanos, que são mais do que isso. São pessoas que tem um porquê em cada ação que fazem, por que compram? Por que interagem com uma marca? O que desejam receber no Twitter? É como a grande Martha Gabriel diz “hoje o consumidor não fica mais parado esperando as coisas acontecerem. Ele é impactado pela mensagem, claro, mas hoje ele tuita, ele dá opinião, ele indica, ele recomenda”. As pessoas estão atrás de conteúdo e as palavras “relevante” e “exclusivo” se encaixam perfeitamente nisso.

Pesquisa do Google mostra que 79% das pessoas se conectam ao buscador após verem uma campanha publicitária no offline (TV, Rádio, Jornal...) ou seja, essas mídias são importantes, claro, mas se não tiver uma continuidade no online a marca pode perder um potencial cliente. Gasta-se milhões na mídia para levar o consumidor até o conhecimento da marca, não se investe no digital e depois alguém diz “50% do que eu investi em mídia foi para o lixo” ou “Fizemos uma ação que gerou branding”. Balela. Não se soube trabalhar a comunicação como um todo, não se entendeu a importância disso. Cerca de 60% dos acessos de um site vem do Google. Cerca de 95% dos usuários de Internet usam o Google. O Google é disparado o site mais acessado do Brasil. Não está no Google por que? Está na Globo, Estadão, Jovem Pan, Veja e? Facebook? Twitter? Google? Blog? Mobile? Isso é estranho para a sua marca? Ok, mas para a concorrência talvez possa não ser.

Vamos aprofundar mais o dado citado acima: 79% das pessoas se conectam ao Google após receber uma mensagem publicitária, dessas 53% vão ao Google após serem impactados pelo boca-a-boca ou indicação. Mais uma vez, cadê a marca no Twitter estimulando que as pessoas falem dela? Nem todas estão, ou melhor, nem todas sabem como estar. Monitorar e fazer promoção é não saber explorar o lado SOCIAL que Twitter, Facebook e YouTube possuem em sua essência. Anuncio de TV representa 51%, jornais e revistas 35% e lojas físicas 27%. Dessas pessoas, 47% vão atrás do nome do produto ou serviço e só 30% atrás do nome da empresa, mais uma vez, se dá a importância de saber trabalhar as palavras-chave e assim o Google.

As marcas precisam ser as curadoras de conteúdo dentro do digital. Assim serão referências nos seus segmentos e referência é a primeira marca que vem na mente do consumidor. Ele vai buscar no Google, ele vai buscar uma Fan Page, ele vai querer assistir um vídeo. O consumidor mudou, você ainda não percebeu?

Fonte: Oficina da Net