terça-feira, 14 de agosto de 2012
Potencial da Internet ainda não é explorado pelos Candidatos
Quase todos os candidatos já possuem página na internet e perfil nas principais redes sociais, como o Facebook e Twitter, para realizar postagens. Mas a interatividade com os seus respectivos seguidores é nula, de mão única, e dá lugar ao pragmatismo da simples divulgação da agenda dos aspirantes aos cargos de prefeito. As falhas são inúmeras e primárias. Há sites em que a ‘alimentação’ está com atraso de semanas e sem informações básicas, como o endereço e o telefone do comitê do candidato. Além disso, poucos endereços oficiais são encontrados nos sistemas de busca rápida pela internet.
Eleitor crítico
Para os especialistas de plantão, o maior erro da maioria dos candidatos é tentar usar a tecnologia sem se cercar de profissionais qualificados para alimentar o ambiente virtual e acompanhar o comportamento do eleitorado, que está cada vez mais exigente e não aceita a simples propaganda política como antigamente. “Hoje, a população está muito mais informada que em outras eleições, e a geração de conteúdo relevante e a interatividade são fundamentais para criar o diferencial de um concorrente”, adverte Gabriel Rossi, especialista em gestão de marcas na era digital.
Segundo Rossi, apesar de representar um grande incremento se bem utilizadas, as redes sociais demandam cuidados importantes. O discurso virtual deve ser muito bem elaborado, pois qualquer erro neste meio pode multiplicar informações negativas, e até infundadas, em uma proporção difícil de ser contornada. “Tudo que um candidato busca em sua campanha é ter relevância, e não será invadindo o mural das pessoas ou direcionando inúmeros spans por dia que este objetivo será alcançado”, afirma ao citar o envio de publicidade não autorizada como um dos maiores vilões na busca por empatia de um político.
Campo de pesquisa
Para o professor e especialista em marketing político da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Marcelo Alves Cruz, o potencial da internet na campanha eleitoral de uma região como o ABC, que não possui espaço na propaganda eleitoral televisiva, é ainda maior. “É claro que a TV faz falta aos candidatos e que as mídias sociais acabam tendo papel ainda mais relevante neste cenário. Os políticos ainda estão descobrindo o verdadeiro poder das redes sociais, sejam no campo da pesquisa do eleitorado alvo ou no contato pessoal com os usuários”, comenta o professor.
De acordo com o Cruz, neste contexto, a falta de sites oficiais acaba ficando em segundo plano. “Com o aquecimento da corrida eleitoral, tenho certeza que os sites passarão a ser alimentados, mas a relação é inversa e exige que os candidatos corram atrás de visibilidade. Dificilmente um eleitor se conectará com o objetivo de buscar informações sobre algum dos concorrentes, por exemplo”, ressalta.
Coordenadores antenados
Márcio Moreira é coordenador da campanha do candidato do PRTB ao Paço Municipal de Santo André, Alexandre Fláquer, e promete que a internet não será utilizada como um grande mural de notícias.“Temos uma equipe de marketing, onde cada um é responsável por cuidar de uma rede social. Realizamos uma pesquisa qualitativa de nosso público alvo através destas ferramentas e vamos dialogar de maneira diferente com cada uma das faixas etárias”, relata. “A interatividade com nossos seguidores também é vista por nós como importantíssima, já que ao responder a uma critica ou questionamentos estamos valorizando ainda mais quem mais nos importa, que é o eleitor”.
Outros políticos, como os candidatos à reeleição em Santo André, Aidan Ravin (PTB),e em Diadema, Mário Reali (PT), informaram através de seus assessores que as estratégias para o melhor aproveitamento da internet ainda sendo definida que a próxima semana será decisiva para a criação de ações e para o site oficial da campanha entrar no ar. Reali contará com o trabalho de sua Assessoria de Comunicação da campanha, que pretende responder perguntas sobre o candidato, e suas as propostas.
Já Luiz Marinho (PT), que disputa a reeleição em São Bernardo, ainda não possui perfil direcionado especificamente à campanha nas redes sociais, nem site oficial, o mesmo acontece com seus principais concorrentes. Em Mauá, a candidata Vanessa Damo (PMDB), conta com o auxilio de uma agência de comunicação para atualizar seu Facebook e Twitter, mas também informou possuir acesso às ferramentas e cuidar pessoalmente do conteúdo postado diariamente.
Até o fechamento desta matéria, a equipe dos demais aspirantes a prefeitos das cidades do ABC não responderam às tentativas de contato da equipe do RD para repassar maiores detalhes sobre o melhor aproveitamento da internet na campanha.
Legislação
Amparada pela lei 12.034/09, art. 57-B, inciso IV, a propaganda eleitoral pode ser feita em blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos, coligações ou resultantes de iniciativa de qualquer pessoa natural. Fora deste contexto, todas as propagandas são proibidas e não podem ser veiculadas mediante qualquer tipo pagamento. As multas neste caso variam de R$ 5mil a R$ 30 mil.
Em casos de conflitos e de troca de acusações entre os candidatos, o direito de resposta nas redes sociais seguirá os mesmos procedimentos da propaganda eleitoral em geral e deverá ser publicado na mesma página eletrônica em que o material ofensivo foi publicado, devendo permanecer acessível por pelo menos o dobro de tempo em que a mensagem considerada abusiva esteve no ar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Vestibular para vereador tem concorrência de 22,4 candidatos por vaga em Montes Claros. A disputa é mais concorrida em BH
Belo Horizonte é a cidade onde o cargo de vereador é mais disputado no estado. Na Capital, são 1251 candidatos concorrendo a 41 vagas de vereador, o que dá uma disputa de 30,55/vaga. Depois vem Contagem, onde 531 nomes disputam 21 vagas (concorrência de 25,2). Nas cidades fora da Região Metropolitana, Uberlândia é a que registra maior numero de candidatos: 657 interessados em ocupar uma das 27 cadeiras do legislativo municipal (concorrência 24,3 candidastos/vaga). O "vestibular" para vereador em Juiz de Fora tem um índice de concorrência de 23,57 candidatos/vaga, com 448 candidaturas registradas para a disputa de 19 cadeiras na Câmara Municipal.
Por outro lado há cidades mineiras onde a concorrência é de apenas dois por vaga. É o caso de Grupiara, no Triangulo Mineiro e, Serra da Saudade na região centro-oeste do estado. Em cada uma das duas cidades são apenas 18 candidatos para ocupar nove vagas no Legislativo Municipal.
Em Montes Claros, a boa remuneração é um dos atrativos para a corrida as vagas na Câmara de Vereadores. O salário atual dos vereadores é R$ 9.608,55. Mas, no final do ano passado, a Câmara Municipal aprovou um reajuste de 46% para os 23 vereadores que assumirão mandato em janeiro de 2013. O vencimento dos vereadores eleitos em outubro será de R$ 14.029,65.
Mas, há um outro fator que pode estar contribuindo para que o "vestibular" da Câmara Municipal seja tão disputado: a possibilidade de ser eleito vereador e continuar exercendo outra atividade normalmente. Isto porque a Câmara de Vereadores promove duas reuniões ordinárias por semana: terça-feira (de manhã) e quinta-feira (à noite). Entre os candidatos a vereadoresna cidade estão professores, servidores públicos, cabeleireiros
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Marcio Lacerda recusa oferta feita pelo PSDB
Para prefeito, relação próxima a Fernando Pimental seria um empecilho para eventual disputa pelo Palácio da Liberdade
Lacerda: "Todos sabem que estou na PBH em função da articulação do meu amigo Pimentel"
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), não irá aceitar a oferta, que circula nos bastidores, para aliar-se ao PSDB na disputa pela reeleição em troca da candidatura ao Governo de Minas em 2014. Ele disse nesta quinta-feira (16) que jamais concorreria contra o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). "Não faria sentido, posso afirmar tranquilamente, eu estar planejando, em 2014, concorrer contra meu amigo Fernando Pimentel", disse.
Sem negar a proposta que lhe seria feita pelos tucanos, o prefeito disse que é prematuro discutir a eleição para o Governo, porém, descartou a possibilidade de enfrentar o ministro. Lacerda se disse leal ao petista e também ao senador Aécio Neves (PSDB). Ambos ajudaram o socialista a ser eleito prefeito, em 2008, em uma inédita aliança. A Pimentel, Lacerda se referiu, por mais de uma vez, como "amigo", não como ministro. Já ao tucano, afirmou apenas que mantém com ele relação fraternal e o chamou de governador. "Todos sabem que estou na prefeitura em função de uma articulação política do meu amigo Fernando Pimentel e do governador Aécio Neves, com quem tenho uma relação fraternal. Naturalmente, sou leal a ambos. Qualquer colocação em relação a 2014 é prematura", afirmou.
Conforme informou o Hoje em Dia, fontes ligadas ao senador disseram que ele iria oferecer a Lacerda a vaga de candidato ao Governo de Minas. Em troca, o PSDB e o PSB formatariam aliança rumo à reeleição do prefeito. A ideia já teria sido repassada ao socialista. Seria uma forma de pressioná-lo a desistir do acordo fechado com Pimentel, que prevê a dobradinha PT e PSB no pleito de 2012. Mas a cartada saiu pela culatra. Lacerda reiterou a disposição de não disputar o Governo. Pimentel é o pré-candidato do PT ao Palácio Tiradentes.
O prefeito também disse ontem que não se sente pressionado pelas legendas. "Estaria me sentindo pressionado se eventualmente estas articulações e debates estivessem prejudicando a administração. E não estão", justificou. Ele classificou como normal as notícias sobre a movimentação dos partidos.
Lacerda já teria optado pelo PT, segundo informações de aliados. Ele mantém conversas constantes com Pimentel e seus interlocutores. No meio petista, o único empecilho ao acordo é o grupo do vice-prefeito Roberto Carvalho, que mantém a disposição em lançá-lo à prefeitura.
Lacerda deve enfrentar na disputa do próximo ano um adversário do PMDB, outro do PSDB e ainda existe a possibilidade de candidaturas do PV e do PCdoB. O socialista afirmou que já sente o acirramento do pleito. Segundo ele, o deputado estadual Délio Malheiros (PV) tem feito críticas ao sistema de radares municipal em virtude da proximidade da eleição. "Estamos em um período pré-eleitoral e todos sabemos que ele é pré-candidato a prefeito. Como é especialista em direito do consumidor, ele está atuando. Mas está fazendo tempestade em copo d'água", concluiu.