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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Redes sociais são preferência nacional no uso da internet

Um estudo divulgado pelo instituto Net Insight, do Ibope Media, revelou que as redes sociais foram o tipo de site mais acessado pelos internautas brasileiros em janeiro deste ano. Ao todo, passamos cerca de 10 horas e 26 minutos conectados a serviços desse tipo, um aumento de utilização na faixa dos 13% em relação ao registrado no ano passado.





Sites de vídeos ou filmes online também mostraram crescimento, ficando em segundo lugar na preferência nacional. Os brasileiros passaram 14,8% a mais de tempo nesse tipo de serviço, ficando conectados, em média, por 1 hora e 52 minutos.

Números globais

De acordo com a pesquisa, existem hoje 72,4 milhões de brasileiros com acesso à internet, sendo que 53,5 milhões deles são considerados ativos, ou seja, utilizam a rede regularmente. O pico de acessos ocorre às 17h, com 73% dos usuários conectados. A faixa mais conectada vai dos 25 aos 49 anos, representando 52,7% do total.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Eleitores americanos confiam nas redes sociais tanto quanto nas mídias tradicionais para notícias de política, diz pesquisa

Os eleitores americanos confiam nas redes sociais tanto quanto nas mídias tracionais como fonte de notícias de política, diz uma nova pesquisa.
O site Politico divulgou uma pesquisa da George Washington University Graduate School of Political Management/ORI segundo a qual as notícias de política compartilhadas nas redes sociais são tão consideradas tão confiáveis quanto as distribuídas por jornais e emissoras de rádio e TV.

De acordo com o levantamento, 71% dos eleitores com 25 anos menos disseram ter nível alto de confiança nas notícias compartilhadas nas redes sociais, informou o Politico. Os americanos mais velhos são um pouco mais desconfiados - apenas 36% consideram as redes sociais fontes confiáveis de notícias sobre política.
John Kagia, diretor estratégico do ORI, disse ao Politico que a rapidez com as informações erradas são esclarecidas nas redes sociais reforça sua reputação de fonte confiável de informação.

Kagia destacou ainda que o aspecto pessoal das redes sociais ajuda a estabelecer uma credibilidade. "Quando o conteúdo é postado por pessoas que você conhece, você está mais propenso a confiar nesse conteúdo", disse.

O presidente Barack Obama, que tomou posse para seu segundo mandato na segunda-feira 21 de janeiro, foi pioneiro no uso das redes sociais em campanhas políticas. Segundo a pesquisa, mais pessoas disseram ter visto notícias sobre Obama em seus perfis do que sobre o candidato republicano, Mitt Romney.
As mídias tradicionais também lançaram mão das redes sociais na campanha eleitoral americana, em 2012, usando o Google+ Hangouts, o Foursquare, o YouTube e outras redes para compartilhar notícias.

O Facebook é a rede social mais popular entre os entrevistas (74%), seguida por LinkedIn (32%) e Twitter (24%). Embora a maioria deles tenha apontado o computador como forma de acesso às redes, os aparelhos móveis também tiveram destaque: 46% das pessoas ouvidas disseram acessar as redes sociais por smartphone, contra 37% em 2011.

A pesquisa foi feita com 806 usuários de internet e tem uma margem de erro de 3,45 pontos percentuais para mais ou para menos, segundo o Politico.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cão é melhor amigo do homem há 30 mil anos

Muito antes de os novíssimos cães de bolso ganharem fama, o melhor amigo do homem já fazia parte do cotidiano da sociedade. Em um estudo divulgado este mês, cientistas de três países analisaram fósseis caninos encontrados onde hoje é a República Tcheca e concluíram que os cachorros convivem com os humanos desde o período Paleolítico, há cerca de 30 mil anos. A pesquisa confirma resultados de dois artigos anteriores e derruba a tese de que esses animais só teriam sido domesticados depois da última era glacial, 14 mil anos atrás. Mais que isso: os pesquisadores acreditam que, além de antiga, a relação com o companheiro de quatro patas foi essencial para a evolução do Homo sapiens.

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Os cães pré-históricos foram encontrados em um sítio arqueológico da cidade de Predmosti , no Leste da República Tcheca. O achado, na verdade, não é recente: as escavações do que pareciam ser esqueletos de cachorros ocorreram no fim do século 19 e no início do século 20, mas somente agora os cientistas se preocuparam em datar e identificar as ossadas. “A ideia geral era de que os homens caçadores/coletores só tinham começado a domesticar os lobos no fim da era glacial. No entanto, o achado do cão de Goyet (na Bélgica), que tem cerca de 32 mil anos, indicou que o processo teve início muito antes. O cachorro de Predmosti corrobora isso”, explicou ao Estado de Minas a pesquisadora Mietje Germonpre, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais.


Os cachorros de Goyet (um dos mais antigos encontrados até agora) e de Predmosti (com idade estimada em 27 mil anos) eram muito maiores do que os bichos de estimação de hoje em dia, mas já tinham características semelhantes às de raças de grande porte. Os cães da República Tcheca pesavam cerca de 35 quilos e tinham largura de 61 centímetros de um ombro a outro. “A forma do crânio se parece com a de um husky siberiano, embora os cães daquela época fossem bem mais pesados do que um husky moderno”, diz a pesquisadora. Esses animais eram descendentes de lobos e sua domesticação foi confirmada depois de uma série de comparações com espécies selvagens que viviam na região.
Os cientistas analisaram três crânios dos cães de Predmosti. “Eles têm a cabeça significativamente mais curta do que a dos fósseis de lobos e o focinho também é menor. Além disso, a caixa craniana e o palato são maiores em relação aos dos parentes selvagens”, descreve Mietje. O que mais comoveu os pesquisadores, no entanto, não foi a confirmação de que as ossadas eram de cachorros pré-históricos, e sim a provável relação entre os animais e os humanos daquela época. Um dos bichos foi enterrado com um grande osso na boca, o que indica a prática de rituais com os amigos de quatro patas. “Os elementos religiosos (que encontramos) apontam uma profunda conexão entre homens e cachorros”, comenta Mikhail Sablin, pesquisador russo que também participou do estudo.


Laços reforçados

Para a professora Susan Crockford, da Universidade de Victoria, no Canadá, essa amizade começou por interesse, mas se fortaleceu devido ao misticismo dos povos pré-históricos. Segundo Susan — que investigou ossadas caninas de 33 mil anos encontradas na Sibéria — os primeiros lobos domesticados eram bem-vindos, pois acabavam com resíduos deixados pelos homens e alertavam contra potenciais perigos, como a presença de ursos. “As pessoas também devem ter pensado que os primeiros cães tinham poderes mágicos. Para os anciãos da aldeia, que observavam os lobos selvagens se transformarem em amáveis bichos, era óbvio que um ser como esse teria poderes especiais”, supõe Susan.
Com o passar do tempo, a importância religiosa do melhor amigo do homem ficou ainda maior. Embora as ossadas do período Paleolítico não tenham relação comprovada com outras encontradas anos depois, a conexão com os cães se manteve ao longo dos séculos. Depois da última era do gelo, por exemplo, era comum que as pessoas fossem enterradas com seus bichos de estimação. “A ideia dessa prática era prover o espírito do humano falecido com um espírito canino, que serviria como um ‘guia’ para a passagem ao outro mundo”, interpreta a professora da Universidade de Victoria.


Todas essas análises e observações, porém, não explicam por que os humanos deixaram que os primeiros lobos se aproximassem. Afinal, as duas espécies eram concorrentes na busca por alimentos — uma tarefa que não devia ser nada fácil no ambiente pré-histórico. A cientista Pat Shipman, da Universidade de Penn State, na Pensilvânia, credita o começo dessa relação ao conhecimento que os homens acumularam ao observar os animais e à confiança que eles adquiriram com esse aprendizado. “Acho que alguém provavelmente trouxe um filhote de lobo para casa, e isso deve ter acontecido várias vezes”, especula Pat, uma das maiores especialistas em ecologia de ambientes antigos. “Ninguém pensou em criar os bichos, mas, com o passar do tempo, surgiu um sistema no qual ‘bons’ filhotes, ou menos agressivos, passaram a ser alimentados e protegidos, enquanto os outros foram mortos e, talvez, comidos”, detalha.
Pat Shipman vai ainda mais longe. Para ela, esses animais acabaram contribuindo para que os humanos desenvolvessem a linguagem. Em um artigo publicado em maio na revista New Scientist, Pat aponta que uma das primeiras formas de comunicação, a pintura rupestre, se concentrava em registrar momentos dos homens com seus animais domesticados — aí entram outros que surgiram depois, como ovelhas e bichos de carga, por exemplo. “A antiga associação entre o Homo sapiens e os cachorros foi um bom negócio para ambas as espécies. Mesmo que os animais não vivessem dentro de casa, mantê-los em assentamentos foi uma grande vantagem”, diz a especialista.


ENTREVISTA


‘‘Conexão forte e antiga’’
Como era a relação entre humanos e cachorros no período Paleolítico?
Nossos antepassados fizeram uma espécie de parceria com os cães e, ao longo do tempo, isso influenciou a composição genética desses animais. Seres humanos de todo o mundo respondem tão calorosamente à presença de um cão amigável que os fatores emocionais, certamente, contribuíram ao processo de domesticação. Tenho certeza de que os homens do Paleolítico gostavam de seus cachorros e cuidavam deles, embora ninguém tenha decidido transformar lobos em cães.


Por que os animais foram importantes para o desenvolvimento da linguagem?
Eu acho que eles foram cruciais nesse processo porque a informação sobre os animais garantiu a sobrevivência de nossos ancestrais. Uma vez que o homem pré-histórico tinha ferramentas de pedra, ele precisava prestar muita atenção em outros animais, a fim de ter sucesso em suas caças. Com o tempo, o conhecimento detalhado sobre os bichos cresceu — seus hábitos, seu olhar, a maneira como eles se alimentavam, se eles viviam isolados ou em grupos, o que significavam suas posturas e assim por diante. A linguagem, então, foi desenvolvida para organizar e transmitir essa informação de um indivíduo para outro. A prova de que o conhecimento sobre animais foi o fator motriz no desenvolvimento da linguagem vem da mais antiga evidência simbólica que podemos compreender: a arte pré-histórica. Nessa manifestação, o registro dos animais é extremamente rico.


No que mais os animais foram importantes?
Minha hipótese é de que a conexão entre humanos e animais é muito antiga e teve uma forte influência sobre a direção da evolução humana. Em um trabalho que deve ser publicado em breve, mostramos que o cérebro humano é extremamente sensível a imagens de animais, o que prova a existência de um forte componente genético nas ligações entre nós e eles. Cães, sendo os primeiros a serem domesticados, são intimamente ligados aos seres humanos, e vice-versa

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros

 

Jovem pensando

Jovem pensando

O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a “profissão dos sonhos”. Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo o ‘O Sonho Brasileiro’, feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, e procura dá um panorama das expectativas destes jovens para o futuro.

Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida de 33% da B e 17% das classes D e E.

O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, números como 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditarem que o País está mudando para melhor, dão tom otimista ao trabalho.
Já na área da Educação, os participantes dizem que quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. “Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para inclusão”, enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.

O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas para isso acontecer é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.

“Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz”, conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.

No entanto, os dados colhidos revelam que acessam conhecimento de maneira informal, especialmente através da internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. “Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra”, afirma Milanez.

Para 81% desses jovens brasileiros tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento, ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde seu valor.

Fonte: Felipe Mortara – Estadão.edu