Por Paulo Krieser
"Minha mulher disse que nem com um milhão de 'curtir' nosso filho se chamaria Jaspion. Então cliquem no botão curtir para eu realizar este desejo". "Banho pelado às 6 da manhã no Guaíba no dia 8/7".
Estes são textos e convites que estão sendo compartilhados por milhares (ou milhões) de usuários no Facebook, que clicam em curtir e repassam o texto aos seus contatos, disseminando estas idéias (um tanto absurdas por sinal).
Fora das redes sociais, temos o Rebolation do Parangolé, que por um tempo foi escutado em qualquer avenida na praia e visto por mais de 6 milhões de pessoas no Youtube em menos de um ano.
Saindo dos exemplos um tanto inúteis e direcionando o raciocínio para o mercado real, podemos citar os Is da Apple: IPhone, IPad, IPod. Filas se formaram na Apple Store em NYC para comprar esses aparelhos no dia do lançamento. E além, é claro, do Facebook, que de uma hora para outra todos os meus amigos estavam utilizando (inclusive eu).
Não sei se viral é a nomenclatura mais adequada, mas é o que está se usando nas redes sociais. Um viral é aquele hit que rapidamente se espalha e todo mundo usa ou pelo menos todo mundo já ouviu falar. O pessoal de marketing criou o termo marketing viral, que segundo o Wikipedia refere-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia.
Através da divulgação para os contatos do contato enviado, a divulgação do conteúdo cresce a uma taxa exponencial, ou seja, a taxa reprodutiva é (bem) maior do que um. Com uma taxa de crescimento exponencial, rapidamente todo mundo fica sabendo.
Assim, o marketing viral se calça da idéia de divulgação por parte das pessoas, em que cada contato transmitirá a mensagem os seus contatos.
Até aqui nada de muito novo. A questão central é: Como isto acontece?
Um conteúdo ou produto divulgado apresenta uma taxa de penetração que depende das barreiras encontradas pelos nodos da rede (no caso nós, comunicadores). Caso um comunicador decida retransmitir a mensagem por algum motivo, o possível viral aumenta a probabilidade de virar viral.
A explosão de divulgação acontece quando o conteúdo compartilhado atinge na rede de contatos (ou rede social) um ponto de ruptura (ponto disruptivo), no qual a curva de crescimento se acentua muito mais rapidamente. A chave para tornar algo viral é atingir o ponto de ruptura.
Eu mesmo tive um exemplo interessante sobre a disseminação de uma das minhas colunas aqui no Baguete. Hoje, a coluna A Diferença entre Eficiência e Eficácia já ultrapassa os 70 mil acessos em cerca de 2 anos, enquanto as outras colunas giram a 5% disso. O que foi que aconteceu?
Em algum momento, esta coluna assumiu o ponto de ruptura. Ao se procurar hoje no Google pelas palavras Eficiência e Eficácia, a coluna aparece em terceiro lugar. Em algum momento, houve uma divulgação, a coluna foi mais acessada e caiu nas graças do Google, o que fez aumentar exponencialmente o número de acessos em função da visibilidade.
Malcolm Gladwell, em seu fabuloso livro Tipping Point (Ponto da Virada), dá dicas excelentes de como conquistar este ponto:
- Conheça os contaminadores e transmita o seu conteúdo a eles. Gladwell chama este perfil de conectores. Estas pessoas são formadoras de opinião, pois tem fácil capacidade de socialização;
- Atinja os experts no assunto em questão. Eles são especialistas, possuem credibilidade no assunto e provavelmente os contaminadores os conhecem;
- Transmita sua mensagem aos vendedores. São altamente carismáticos e persuasivos;
- Tire proveito do poder do contexto. Uma idéia a ser transmitida tem o seu timming, que deve estar em acordo com o contexto atual. Uma epidemia é muito sensitiva às circunstâncias do contexto.
Como sempre, acabamos falando de pessoas, que são essenciais para o sucesso na disseminação de qualquer negócio.
Fonte: Baguete
"Minha mulher disse que nem com um milhão de 'curtir' nosso filho se chamaria Jaspion. Então cliquem no botão curtir para eu realizar este desejo". "Banho pelado às 6 da manhã no Guaíba no dia 8/7".
Estes são textos e convites que estão sendo compartilhados por milhares (ou milhões) de usuários no Facebook, que clicam em curtir e repassam o texto aos seus contatos, disseminando estas idéias (um tanto absurdas por sinal).
Fora das redes sociais, temos o Rebolation do Parangolé, que por um tempo foi escutado em qualquer avenida na praia e visto por mais de 6 milhões de pessoas no Youtube em menos de um ano.
Saindo dos exemplos um tanto inúteis e direcionando o raciocínio para o mercado real, podemos citar os Is da Apple: IPhone, IPad, IPod. Filas se formaram na Apple Store em NYC para comprar esses aparelhos no dia do lançamento. E além, é claro, do Facebook, que de uma hora para outra todos os meus amigos estavam utilizando (inclusive eu).
Por que alguns produtos / piadas / músicas viram febre?
Não sei se viral é a nomenclatura mais adequada, mas é o que está se usando nas redes sociais. Um viral é aquele hit que rapidamente se espalha e todo mundo usa ou pelo menos todo mundo já ouviu falar. O pessoal de marketing criou o termo marketing viral, que segundo o Wikipedia refere-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia.
Através da divulgação para os contatos do contato enviado, a divulgação do conteúdo cresce a uma taxa exponencial, ou seja, a taxa reprodutiva é (bem) maior do que um. Com uma taxa de crescimento exponencial, rapidamente todo mundo fica sabendo.
Assim, o marketing viral se calça da idéia de divulgação por parte das pessoas, em que cada contato transmitirá a mensagem os seus contatos.
Até aqui nada de muito novo. A questão central é: Como isto acontece?
Um conteúdo ou produto divulgado apresenta uma taxa de penetração que depende das barreiras encontradas pelos nodos da rede (no caso nós, comunicadores). Caso um comunicador decida retransmitir a mensagem por algum motivo, o possível viral aumenta a probabilidade de virar viral.
A explosão de divulgação acontece quando o conteúdo compartilhado atinge na rede de contatos (ou rede social) um ponto de ruptura (ponto disruptivo), no qual a curva de crescimento se acentua muito mais rapidamente. A chave para tornar algo viral é atingir o ponto de ruptura.
Eu mesmo tive um exemplo interessante sobre a disseminação de uma das minhas colunas aqui no Baguete. Hoje, a coluna A Diferença entre Eficiência e Eficácia já ultrapassa os 70 mil acessos em cerca de 2 anos, enquanto as outras colunas giram a 5% disso. O que foi que aconteceu?
Em algum momento, esta coluna assumiu o ponto de ruptura. Ao se procurar hoje no Google pelas palavras Eficiência e Eficácia, a coluna aparece em terceiro lugar. Em algum momento, houve uma divulgação, a coluna foi mais acessada e caiu nas graças do Google, o que fez aumentar exponencialmente o número de acessos em função da visibilidade.
Malcolm Gladwell, em seu fabuloso livro Tipping Point (Ponto da Virada), dá dicas excelentes de como conquistar este ponto:
- Conheça os contaminadores e transmita o seu conteúdo a eles. Gladwell chama este perfil de conectores. Estas pessoas são formadoras de opinião, pois tem fácil capacidade de socialização;
- Atinja os experts no assunto em questão. Eles são especialistas, possuem credibilidade no assunto e provavelmente os contaminadores os conhecem;
- Transmita sua mensagem aos vendedores. São altamente carismáticos e persuasivos;
- Tire proveito do poder do contexto. Uma idéia a ser transmitida tem o seu timming, que deve estar em acordo com o contexto atual. Uma epidemia é muito sensitiva às circunstâncias do contexto.
Como sempre, acabamos falando de pessoas, que são essenciais para o sucesso na disseminação de qualquer negócio.
Fonte: Baguete
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