quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uso das redes sociais revoluciona os Jogos Olímpicos

Após a descição do COI de abrir os Jogos Olímpicos às redes sociais, Londres 2012 representa a consolidação do modelo, com o auge do Twitter, Facebook e WhatsApp – aplicativo mensagens instantâneas.

Foram produzidas quase 44 milhões de mensagens com a temática olímpica no Twitter, segundo dados oferecidos pela empresa ‘Mass Relevance’.

O micro blog bateu duas vezes seu recorde de mensagens, ambas com Usain Bolt como protagonista, uma após a final de 100 metros e a outra depois que o jamaicano triunfou na prova dos 200 metros.
O Twitter publicou um alerta depois que Bolt ganhou os 200m rasos na quinta-feira passada às 16h55 (hora de Brasília): “@usainbolt bateu um novo recorde com mais de 80 mil menções por minuto após sua vitória na prova”. Após a final dos 100 metros, as menções sobre a vitória de Bolt tinham alcançado as 74 mil por minuto.

Mas Bolt não é o campeão dos Jogos sociais. A vitória é do americano Michael Phelps, que decidiu pôr um ponto final a sua carreira após conseguir 22 medalhas nos Jogos Olímpicos.

O nadador de Baltimore ganhou mais de 930 mil seguidores nos Jogos, mais que qualquer outro esportista. O tweet que mereceu mais menções foi quando finalizou uma das sessões no Centro Aquático e recebeu uma ligação telefônica do presidente americano Barack Obama. Phelps a publicou na rede.

A tenista americana Serena Williams e a ginasta Gabby Douglas são, após Bolt e Phelps, as que mais menções receberam na segunda semana dos Jogos.

A britânica Jessica Ennis, campeã olímpica de heptatlo, é a primeira local na lista, à frente do sul-africano Oscar Pistorius, e dos conterrâneos Andy Murray e Mo Farah.

Os Estados Unidos lideram as citações na classificação das mídias sociais, seguidos pela Grã-Bretanha. A China é terceira, à frente da Austrália, Japão, Rússia, França, Alemanha, Coreia do Sul e Itália.
Outro produto digital que teve destaque nos Jogos foi o WhatsApp. Essa aplicação, cada vez mais indispensável em todos os telefones de última geração, pôs um fim no reinado das mensagens (SMS).

A empresa ‘WhatsApp’, com sede no Vale do Silício, anunciou em abril deste ano que seus usuários manejam até 2 bilhões de mensagens diárias, praticamente duas vezes mais que no semestre anterior.
Muitos dos esportistas admitiram o uso desta aplicação para se comunicar com o exterior, embora as restrições de segurança do Locog impedissem o uso de redes “wireless” nas instalações, atendendo a questões de segurança.

Em uma cidade na qual o transporte, a comida e os bens imóveis alcançam preços proibitivos, por uma quantidade muito acessível (entre 15 e 20 libras mensais – entre R$ 47 e 63) se pode dispor de uma conexão 3G com possibilidade de dados e voz.

O impacto das redes sociais no movimento olímpico é definitivo. Ficaram para trás as restrições de Pequim, quando o COI, amparado na idiossincrasia do país asiático e na necessidade de se preservar a informação, pôs em prática uma política muito restritiva.

Além disso, as novas redes 4G, muitas mais rápidas, a criação de novos protocolos em redes fixas e sem fio e a possibilidade de se publicar de telefones cada vez mais potentes e com mais aplicações abre um mundo novo, novas perspectivas para os próximos Jogos no Rio em 2016. EFE.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Potencial da Internet ainda não é explorado pelos Candidatos

Apesar do potencial gigante enquanto ferramenta gratuita e eficiente de comunicação e das novas restrições do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o uso de materiais permitidos nas campanhas, a internet é ainda não é explorada pelos candidatos às eleições municipais, pelo menos até agora. Numa rápida observação sobre a presença e o comportamento dos candidatos da região na rede, o RD se deparou com um cenário extremamente amador e pobre na utilização de sites e de redes sociais capaz de persuadir a grande massa de eleitores que sai por nada da internet.  

Quase todos os candidatos já possuem página na internet e perfil nas principais redes sociais, como o Facebook e Twitter, para realizar postagens. Mas a interatividade com os seus respectivos seguidores é nula, de mão única, e dá lugar ao pragmatismo da simples divulgação da agenda dos aspirantes aos cargos de prefeito. As falhas são inúmeras e primárias. Há sites em que a ‘alimentação’ está com atraso de semanas e sem informações básicas, como o endereço e o telefone do comitê do candidato. Além disso, poucos endereços oficiais são encontrados nos sistemas de busca rápida pela internet.

Eleitor crítico


Para os especialistas de plantão, o maior erro da maioria dos candidatos é tentar usar a tecnologia sem se cercar de profissionais qualificados para alimentar o ambiente virtual e acompanhar o comportamento do eleitorado, que está cada vez mais exigente e não aceita a simples propaganda política como antigamente. “Hoje, a população está muito mais informada que em outras eleições, e a geração de conteúdo relevante e a interatividade são fundamentais para criar o diferencial de um concorrente”, adverte Gabriel Rossi, especialista em gestão de marcas na era digital.

Segundo Rossi, apesar de representar um grande incremento se bem utilizadas, as redes sociais demandam cuidados importantes. O discurso virtual deve ser muito bem elaborado, pois qualquer erro neste meio pode multiplicar informações negativas, e até infundadas, em uma proporção difícil de ser contornada. “Tudo que um candidato busca em sua campanha é ter relevância, e não será invadindo o mural das pessoas ou direcionando inúmeros spans por dia que este objetivo será alcançado”, afirma ao citar o envio de publicidade não autorizada como um dos maiores vilões na busca por empatia de um político.

Campo de pesquisa

Para o professor e especialista em marketing político da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Marcelo Alves Cruz, o potencial da internet na campanha eleitoral de uma região como o ABC, que não possui espaço na propaganda eleitoral televisiva, é ainda maior. “É claro que a TV faz falta aos candidatos e que as mídias sociais acabam tendo papel ainda mais relevante neste cenário. Os políticos ainda estão descobrindo o verdadeiro poder das redes sociais, sejam no campo da pesquisa do eleitorado alvo ou no contato pessoal com os usuários”, comenta o professor.

De acordo com o Cruz, neste contexto, a falta de sites oficiais acaba ficando em segundo plano. “Com o aquecimento da corrida eleitoral, tenho certeza que os sites passarão a ser alimentados, mas a relação é inversa e exige que os candidatos corram atrás de visibilidade. Dificilmente um eleitor se conectará com o objetivo de buscar informações sobre algum dos concorrentes, por exemplo”, ressalta.

Coordenadores antenados

Márcio Moreira é coordenador da campanha do candidato do PRTB ao Paço Municipal de Santo André, Alexandre Fláquer, e promete que a internet não será utilizada como um grande mural de notícias.“Temos uma equipe de marketing, onde cada um é responsável por cuidar de uma rede social. Realizamos uma pesquisa qualitativa de nosso público alvo através destas ferramentas e vamos dialogar de maneira diferente com cada uma das faixas etárias”, relata. “A interatividade com nossos seguidores também é vista por nós como importantíssima, já que ao responder a uma critica ou questionamentos estamos valorizando ainda mais quem mais nos importa, que é o eleitor”.

Outros políticos, como os candidatos à reeleição em Santo André, Aidan Ravin (PTB),e em Diadema, Mário Reali (PT), informaram através de seus assessores que as estratégias para o melhor aproveitamento da internet ainda sendo definida que a próxima semana será decisiva para a criação de ações e para o site oficial da campanha entrar no ar. Reali contará com o trabalho de sua Assessoria de Comunicação da campanha, que pretende responder perguntas sobre o candidato, e suas as propostas.

Já Luiz Marinho (PT), que disputa a reeleição em São Bernardo, ainda não possui perfil direcionado especificamente à campanha nas redes sociais, nem site oficial, o mesmo acontece com seus principais concorrentes. Em Mauá, a candidata Vanessa Damo (PMDB), conta com o auxilio de uma agência de comunicação para atualizar seu Facebook e Twitter, mas também informou possuir acesso às ferramentas e cuidar pessoalmente do conteúdo postado diariamente.

Até o fechamento desta matéria, a equipe dos demais aspirantes a prefeitos das cidades do ABC não responderam às tentativas de contato da equipe do RD para repassar maiores detalhes sobre o melhor aproveitamento da internet na campanha.

Legislação
Amparada pela lei 12.034/09, art. 57-B, inciso IV, a propaganda eleitoral pode ser feita em blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos, coligações ou resultantes de iniciativa de qualquer pessoa natural. Fora deste contexto, todas as propagandas são proibidas e não podem ser veiculadas mediante qualquer tipo pagamento. As multas neste caso variam de R$ 5mil a R$ 30 mil.

Em casos de conflitos e de troca de acusações entre os candidatos, o direito de resposta nas redes sociais seguirá os mesmos procedimentos da propaganda eleitoral em geral e deverá ser publicado na mesma página eletrônica em que o material ofensivo foi publicado, devendo permanecer acessível por pelo menos o dobro de tempo em que a mensagem considerada abusiva esteve no ar.

5 habilidades sociais necessárias em profissionais de TI

Conforme as redes sociais se tornam mais arraigadas dentro das empresas, as formas de trabalho mudam. Isso talvez seja dobrado para profissionais de TI, que tanto usam quanto dão suporte às tecnologias, ferramentas e processos sociais. Em resumo, também trabalham juntamente com a empresa para guiar a implantação e gerenciamento de projetos do tipo. Para fazer isso, os profissionais devem ter – ou adquirir – certas habilidades sociais.

No relatório “Reimagining Enterprise IT for an Uncertain Future (Reimaginando a TI empresarial para um futuro incerto), a Accenture nomeou o impacto cultural de TI de consumo – incluindo social – como uma das forças de maior impacto na área. “Smartphones, redes sociais como Facebook e Renren, da China, e outras tecnologias de consumo já transformaram a forma que as pessoas trabalham, se divertem, aprendem, compram, compartilham, conversam e se organizam. Há uma enorme transformação na cultura, atitude e normas do local de trabalho”.
Segundo o relatório, as funções de TI estão prontas para a reinvenção. Então, por onde os profissionais deveriam começar? O The Brain Yard conversou com vários especialistas de negócio social para descobrir qual o foco a ser seguido por esses profissionais. Algumas dessas habilidades e funções podem já existir e precisam apenas ser melhoradas; outras talvez precisem ser aprendidas. Tudo precisa ser considerado.
1. Habilidade de análise de dados
Onde está o social, também está o Big Data (em TI, se trata de um conceito no qual o foco é o grande armazenamento de dados em grande velocidade, N. da T.) desestruturados e bagunçados. “No espaço social, temos mais dados do que nunca sobre como as pessoas lidam com nossas mensagens”, afirmou William Rand, Diretor do Center for Complexity in Business e professor de marketing, operações, TI e ciência da computação no Robert H. Smith School of Business na Universidade de Maryland.
Para ganhar retorno, os profissionais de TI precisarão ter facilidade com avaliação e implementação de sistema de análise de big data.
“Para ajudar o seu e outros departamentos a descobrir informações usando os dados sociais, eles precisam saber juntar as peças do quebra-cabeça, que inclui entender a dinâmica da relação entre dados estruturados e desestruturados, o contexto por trás do conteúdo gerado pelo usuário e como atribuir informação  para diferentes comunidades. Também, precisam entender quais dados precisam ser obtidos para tapar a falha entre as correlações e a causalidade real”, afirmou Ari Lightman, professor na Universidade Carnegie Mellon e diretor do CIO Institute do local.

2. Habilidades Open Stardards (padrões abertos)
O sucesso do social business depende dos padrões, afirmou Ed Brill, diretor de social business da IBM, e a TI deve desenvolver um entendimento sobre como os processos principais funcionam no contexto. “Open standards – como por exemplo o Open Social 2.0 – permitem o intercâmbio contínuo de informações entre aplicativos de negócios, plataformas e dispositivos para promover o compartilhamento de conteúdo e aumentar a comunicação. Nos locais de trabalho atuais – com grande diversidade de conteúdos, processos e dispositivos – os padrões abertos têm um papel conectar vital. Ao adotar esses padrões, a área de TI pode ajudar a sua organização a se tornar mais bem-posicionada não apenas para evoluir no uso de ferramentas de rede social, mas também para ganhar uma vantagem competitiva”.
3. Habilidades de marketing
Os profissionais de TI precisam estar envolvidos em iniciativas de marketing? Não. Mas os executivos de TI precisam estar intrinsicamente alinhados com o CMO (Chief Marketing Office)? Sim. O departamento de marketing é como o fronte social de sua organização e a área de TI deve estar acostumada com essa área – bem como outros departamentos – os acionando por questões técnicas. Os profissionais de TI devem demonstrar habilidade e boa-vontade para ter profundo conhecimento do papel e necessidades dos outros departamentos para poderem fornecer de forma eficaz não somente suporte, mas também orientação.
“Investimentos em TI já são há muito tempo domínio do CIO e sua equipe, mas isso está mudando conforme CMOs e suas equipes de marketing afetam os investimentos de TI no mundo digital e social. Devido ao realinhamento de negócios entre marketing e tecnologia, o CMO e o CIO, juntamente com suas equipes, não podem mais se dar ao luxo de operar de forma distinta. Apesar de suas origens e culturas diferentes, as áreas estão no mesmo barco. Um precisa do outro cada vez mais. juntos, podem abordar o social business como um sistema essencial da empresa que leva à inovação, resultados e melhor experiência do consumidor”, afirmou Brill, da IBM.
  1. 4. Habilidades de colaboração social
Profissionais de TI que dão suporte e guiam a tecnologia juntamente com iniciativas sociais terão muito valor. “Eles precisam ter compreensão completa das plataformas sociais das empresas, incluindo regras para inscrição, mecanismo de adoção, moderação da comunidade, etc. Isso não pode ser só teórico, mas também conhecimento tático, ou seja, precisam ser praticamente sociais”, afirmou Lightman.
Isso inclui promover – e disponibilizar – suas habilidades em canais sociais.
  1. 5. Habilidades pessoais
Os profissionais de TI precisam de um novo nível de habilidades pessoais para que possam ajudar a empresa no uso da tecnologia social e outras, cujo uso é dirigido pelos próprios usuários e as mudanças são incrivelmente rápidas.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

Quanto pequenas empresas devem investir em marketing

Mulher gritando no megafone
 
Quanto pequenas empresas devem investir em marketing

Respondido por Maurício Galhardo, especialista em finanças

Altos investimentos em campanhas publicitárias e ações em mídias sociais costumam ser associados a grandes empresas. No entanto, com a necessidade de expansão de mercado, também as pequenas empresas têm dado certa atenção a investimentos em marketing.

Aqui não me refiro a ter um departamento de marketing ou mesmo uma equipe completa, mas ao planejamento de verba para as ações de marketing.

E quanto deve ser investido em marketing? A resposta sairá deste planejamento, ou como é comumente chamado, do plano de marketing. É listar possíveis ações, fazer orçamentos para saber os custos, buscar por fornecedores que possam executá-las, criar um cronograma para adequar as ações à sazonalidade de seu negócio e, principalmente, determinar objetivos para estas ações.

Podemos dividir os investimentos em marketing em dois grupos. O marketing institucional é aquele com ações para que os clientes conheçam a empresa e seus produtos e serviços. Refere-se, por exemplo, ao desenvolvimento da logomarca, do website, das mídias sociais, dos materiais gráficos (cartões de visita, folders, catálogos, etc.) e de propagandas em revistas. Neste caso, recomenda-se investimento constante. Assim, em vez de um percentual do faturamento, melhor seria estabelecer um valor fixo mensal que cubra o planejamento de marketing da empresa.

Já o marketing comercial é feito com ações para gerar aumento de vendas, como campanhas para datas especiais e promoções. O percentual de investimento tende a variar muito de acordo com o segmento da empresa. Empresas que dependem de ações de marketing para vender chegam a investir 10% do faturamento ou até mais. No geral, investir de 3% a 5% do faturamento é um bom patamar.

Fonte : Exame

domingo, 12 de agosto de 2012

Carreira em redes sociais vai além de monitorar reclamações

O Brasil é campeão mundial no tempo gasto em redes sociais: cada internauta fica em média oito horas e cinco minutos por mês nesses sites, segundo o Ibope Nielsen On-line. A consequência é a crescente demanda por profissionais que transformem essa paixão do brasileiro em publicidade para as marcas.

Mas trabalhar com comunidades virtuais é mais do que fazer posts atraentes no Twitter ou no Facebook.

"Embora a gente fale de analistas de mídia social, existem especialidades diferentes nesse universo", diz Ian Black, presidente-executivo da agência New Vegas.

Quando a profissão surgiu, há cerca de cinco anos, era comum que as empresas contratassem pessoas que ficavam muitas horas na internet para cuidar de tudo o que fosse relacionado à sua presença nas redes sociais, desde a estratégia até o relacionamento com os consumidores. Hoje, isso mudou.

SEGMENTAÇÃO

A agência de marketing digital Frog, do Rio, chegou a divulgar um manifesto em que anunciava a "morte" do analista de mídias sociais e afirmava que a função na empresa seria dividida entre pessoas de planejamento, conteúdo, análise e pesquisa.

"Os próprios candidatos às vagas ficam confusos por não saberem exatamente qual é o escopo da profissão", diz Roberto Cassano, diretor de estratégia da empresa.

Essa vontade de se especializar parte dos próprios profissionais. Marina Bonafé, 26, era coordenadora de mídias sociais de um site de downloads, mas neste ano decidiu mudar de emprego para se dedicar somente a um dos nichos da profissão, o de monitoramento.

"Eu verifico o que as pessoas estão falando sobre a marca, faço análises e dou ideias de posts para a área de conteúdo", conta.

Algumas vezes, o trabalho com mídias sociais tem pouca relação com comunicação. Uma tarefa importante é analisar números sobre o desempenho das empresas e fazer relatórios, algo mais próximo da matemática e da estatística.

"Esse profissional precisa ter bom raciocínio lógico, saber analisar tabelas e gráficos", diz Roberta Paixão, sócia-diretora da agência Espalhe.

REMUNERAÇÃO

Apesar da importância das redes sociais para as marcas, os profissionais ainda recebem salários baixos, se comparados aos de outras carreiras de publicidade relacionadas a mídias digitais.

Uma pesquisa da Abradi (Associação Brasileira das Agências Digitais) em 112 empresas do setor indica que, no Sudeste, um analista de mídia social sênior ganha em média R$ 3.661, a segunda pior remuneração entre as funções analisadas.

Jonatas Abbott, presidente da associação, diz que a tendência é que esse quadro mude em um futuro próximo.

"A demanda por esses profissionais é surpreendente. O cargo vai ser valorizado naturalmente", diz.

A consultoria de recrutamento Michael Page aponta cenário positivo para a remuneração. A empresa indica a profissão de gerente de comunidade, que tem a função de criar e implementar estratégias corporativas em redes sociais, como uma das sete novas profissões do futuro.

Segundo a consultoria, a remuneração média para essas vagas vai de R$ 7.000 a R$ 10 mil no Brasil.

Marcelo Cuellar, "headhunter" da empresa, diz que esses salários mais altos são de pessoas com funções de coordenação, e não as envolvidas no "trabalho braçal" da profissão.

O consultor da Michael Page afirma que, atualmente, cresce nas empresas a exigência de que altos executivos tenham vivência no trabalho com redes sociais.

"As companhias procuram pessoas que saibam lidar com várias áreas do marketing e também tenham experiência comprovada em mídias sociais", diz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O consumidor está integrado. As marcas não!

Não há mais como fugir. A comunicação está integrada. Se a sua marca ainda não percebeu isso, o consumidor, que é quem deveria ser o centro das atenções, já está integrado há muito tempo.

Não há mais como fugir. A comunicação está integrada. Se a sua marca ainda não percebeu isso, o consumidor, que é quem deveria ser o centro das atenções, já está integrado há muito tempo. Não adianta brigar com isso, quanto mais ações as marcas fizerem na TV, Rádio e Jornal, mais acessos o seu site terá, mais seguidores nas Redes Sociais e visualizações no YouTube. Mas a sua marca ainda não acredita que a internet é uma plataforma que mesmo sem venda direta (e-commerce) vende? Que promove interação? Que promove o aumento no conhecimento de marca e produto? Como dizia um antigo slogan da FIAT “está na hora de você rever os seus conceitos...”
http://www.oficinadanet.com.br//imagens/coluna/3431//comunicacao.jpg


  Nós, profissionais de planejamento estratégico digital, devemos estar sempre atentos aos novos comportamentos do consumidor, esqueçam, por favor, que o consumidor são homens, 25+ classe ABC. Não é mais. Estamos falando com seres humanos, que são mais do que isso. São pessoas que tem um porquê em cada ação que fazem, por que compram? Por que interagem com uma marca? O que desejam receber no Twitter? É como a grande Martha Gabriel diz “hoje o consumidor não fica mais parado esperando as coisas acontecerem. Ele é impactado pela mensagem, claro, mas hoje ele tuita, ele dá opinião, ele indica, ele recomenda”. As pessoas estão atrás de conteúdo e as palavras “relevante” e “exclusivo” se encaixam perfeitamente nisso.

Pesquisa do Google mostra que 79% das pessoas se conectam ao buscador após verem uma campanha publicitária no offline (TV, Rádio, Jornal...) ou seja, essas mídias são importantes, claro, mas se não tiver uma continuidade no online a marca pode perder um potencial cliente. Gasta-se milhões na mídia para levar o consumidor até o conhecimento da marca, não se investe no digital e depois alguém diz “50% do que eu investi em mídia foi para o lixo” ou “Fizemos uma ação que gerou branding”. Balela. Não se soube trabalhar a comunicação como um todo, não se entendeu a importância disso. Cerca de 60% dos acessos de um site vem do Google. Cerca de 95% dos usuários de Internet usam o Google. O Google é disparado o site mais acessado do Brasil. Não está no Google por que? Está na Globo, Estadão, Jovem Pan, Veja e? Facebook? Twitter? Google? Blog? Mobile? Isso é estranho para a sua marca? Ok, mas para a concorrência talvez possa não ser.

Vamos aprofundar mais o dado citado acima: 79% das pessoas se conectam ao Google após receber uma mensagem publicitária, dessas 53% vão ao Google após serem impactados pelo boca-a-boca ou indicação. Mais uma vez, cadê a marca no Twitter estimulando que as pessoas falem dela? Nem todas estão, ou melhor, nem todas sabem como estar. Monitorar e fazer promoção é não saber explorar o lado SOCIAL que Twitter, Facebook e YouTube possuem em sua essência. Anuncio de TV representa 51%, jornais e revistas 35% e lojas físicas 27%. Dessas pessoas, 47% vão atrás do nome do produto ou serviço e só 30% atrás do nome da empresa, mais uma vez, se dá a importância de saber trabalhar as palavras-chave e assim o Google.

As marcas precisam ser as curadoras de conteúdo dentro do digital. Assim serão referências nos seus segmentos e referência é a primeira marca que vem na mente do consumidor. Ele vai buscar no Google, ele vai buscar uma Fan Page, ele vai querer assistir um vídeo. O consumidor mudou, você ainda não percebeu?

Fonte: Oficina da Net

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Vestibular para vereador tem concorrência de 22,4 candidatos por vaga em Montes Claros. A disputa é mais concorrida em BH

A disputa à uma vaga na Câmara Municipal de Montes Claros pode ser comparada aos vestibulares e concursos públicos mais concorridos do país. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 515 candidaturas registradas para as 23 vagas do Legislativo Municipal que serão preenchidas em 2013, com um índice disputa de 22,4 candidatos por vaga. Atualmente são 15 cadeiras na Câmara Municipal, sendo que o aumentou das 8 vagas para a próxima legislatura foi aprovado no final do ano passado, mesmo diante da manifestação contrária da população.

Belo Horizonte é a cidade onde o cargo de vereador é mais disputado no estado. Na Capital, são 1251 candidatos concorrendo a 41 vagas de vereador, o que dá uma disputa de 30,55/vaga. Depois vem Contagem, onde 531 nomes disputam 21 vagas (concorrência de 25,2). Nas cidades fora da Região Metropolitana, Uberlândia é a que registra maior numero de candidatos: 657 interessados em ocupar uma das 27 cadeiras do legislativo municipal (concorrência 24,3 candidastos/vaga). O "vestibular" para vereador em Juiz de Fora tem um índice de concorrência de 23,57 candidatos/vaga, com 448 candidaturas registradas para a disputa de 19 cadeiras na Câmara Municipal.

Por outro lado há cidades mineiras onde a concorrência é de apenas dois por vaga. É o caso de Grupiara, no Triangulo Mineiro e, Serra da Saudade na região centro-oeste do estado. Em cada uma das duas cidades são apenas 18 candidatos para ocupar nove vagas no Legislativo Municipal.

Em Montes Claros, a boa remuneração é um dos atrativos para a corrida as vagas na Câmara de Vereadores. O salário atual dos vereadores é R$ 9.608,55. Mas, no final do ano passado, a Câmara Municipal aprovou um reajuste de 46% para os 23 vereadores que assumirão mandato em janeiro de 2013. O vencimento dos vereadores eleitos em outubro será de R$ 14.029,65.

Mas, há um outro fator que pode estar contribuindo para que o "vestibular" da Câmara Municipal seja tão disputado: a possibilidade de ser eleito vereador e continuar exercendo outra atividade normalmente. Isto porque a Câmara de Vereadores promove duas reuniões ordinárias por semana: terça-feira (de manhã) e quinta-feira (à noite). Entre os candidatos a vereadoresna cidade estão professores, servidores públicos, cabeleireiros

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Pós-Vendas nas Redes Sociais

Desde a criação dos primeiros sites de relacionamentos as redes sociais caíram no gosto do brasileiro, sempre em grande proporção em comparação aos demais internautas no mundo. Muitos usuários, antes de adquirir um produto ou serviço, consultam a reputação das empresas para saberem se farão um bom negócio. As principais buscas de informação são as opiniões de outros compradores de determinado bem. Estas opiniões são bastante relevantes para um novo cliente, pois ele poderá conseguir muito material de pesquisa sobre o que pretende comprar.

Atualmente as redes sociais são ferramentas poderosas para organizações que querem um relacionamento direto e ágil com o cliente. Visando este novo nicho as grandes empresas investem cada vez mais neste canal.

Em primeiro momento imagina-se que a empresa visa apenas à publicidade, porém há muito mais por trás disso. A rede social, quando bem utilizada, pode servir para monitoramento de reputação da marca e produto, interação com o público, produzir e publicar conteúdos através de perfis oficiais, manter atualizada a política de posicionamento da marca/produto, etc.

A relação Pós-Vendas x Mídias Sociais baseia-se principalmente no monitoramento da marca/produto, onde é analisado o feedback do cliente; e na interação com o público, que pode se tornar uma grande fonte de dados para pesquisa e desenvolvimento a um baixo custo e proporcionar um retorno imediato às críticas, dúvidas e sugestões dos clientes.

Grandes organizações mantêm um relacionamento direto com seus clientes através das redes sociais com diversas finalidades, temos como exemplos a publicidade, atendimento e esclarecimentos de problemas técnicos ou de uso do produto.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Perolas do Jô ao entrevistar apresentador da ESPN

O jornalista Paulo Vinicius Coelho, da ESPN Brasil, foi o convidado do Programa do Jô, exibido pela TV Globo no início da madrugada desta quarta e, na condição de profundo conhecedor de futebol, falou bastante sobre seleção brasileira, mas foi o colega do PVC, o também jornalista Lúcio de Castro, da sucursal carioca da ESPN, quem virou o alvo de Jô Soares na entrevista, sendo chamado pelo apresentador de "gordinho do Rio".


Jô pegou no pé até do tom de voz do jornalista em suas participações no programa Bate-Bola, da emissora. "Quando o Guardiola deixou o Barcelona, ouvi no programa que vocês fazem alguém perguntar: 'por que a gente não convida ele para ser técnico da seleção?'. E aquele gordinho do Rio - como é o nome dele, mesmo? -, Lúcio de Castro dizer: 'ele era capaz de aceitar. Pode convidar'. Aliás, o Lúcio acha que ele tem que falar alto porque ele tá no Rio", cutucou novamente Jô, tentando imitar o jornalista carioca, para em seguida finalizar o seu raciocínio: "todo mundo, de uma maneira geral, sempre critica mais o técnico do que a seleção em si. Trazer o Guardiola é uma coisa impensável porque jamais trouxeram um técnico de fora".

Enfim, opinião de Jô Soares à parte — e nessa de um técnico do exterior não poder trabalhar na seleção eu discordo muito —, PVC era quem tinha muito a falar. E falou bem. Disse, entre outras coisas, que o time brasileiro hoje comandado por Mano Menezes vive um processo de formação e evolução para que, a partir dos Jogos de Londres, e com o acréscimo de outros atletas fora da idade olímpica, possa então ganhar corpo e se transformar em uma seleção capaz de brigar em 2014 pela inédita conquista de uma Copa do Mundo dentro do país.

E foi dentro desse raciocínio que o jornalista fez uma observação que certamente preocupa muita gente que torce pelo hexacampeonato, mas que é perfeita: com tantos jovens que carecem de amadurecimento, dois anos serão suficientes para toda essa evolução visando o Mundial?
Eis como PVC explicou no programa: "a Alemanha teve em 2000 uma eliminação vexatória na primeira fase da Eurocopa. Dois anos depois, ela fez uma seleção envelhecida e entendeu que tinha que jogar de uma maneira pragmática e foi vice-campeão do mundo. Não deu jeito. Dois anos mais tarde, ela foi eliminada da Eurocopa, de novo na primeira fase e novamente de forma vexatória. Aí o Klinsmann assumiu a seleção e começou um processo de renovação e investimento nas seleções Sub-17 e Sub-19. Ela acabou não chegando a uma final de Copa. Foi terceira colocada em 2006 e terceira em 2010, mas dali se montou um time que deu um vareio de bola no Brasil no amistoso em agosto [de 2011]", recordou.

E finalizou o raciocínio: "o caminho do Brasil é o mesmo. A pergunta é se dá tempo para transformar esses garotos talentosos num time forte para ganhar a Copa do Mundo daqui a dois anos. A minha impressão é que tem um processo de formação do time. Primeiro, o olímpico. Dali vai sair a base que vai virar o time da Copa do Mundo dali a dois anos, enxertando o Ramires, Hernanes, colocando o Daniel Alves, eventualmente Júlio César e vai ter a estrutura do time titular. E nesse acerto e erro, vai entrar o Hulk para dar maturidade, embora não tenha o talento do Lucas, que tem toda a habilidade e potencial para ser titular desse time ".

Ainda segundo o jornalista, a oscilação do futebol apresentado pela atual seleção brasileira tem relação com o intervalo de gerações entre os principais candidatos a protagonistas nas últimas Copas, Ronaldinho e Kaká, hoje com idades mais avançadas, e os jovens que hoje são apontados como as maiores esperanças do time brasileiro. "Tem muito a ver com um hiato de gerações: Kaká aos 30 e Ronaldinho Gaúcho aos 32 anos e o Neymar com 20. Pra mim, é muito menos uma crise de talento e mais de maturidade", avaliou.

Veja outros temas tratados pelo jornalista Paulo Vinicius Coelho na entrevista a Jô Soares:

Marcelo
"Tem que controlar. Dosar um pouco o facho".

Leandro Damião
"Ele tem tido dificuldade com zagueiros mais experientes. A gente joga com mais espaço no Brasil do que na Europa. Quando ele pega um zagueiro que está mais acostumado com futebol europeu, tem dificuldade".

Hulk e Lucas
"Eu acho que o Lucas é um jogador que está sendo preparado e que pode jogar no lugar do Hulk. É um jogador talhado para jogar pelo lado do campo. Talvez o que falte a ele é a experiência internacional que o Hulk tem".

Neymar
"Cada vez que pela seleção ou pelo Santos ele enfrenta um marcador mais forte, como foi contra o Vélez, a pergunta que se faz é: será que o Neymar tá jogando tão bem porque o nível do futebol brasileiro é mais fraco ou será que é porque ele é tão brilhante? Eu acho que o Neymar é um jogador de 20 anos. O Zico com 20 anos não era titular do Flamengo".

Oscar
"Oscar foi a melhor coisa dessa excursão de quatro jogos".

Pinterest é uma nova plataforma de marketing

Uma excelente opção para compartilhar produtos ou serviços, uma vez que a rede é para compartilhamento de interesses e tudo que é publicado pode ser replicado por outros usuários em seus pinboards.

Por Roberto Soares Costa

De mansinho o Pinterest vai ganhando cena no Brasil. Um número crescente de empresas estão aproveitando a plataforma para atingir novos públicos, aumentar o tráfego de visitas em seus sites e gerar leads ou vendas de varejo. E adivinhem? Está funcionando, os resultados estão aparecendo.

Criada em março de 2010, nos EUA, a rede social já está despontando também no Brasil como uma das plataformas mais quentes para marketing B2C. O Pinterest se apresenta como um mural virtual no qual os usuários, chamados “pinners” compartilham seus interesses através de imagens, vídeos, infográficos, separados por categorias como moda, gastronomia, arquitetura, fotografia, música, entre outras.

Os “pins” como são chamados os posts, são transformados em quadros temáticos, os “pinboards”, que podem ser nomeados pelo usuário, como quiserem.

Uma excelente opção para compartilhar produtos ou serviços, uma vez que a rede é para compartilhamento de interesses, e tudo que é publicado pode ser replicado por outros usuários em seus pinboards. Como fez, por exemplo, a construtora e incorporadora paulista Gafisa, que criou pinbords relacionados à arquitetura, casa e decoração, incluindo nos pins imagens dos seus “produtos”, apartamentos decorados dos seus próprios empreendimentos imobiliários.

Os pinboards funcionam como catálogos de produtos, porém sem referências ou preços, dando liberdade e atraindo o interesse dos consumidores apenas pelo que eles representam como imagem. O Pinterest traz a oportunidade de capturar vários insights e hábitos de consumo do público, permitindo que as empresas identifiquem seus alvos e possam fornecer conteúdo estratégico em cada um dos seus pinbords, segmentando suas ofertas.

A parte mais interessante é que nos EUA, o Pinterest já gera mais tráfego que o Twitter, Google +, Linkedin, YouTube e MySpace. De olho nesse potencial, já é bastante usado como loja virtual, onde as empresas utilizam o canal para expor e vender seus produtos, direcionando os acessos para seus respectivos sites.

Aqui no Brasil, uma plataforma semelhante ao Pinterest já é bastante utilizada, o Instagram, a qual oferece uma ferramenta poderosa de tratamento de imagem, porém não permite vincular imagens de outros álbuns no seu e tão pouco criar pastas de interesse, no máximo tags para pesquisa.

A evolução do Pinterest no Brasil lembra o estágio inicial de crescimento do Twitter e do Facebook por aqui. Por isso, é bom ficar de olho e embarcar o quanto antes.

Fonte: [Webinsider]