sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“Agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o digital”


As agências de publicidade e comunicação não querem que os grandes anunciantes migrem para o online. A complexidade de mensurar e avaliar resultados nos canais digitais faz com que muitos profissionais das agências e dos próprios anunciantes não se arrisquem nesta área. A afirmação é do Superintendente de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Henrique Facó.

Outro desafio é integrar as estratégias online e offline e compreender de onde vêm os resultados. Facó entende que o investimento nos canais tradicionais não abre espaço para questionamentos nem gera a necessidade de se analisar e cruzar dados. “Quando se investe na TV é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto. As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho”, adverte o executivo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Este ano, a Fundação aplicou 80% de sua verba de Marketing do vestibular para os canais digitais. O investimento vem gerando bons resultados. “Os alunos não tomam a decisão sem pesquisar online. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso”, explica o executivo. Leia a entrevista:

Mundo do Marketing - A FGV investiu 80% da sua verba do vestibular para ações no digital. Como vem acontecendo esta migração para o digital?

Marcos Henrique Facó –
Esta migração é uma evolução e não uma mudança brusca. É a evolução de uma estratégia que adotamos desde 2007, quando começamos a investir mais forte no digital. Mas na realidade, realizamos ações de Marketing na internet desde 2003. Sendo que naquela época tinhamos duas ferramentas apenas, o banner e o e-mail marketing. De lá para cá, acompanhamos e aprendemos sobre como funciona o meio digital. E por isso nos últimos anos estamos investindo cada vez mais.

Mundo do Marketing – Os resultados foram positivos?

Marcos Henrique Facó – Sim. O perfil do nosso aluno possui características que vão ao encontro do que nós oferecemos. Nosso público está na internet e recebe bem este tipo de comunicação. É na internet onde ele escolhe o curso que vai fazer. Estes alunos não tomam a decisão sem pesquisar. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso. Dados do Ibope de 2011 mostram que 6% do investimento em mídia no Brasil vão para a internet.  Nos Estados Unidos a média é um pouco maior. Nosso online representa até 65% do montante total investido em mídia e para algumas ações específicas, o percentual do online chega até 80%.

Mundo do Marketing - Quais são as principais ferramentas hoje dentro do investimento em digital?

Marcos Henrique Facó – Do total de investimento da FGV, 50% vão para o Google, distribuídos entre mídia display e adwords, mais ou menos com metade para cada. Os outros 50% do budget vão para mídia display e ações nas redes sociais. Desde 2010 estamos investindo em redes sociais com ações que vão desde a criação de aplicativos até a contratação e veiculação publicitária nestas plataformas. Estas ações não são terceirizadas, temos uma equipe de Marketing digital que cuida das campanhas e da presença da FGV nas redes sociais: Facebook, Twitter, Linkedin, Google +, YouTube, Flicker e Pinterest, onde estamos começando. Um ponto importante do nosso planejamento diz respeito ao aprendizado. Não sei, por exemplo, se o Pinterest vai pegar no Brasil, mas a experiência é válida. Isso é estratégico para nós. Hoje as redes sociais ainda não são tão importantes para as grandes empresas, pois não trazem resultados diretos. A questão é que elas serão muito importantes. Em médio e longo prazo, elas trarão resultados. Ainda não está muito claro para o mercado, por exemplo, a diferença entre redes e mídias sociais. Nas próprias agências, ainda há certa confusão na divisão entre online e offline. Imagine que eu faço um comercial para a TV e depois o disponibilizo no YouTube, onde consigo um milhão de visualizações. Na TV paguei uma fortuna, mas noYouTube ele foi gratuito. Este investimento é classificado como TV ou rede social? A mesma campanha vai para a TV, para o YouTube, para o Facebook etc. Ou seja, isso gera um problema de definição.

Mundo do Marketing – Hoje se fala muito das redes sociais. Qual o peso delas na estratégia da FGV?

Marcos Henrique Facó -
As redes sociais não são ainda tão importantes, mas serão. O Foursquare, por exemplo, é apenas uma brincadeira no Brasil. Lá fora, existe uma cultura de cupons de desconto que faz desta rede uma plataforma muito interessante para as marcas. Ainda há muita coisa para ser definida neste cenário. As mudanças são tão rápidas que eu, como professor do MBA em Marketing Digital, sou obrigado a revisar constantemente meu material de aula. As próprias plataformas concorrentes se integram. Por exemplo: posto um vídeo em nosso canal do YouTube, que pertence ao Google, e o compartilho usando o Facebook. Mais uma razão para investirmos neste aprendizado.

Mundo do Marketing - Como é o investimento nos canais mobile?

Marcos Henrique Facó –
Temos ações no mobile. Inclusive, nosso número de acessos cresceu 400% no mobile.  Somos case do Google para as melhores práticas em canais mobile.  Há uma integração muito grande entre todas essas plataformas e isso dificulta um pouco a mensuração, pois como saber exatamente qual foi a plataforma responsável por determinado resultado?

Mundo do Marketing - A mensuração das ações no universo digital ainda é uma dificuldade?

Marcos Henrique Facó -
Quando olhamos, por exemplo, apenas o Facebook, as métricas mostram que ele não converte. Ao mesmo tempo, temos alguns vídeos do Desafio FGV onde grandes empresas postam conteúdo na nossa fanpage convidando os usuários a participar e as melhores respostas ganham prêmios.  Só este ano, tivemos 200 mil views para estes vídeos. Isso não impactou muito em visitações no nosso hotsite, porém gerou 20% a mais de candidatos para o vestibular realizado no Rio de Janeiro. Temos todas as métricas e olhamos para todas elas. Porém, como são muitas variáveis e elas mudam o tempo todo, fica difícil atribuir um determinado resultado a esta ou aquela ação. Cruzamos os resultados das campanhas realizadas no Rio, em São Paulo e em Brasília. Isso nos gera números fantásticos, mas a problemática está em entender de onde veio tal resultado e porque ele aconteceu. Este é um desafio para o qual a maioria dos profissionais de Marketing tem resistência em investir.
Mundo do Marketing – Qual a razão de tanta resistência?
Marcos Henrique Facó -
O digital te dá dados. E é preciso analisá-los, mas para isso o profissional tem que entender do assunto. Quando se investe na TV, por exemplo, é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. Para as agências, situação semelhante acontece: a agência recebe a sua comissão de veiculação, faz o comercial, coloca na TV e nos principais veículos e pronto. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto.  As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho. Uma métrica importante que quase ninguém olha é o bounce rate. As agências não olham, até porque não é responsabilidade delas e sim do Marketing da empresa. Fazer o digital bem feito é bem mais complicado e ainda prevalece a máxima: ninguém será demitido por anunciar na Globo. No digital, o seu resultado está ali, para qualquer um ver. E muitas empresas levam um verdadeiro “tapa na cara” do internauta. Este é um risco para quem está presente na web. Por isso é tão importante a questão do aprendizado. Temos 140 mil usuários em nossa fanpage. É a maior fanpage de uma instituição de ensino. No Twitter, perdemos apenas para o perfil da USP em número de seguidores. Uma coisa muito legal é que no Marketing digital, estamos praticamente no mesmo nível do que é feito lá fora.

Mundo do Marketing – Qual o caminho para o profissional de Marketing se manter atualizado em meio a tudo isso?

Marcos Henrique Facó –
É um ambiente complexo e isso gera para o profissional uma ansiedade muito grande, pois ele precisa estar sempre acompanhando lá na ponta tudo o que está acontecendo. Porém, o mais importante é entender de comunicação e Marketing. Vejo os mais jovens investindo e abrindo agências digitais, mas sem o devido entendimento de Marketing. Não acredito em agências online e offline. Existem agências que fazem só TV, só revistas ou só jornais? Por que existe essa divisão no online?  Eu acredito na comunicação integrada. A comunicação tem que ser a mesma independente no canal. Faz sentido um profissional especialista em Marketing Mobile? Ou uma agência que só fala para o mobile? O caminho é para a convergência. Antes havia apenas a TV, a mesma TV para todos os públicos. Hoje a audiência está em múltiplos canais.  Ela é fragmentada. O jovem da classe C interage com um smartphone da mesma forma que um jovem da classe A? No passado, a TV era a mesma para todos. Marketing antes era tido como uma piscina rasa: qualquer um podia entrar sem grandes riscos de se afogar. Mas agora a piscina está cada vez mais funda e muita gente vai morrer afogada. Por isso muitos profissionais se agarram com tanto afinco à maneira tradicional de se trabalhar com a comunicação e o Marketing.

fonte Mundo do Marketing

As 10 melhores ferramentas de negócios do Google+


Provavelmente, sua empresa está presente no Facebook, assim como no Twitter. Mas, e quanto ao Google+? Você deve estar sofrendo à exaustão com as mídias sociais, mas tenha em mente que uma ampla estratégia social abraça a todas as plataformas, e o Google+ é uma comunidade ativa e vibrante. Resumindo, é um ambiente que você não deve ignorar.

Ok, voltando a realidade. Não vamos fingir que o Google+ está numa corrida cabeça a cabeça com o Facebook, não. Isso não acontecerá tão cedo.

O Google anunciou em julho que sua rede social de um ano de idade tinha 250 milhões de usuários, número que realmente impressiona no papel. Porém alguns analistas, entretanto, questionaram os crescentes números. Em maio, por exemplo, a RJMetrics empurrou algumas campanhas publicitárias para 40 mil usuários aleatórios do Google+ e descobriu que o engajamento por lá é bastante morno. Outro ponto: 30% dos usuários que postaram algo não voltaram a publicar qualquer outra coisa. E, em média, as postagens continham um +1 (semelhante ao Like, do Facebook), menos de uma resposta e menos de um recompartilhamento.

O engajamento por lá pode ter melhorado desde então, mas é muito claro que o Google+ não é o Facebook. A Fan Page do McDonald’s, por exemplo, conta com 22 milhões de “likes”. Na página do Google+? Abaixo dos 16,3 mil +1. É óbvio quem é que está amando mais tudo isso.

E, novamente, o Google+ é uma plataforma com muito potencial para marketing e redução de custos. O Google continua a implementar funcionalidades sociais de seus serviços, incluindo videoconferência e ferramentas para trabalho colaborativo, que são muito úteis para empresas que rodam o Google Apps.
Porém, como os seguidores e fãs dos sites sociais podem ajudar o seu bottom line? Bem, eles estão bem mais dispostos em comprar seu produto ou serviço. O BestBuy, por exemplo, obteve um benefício enorme com sua presença no Facebook, de acordo com a Forrester.

“Sendo um fã da página da BestBuy no Facebook, a chance de compra pelo consumidor aumenta cerca de 5,3 vezes; o mais próximo desse número são os consumidores de eletrônicos, que aumentam as chances de compra em cerca de 1,4 vezes”, disse Josh Bernoff, analista da Forrester.

Curiosamente, esse comportamento é notado em todas as marcas. “Por exemplo, ter um Walmart próximo de você dobra a chance do usuário considerar uma compra por lá, mas sendo um fã da página do Walmart, pode-se somar mais um quarto de expectativa”, escreveu Bernoff em um post no blog da Forrester.

O mesmo tipo de dinâmica, combinada com o poder de pesquisa do Google, deve valer para que as organizações se estabeleçam no Google+, podendo crescer com a rede. O seu negócio já se ajustou para o Google+? Abaixo, as 10 melhores ferramentas de negócios para a plataforma social do Google.

Use os Hangouts para reuniões em vídeo
Não conta com uma solução cara para videoconferência? Os Hangouts, ferramenta de colaboração online do Google, permite que você faça uma reunião por vídeo com mais de 10 participantes. É excelente para rodar slideshows com clientes, usuários e qualquer outro tipo de pessoa fora da empresa. E devido ao fato de poder adicionar um documento do Google Docs na reunião, os Hangouts são ideias para sessões de edição colaborativa com seus pares. Com o aplicativo do Google+, usuários do iPhone e iPads podem, também, se juntar a conversa e, naturalmente, há uma versão para usuários do Android.

Hangouts On Air
Os Hangouts são mais do que uma ferramenta para videoconferência, pois também ofertam a possibilidade dos Hangouts On Air, que permite a você fazer streaming ao vivo com as pessoas que seguem o perfil de sua empresa no Google+, canal do YouTube ou website. De forma orgânica, essa modalidade é mais usada por músicos e outros entretenimentos ao vivo, mas também é útil para empresas, incluindo aquelas que querem mostrar a demo de um novo produto ou serviço.
E se ninguém assistir ao seus live stream? Esse é, de fato, uma preocupação real, claro, mas como os eventos do Hangouts On Air são automaticamente gravados em sua conta no YouTube, seus seguidores no Google+ podem pegar o vídeo mais tarde.

Compartilhamento privado
Algumas mensagens compartilhadas nas redes sociais devem atingiar apenas seus amigos, e não o público em geral. Os usuários do Google Apps têm compartilhado controles que os permitem limitar postagens e comentários no Google+ apenas para quem faz parte da empresa. Mesmo que você escolha por postar de forma externa, a informação estará disponível a apenas as pessoas que você selecionou. Da mesma forma, você pode restringir Hangouts para apenas suas empresas de forma padrão. De acordo com o Google, algumas funcionalidades premiun do Google+, como a colaboração e compartilhamento de configurações para o Google for Business, Educação e Governo, ficarão de graça até o final de 2013.

Ripples
Você é um daqueles compulsivos por postagens? Os influenciadores das redes sociais estão compartilhando e recompartilhando seu conteúdo, ou você tem sido massivamente ignorado? O Google Ripples é uma ferramenta para visualização que rapidamente te permitirá descobrir essas respostas. Ela cria um gráfico interativo dos compartilhamentos públicos de um post ou um URL no Google+. Quando algo é captado pelo Ripple, uma janela pop-up mostra mais informações sobre a pessoa que está divulgando seu post.
O Ripples apenas capta os compartilhamentos públicos, não sendo possível ver exatamente toda a atividade relacionada ao post. Ainda assim, o Ripples conta com uma poderosa demonstração do poder de alcance do Google+ – e, sobretudo, quanto o seu post está tendo o impacto que você gostaria que ele tivesses.

Relatórios Sociais
Qual é o impacto que as redes sociais estão tendo sobre seu negócio? O Google Analytics mensura não apenas o papel do Google+ em seus esforços de marketing online, mas também o impacto de outras redes sociais.
Por exemplo, o Google Analytics mostra qual artigo em seu site foi o mais compartilhado, e quais os botões sociais seus visitantes mais costumam usar para compartilhar. O Conversions (conversor) mostra quanto valeu todo o compartilhamento e o alcance, um benefício para empresas que querem medir o retorno dos investimentos (ROI) em redes sociais. O Social Sources mostra qual a rede social mais te dá tráfego – e te ajuda a redefinir sua estratégia sociail.

Laços mais estreitos com o Google Apps
É justo dizer que o Google+ não pegou, exatamente, fogo no mercado consumidor, mas com a completa integração com o Google Apps, você pode aumentar sua popularidade entre as organizações que também usam a suíte de produtividade do Google. Em julho, por exemplo, o Google tornou possível que os usuários do Gmail convidassem mais de nove pessoas para um Hangout no Google+. E, no final de agosto, o Google Apps ganhou a possibilidade de adicionar Hangouts para um evento no calendário. Os participantes podem entrar na sessão diretamente, usando, apenas, o convite.

Extensões sociais
As pessoas gostam de saber o que seus amigos “curtiram” online, então é bom que as empresas os ajudem a descobrir isso. Para as empresas no Google+, isso significa ajudar os usuários verem seus amigos e um pouco do comportamento. O Google explica como adicionar uma pequena porção de códigos em seu site para permitir essa função, e como sua publicidade pode permitir extensões sociais no AdWords.

Os círculos
As empresas podem usar os círculos do Google+ da mesma forma que o usuário final: separando os seguidores em ambientes diferenciados, baseados em grupos ou interesses específicos. Uma pequena empresa, por exemplo, poderia agrupar por localização ou talvez criar círculos diferentes para empregados e clientes. O benefício para você é a capacidade de enviar mensagens personalizadas para atender às necessidades exclusivas de seus seguidores. Exemplo: os funcionários se preocupam com um dia voltado para a parabenização deles, mas seus clientes, provavelmente, não.

A integração do API
Ferramentas de terceiros podem te ajudar a gerenciar a sua página de negócios no Google+. Muitas organizações utilizam agências de gerenciamento de mídia para executar suas operações sociais através de vários serviços, incluindo o Facebook e outros. Em novembro de 2011, o Google anunciou que permitiria que seis empresas (Buddy Media, Context Optional, Hearsay Social, HootSuite, Involver e Vitrue) pudessem usar as suas ferramentas de gestão no Google+. Em julho de 2012, o Google anunciou que estava abrindo um novo conjunto de APIs de gerenciamento de centenas de provedores de ferramentas. Para as empresas e marcas, isso significa mais maneiras de desenhar uma página voltadas para necessidades específicas.

URL Personalizada
O Google+, assim como o Facebook, oferta a possibilidade de personalizar, de forma muito fácil, o URL de sua fan Page. Essa modalidade começou a rodar no último mês, e é uma ótima notícia para empresas que pretendem se estabelecerem no Google+

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Opinião: Salto de austríaco foi grande ação de marketing


 Quem mais sai ganhando com o salto de Felix Baumgartner não é a humanidade, mas o patrocinador que bancou a aventura na estratosfera, afirma o jornalista esportivo Stefan Nestler.

Que as imagens transmitidas ao vivo pela internet ou televisão para todo o mundo foram impressionantes, não se discute: o homem na cápsula, o olhar a partir da estratosfera, o mergulho, o corpo caindo como um pontinho branco, a velocidade estonteante em direção à Terra, o rápido e temeroso giro no ar, a recuperação e, ao final, a aterrissagem sem problemas.

E, apesar de toda a tecnologia de ponta envolvida, o salto foi também um notável feito esportivo. Felix Baumgartner, de 43 anos, comprovou grande coragem ao saltar de uma altura de 39 quilômetros, pois havia uma margem de risco que poderia ter lhe custado a vida. O paraquedista profissional da Áustria caiu numa velocidade máxima de 1.342 quilômetros por hora, claramente mais rápido do que o som. E ele resolveu todos os problemas que apareceram no caminho – a experiência foi bem-sucedida, o paciente vive.

Mas tudo isso não deve desviar a atenção do fato de que se tratou de uma gigantesca campanha publicitária, um megaevento midiático. Os estrategistas de marketing do patrocinador fizeram um excelente trabalho. Não à toa a equipe em terra chamou-se Mission Control e estava perfilada como cientistas da Nasa acompanhando um voo espacial.


Stefan Nestler
A mensagem era clara: o salto da estratosfera tem uma dimensão semelhante à da chegada do homem à Lua. Vejam: aqui está um homem que arrisca sua vida pelo bem da humanidade! Combinava com isso a câmera que mostrava a torcida dos familiares de Baumgartner.

Quem mais sai ganhando com esse salto não é a humanidade, mas o patrocinador que bancou a aventura na estratosfera e cujo logotipo podia ser visto por toda a parte. A Missão Estratosfera era também uma Missão Refrigerante. O efeito midiático mundial para o fabricante de bebidas da Áustria deve ter superado em muito os custos. E estes foram elevados. Estimativas dizem que a empresa bancou entre 25 milhões e 50 milhões euros nesse projeto, que se encaixa tão bem no nosso mundo midiático e conectado.

O tão propalado benefício científico é no mínimo questionável e deve primeiramente ser comprovado. Até lá, o salto cheio de recordes de Baumgartner fica sendo uma aventura dentro de uma grande estratégia de marketing.

Autor: Stefan Nestler (as)
Revisão: Roselaine Wandscheer

sábado, 18 de agosto de 2012

Moradores de rua se sentem aceitos em redes sociais, diz estudo

Pesquisa mostra que alguns moradores de rua veem as redes sociais como um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem ser julgados. Foto: Flickr/radiatorcat/Reprodução Pesquisa mostra que alguns moradores de rua veem as redes sociais como um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem ser julgados

Uma pesquisa da Universidade de Dayton, nos Estados Unidos, revela que moradores de rua que usam redes sociais encontram nelas condições mais igualitárias e um contexto de maior aceitação. O estudo, conduzido pelo sociólogo e criminologista Art Jipson, será apresentando durante o 107º Encontro Anual da American Sociological Association, de 17 e 20 de agosto na cidade de Denver, EUA.

Jipson entrevistou diversos moradores de rua e descobriu que eles usam o Facebook e outros sites de relacionamento não só para criar páginas de ajuda, mas também para consultar questões práticas, como onde conseguir a próxima refeição, encontrar lugares seguros e quentes para dormir, além de pesquisar serviços sociais que os interessem.

"Eu tenho tanto direito a isso (usar o Facebook) quanto qualquer outra pessoa. Só porque eu sou sem-teto não significa que eu não me importe com essas coisas, sabe? Minha família está no Facebook. Meus amigos estão no Facebook. As pessoas que se preocupam comigo estão no Facebook", disse um dos entrevistados.

O sociólogo também percebeu que alguns moradores de rua veem as redes sociais como uma espécie de refúgio, um lugar onde podem interagir com outras pessoas sem serem julgados. "Ninguém na internet se importa se eu tomei banho ontem, ou se tenho algum cheiro. Eles não me julgam, sabe?... Eu me sinto aceito. Eu sou aceito", declarou outro entrevistado.

"Para os usuários sem-teto de redes sociais - uma população em crescimento - o maior valor é a comunidade online em si, que é muito igualitária", constatou Jipson, acrescentando que, apesar de todos os objetivos comerciais inclusos nos sites de relacionamento, ainda assim há espaço para que usuários sem nenhum apelo mercadológico possam desfrutar dos mesmos benefícios destes serviços.

Segundo o sociólogo, a inspiração para o estudo veio por acaso, enquanto ele apresentava um programa de rádio que mantém na universidade. Ao pedir o nome e a localização de um ouvinte que havia ligado para o programa, descobriu que ele era um morador de rua, mas tinha um telefone celular.

O pesquisador marcou um encontro com o ouvinte, que o levou a ter contato com um grupo de moradores de rua. Jipson então descobriu que a maioria deles usava o Facebook, e que cada um tinha em média 100 contatos adicionados na rede social.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Aumentar a segurança de sua conta no Google é facial.

É fácil adicionar uma camada extra de segurança a seus serviços online e evitar o acesso indevido às suas informações

Há alguns dias o jornalista de tecnologia norte-americano Mat Honan foi vítima de um brutal ataque que dizimou sua presença online, bem como alguns de seus aparelhos. Usando engenhosidade e um pouco de engenharia social, crackers conseguiram acesso à sua conta no iCloud e apagaram remotamente todos os dados de seu iPhone, iPad e MacBook, além de sua conta no Google.

O ataque envolveu múltiplos passos, entre eles uma invasão da conta de Honan na Amazon, e então o uso da informação exibida lá para entrar em sua conta no iCloud. A partir daí as coisas foram de mal a pior. Mas o ponto inicial foi o recurso de recuperação de senha oferecido pelo GMail: se ele tivesse configurado o sistema de autenticação em duas etapas no serviço da Google, nada disso teria acontecido.

Entendendo a autenticação em duas etapas
Primeiro, vamos esclarecer como a autenticação em duas etapas no Google funciona. Depois que o recurso for ativado seu próximo login em sua conta do GMail, por exemplo, iniciará como sempre: com você digitando seu nome de usuário e senha. Mas antes de ganhar acesso à sua caixa de entrada, a Google irá pedir um código extra.

A princípio você não saberá qual é esse código, e ele muda a cada login. O código, que tem seis dígitos, será enviado para seu celular via SMS. Só depois de confirmar este código extra você terá acesso à sua caixa de entrada.

A Google diz que esse processo combina “o que você sabe” (seu nome de usuário e senha) com “o que você tem” (seu celular). Mesmo que alguém descubra sua senha do GMail, sem o seu celular e os códigos enviados a ele essa pessoa não terá acesso à sua conta.

No geral o processo parece simples, mas há um problema: alguns programas como clientes de e-mail e até mesmo smartphones Android não suportam a autenticação em duas etapas. Então será necessário configurar senhas especiais de exceção para cada caso, para que você possa continuar usando estes programas. Vamos mostrar como fazer isso, mas antes veja como ativar a autenticação em duas etapas.

Habilitando a autenticação em duas etapas

Entre em sua conta do GMail, clique em sua foto no canto superior direito da tela e no item Configurações da conta. No menu à esquerda escolha a opção Segurança. Clique no botão Editar em frente ao item Verificação em duas etapas.

Nesse ponto a Google irá pedir para você fazer login novamente, por motivos de segurança. Digite sua senha e clique em Login. Depois a Google irá pedir seu número de telefone. Informe o número do celular onde você irá receber as mensagens de texto com os códigos. Você também pode informar uma linha fixa e pedir um código em uma mensagem de voz, mas isso não será muito útil quando você precisar fazer o login no GMail e estiver longe de casa. Clique em Enviar código.

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Confirme o código recebido para ativar a verificação em duas etapas

Depois disso, em poucos segundos você deverá receber uma mensagem de texto com um código. Digite-o na página e clique em Verificar. A seguir você pode definir seu computador como sendo “confiável”, ou seja, uma máquina a partir da qual você pode fazer o login sem precisar de um código de verificação. Só habilite esta opção em seus computadores pessoais. Clique em Próximo, e na página seguinte no botão Confirmar. Pronto! A autenticação em duas etapas está ativada.

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Um PC "confiável" não exige a confirmação de um segundo código

Conserte o que deixou de funcionar

Como já dissemos, alguns aplicativos não suportam autenticação em duas etapas e códigos de verificação. Se você usa um programa de e-mail (como o Thunderbird) para ler suas mensagens do GMail, por exemplo, ou aplicativos que acessam o Google Reader e o Google Calendar, ou mesmo um smartphone Android integrado à sua conta Google, precisará configurar senhas especiais para cada um deles.

De volta ao GMail acesse as configurações do sistema de verificação em duas etapas: clique em sua foto no canto superior direito da tela, em Configurações de Segurança e em Segurança no menu à esquerda da página, e depois no botão Editar em frente ao item Verificação em duas etapas. Clique em Gerenciar senhas específicas dos aplicativos.

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Você terá de gerar senhas especiais para que alguns aplicativos continuem funcionando

Você pode gerar quantas senhas quiser. Basta identificá-las com um nome para referência (ex: “Senha do smartphone Android”), e então a Google irá lhe informar uma sequência de 16 dígitos. Anote-a, pois você nunca poderá recuperá-la caso a perca (mas poderá gerar uma nova se quiser) e use-a em seu programa de e-mail, leitor de feeds ou smartphone.

As senhas específicas podem ser revogadas a qualquer momento. Assim, se seu smartphone foi perdido ou roubado, basta revogar a senha que ele usa para se conectar ao Google e quem estiver com ele não poderá acessar seu GMail ou Calendário.

Tenha um plano B

Depois de ativar a autenticação em duas etapas e criar senhas específicas, há alguns passos adicionais que você deve tomar para garantir acesso à sua conta não importa o que aconteça. A primeira é ter um número de celular de backup onde você possa receber mensagens, caso seu aparelho principal seja perdido, danificado ou roubado.

Acesse as configurações da verificação em duas etapas e clique no link Adicionar um número de telefone em frente ao item Telefones alternativos e informe o número do celular de backup. Você também pode imprimir uma lista de dez códigos de acesso para usar se estiver sem celular, ou em algum lugar sem sinal. Basta clicar no item Mostrar códigos de backup. Imprima a lista e guarde-a em sua carteira. Cada código só pode ser usado uma vez, e depois que você usar todos os oito sempre poderá gerar mais.

Google Authenticator

Em vez de usar mensagens SMS para se autenticar no GMail, você pode usar o aplicativo Google Authenticator, que é gratuito e tem versões para Android e para iOS. Com ele você poderá gerar códigos mesmo quando seu smartphone estiver completamente “offline”, sem sinal de 3G, Wi-Fi ou telefonia.

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Use o Google Authenticator para gerar códigos sem depender de mensagens SMS

Para configurar o aplicativo em um smartphone Android abra-o e clique no botão Adicionar uma conta. No PC, volte às configurações da verificação em duas etapas no Google e clique no link que diz Android em frente ao item Aplicativo para celular. Surgirá na tela uma espécie de código de barras (QR Code). No smartphone clique em Ler código de barras (você precisa ter o app Barcode Scanner, da ZXING, instalado. Se não tiver, o aplicativo lhe oferece o download). Aponte o smartphone para o código de barras na tela do PC e você receberá um código numérico de seis dígitos. Insira este código numérico na página, clique em Verificar e pronto. Agora você já pode usar o Google Authenticator para gerar códigos de acesso.

Vale a pena?

A autenticação em duas etapas pode parecer um incômodo, ter uma configuração um pouco mais complexa e adicionar um passo extra ao processo de login nos serviços da Google. Mas em um mundo onde cada vez mais de nossas vidas, e nossas informações, são armazenados online, a segurança digital é tão importante quanto a segurança física. Você não deixaria a porta da frente de sua casa destrancada, deixaria?

Fonte> IDGNOW

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uso das redes sociais revoluciona os Jogos Olímpicos

Após a descição do COI de abrir os Jogos Olímpicos às redes sociais, Londres 2012 representa a consolidação do modelo, com o auge do Twitter, Facebook e WhatsApp – aplicativo mensagens instantâneas.

Foram produzidas quase 44 milhões de mensagens com a temática olímpica no Twitter, segundo dados oferecidos pela empresa ‘Mass Relevance’.

O micro blog bateu duas vezes seu recorde de mensagens, ambas com Usain Bolt como protagonista, uma após a final de 100 metros e a outra depois que o jamaicano triunfou na prova dos 200 metros.
O Twitter publicou um alerta depois que Bolt ganhou os 200m rasos na quinta-feira passada às 16h55 (hora de Brasília): “@usainbolt bateu um novo recorde com mais de 80 mil menções por minuto após sua vitória na prova”. Após a final dos 100 metros, as menções sobre a vitória de Bolt tinham alcançado as 74 mil por minuto.

Mas Bolt não é o campeão dos Jogos sociais. A vitória é do americano Michael Phelps, que decidiu pôr um ponto final a sua carreira após conseguir 22 medalhas nos Jogos Olímpicos.

O nadador de Baltimore ganhou mais de 930 mil seguidores nos Jogos, mais que qualquer outro esportista. O tweet que mereceu mais menções foi quando finalizou uma das sessões no Centro Aquático e recebeu uma ligação telefônica do presidente americano Barack Obama. Phelps a publicou na rede.

A tenista americana Serena Williams e a ginasta Gabby Douglas são, após Bolt e Phelps, as que mais menções receberam na segunda semana dos Jogos.

A britânica Jessica Ennis, campeã olímpica de heptatlo, é a primeira local na lista, à frente do sul-africano Oscar Pistorius, e dos conterrâneos Andy Murray e Mo Farah.

Os Estados Unidos lideram as citações na classificação das mídias sociais, seguidos pela Grã-Bretanha. A China é terceira, à frente da Austrália, Japão, Rússia, França, Alemanha, Coreia do Sul e Itália.
Outro produto digital que teve destaque nos Jogos foi o WhatsApp. Essa aplicação, cada vez mais indispensável em todos os telefones de última geração, pôs um fim no reinado das mensagens (SMS).

A empresa ‘WhatsApp’, com sede no Vale do Silício, anunciou em abril deste ano que seus usuários manejam até 2 bilhões de mensagens diárias, praticamente duas vezes mais que no semestre anterior.
Muitos dos esportistas admitiram o uso desta aplicação para se comunicar com o exterior, embora as restrições de segurança do Locog impedissem o uso de redes “wireless” nas instalações, atendendo a questões de segurança.

Em uma cidade na qual o transporte, a comida e os bens imóveis alcançam preços proibitivos, por uma quantidade muito acessível (entre 15 e 20 libras mensais – entre R$ 47 e 63) se pode dispor de uma conexão 3G com possibilidade de dados e voz.

O impacto das redes sociais no movimento olímpico é definitivo. Ficaram para trás as restrições de Pequim, quando o COI, amparado na idiossincrasia do país asiático e na necessidade de se preservar a informação, pôs em prática uma política muito restritiva.

Além disso, as novas redes 4G, muitas mais rápidas, a criação de novos protocolos em redes fixas e sem fio e a possibilidade de se publicar de telefones cada vez mais potentes e com mais aplicações abre um mundo novo, novas perspectivas para os próximos Jogos no Rio em 2016. EFE.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Potencial da Internet ainda não é explorado pelos Candidatos

Apesar do potencial gigante enquanto ferramenta gratuita e eficiente de comunicação e das novas restrições do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o uso de materiais permitidos nas campanhas, a internet é ainda não é explorada pelos candidatos às eleições municipais, pelo menos até agora. Numa rápida observação sobre a presença e o comportamento dos candidatos da região na rede, o RD se deparou com um cenário extremamente amador e pobre na utilização de sites e de redes sociais capaz de persuadir a grande massa de eleitores que sai por nada da internet.  

Quase todos os candidatos já possuem página na internet e perfil nas principais redes sociais, como o Facebook e Twitter, para realizar postagens. Mas a interatividade com os seus respectivos seguidores é nula, de mão única, e dá lugar ao pragmatismo da simples divulgação da agenda dos aspirantes aos cargos de prefeito. As falhas são inúmeras e primárias. Há sites em que a ‘alimentação’ está com atraso de semanas e sem informações básicas, como o endereço e o telefone do comitê do candidato. Além disso, poucos endereços oficiais são encontrados nos sistemas de busca rápida pela internet.

Eleitor crítico


Para os especialistas de plantão, o maior erro da maioria dos candidatos é tentar usar a tecnologia sem se cercar de profissionais qualificados para alimentar o ambiente virtual e acompanhar o comportamento do eleitorado, que está cada vez mais exigente e não aceita a simples propaganda política como antigamente. “Hoje, a população está muito mais informada que em outras eleições, e a geração de conteúdo relevante e a interatividade são fundamentais para criar o diferencial de um concorrente”, adverte Gabriel Rossi, especialista em gestão de marcas na era digital.

Segundo Rossi, apesar de representar um grande incremento se bem utilizadas, as redes sociais demandam cuidados importantes. O discurso virtual deve ser muito bem elaborado, pois qualquer erro neste meio pode multiplicar informações negativas, e até infundadas, em uma proporção difícil de ser contornada. “Tudo que um candidato busca em sua campanha é ter relevância, e não será invadindo o mural das pessoas ou direcionando inúmeros spans por dia que este objetivo será alcançado”, afirma ao citar o envio de publicidade não autorizada como um dos maiores vilões na busca por empatia de um político.

Campo de pesquisa

Para o professor e especialista em marketing político da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Marcelo Alves Cruz, o potencial da internet na campanha eleitoral de uma região como o ABC, que não possui espaço na propaganda eleitoral televisiva, é ainda maior. “É claro que a TV faz falta aos candidatos e que as mídias sociais acabam tendo papel ainda mais relevante neste cenário. Os políticos ainda estão descobrindo o verdadeiro poder das redes sociais, sejam no campo da pesquisa do eleitorado alvo ou no contato pessoal com os usuários”, comenta o professor.

De acordo com o Cruz, neste contexto, a falta de sites oficiais acaba ficando em segundo plano. “Com o aquecimento da corrida eleitoral, tenho certeza que os sites passarão a ser alimentados, mas a relação é inversa e exige que os candidatos corram atrás de visibilidade. Dificilmente um eleitor se conectará com o objetivo de buscar informações sobre algum dos concorrentes, por exemplo”, ressalta.

Coordenadores antenados

Márcio Moreira é coordenador da campanha do candidato do PRTB ao Paço Municipal de Santo André, Alexandre Fláquer, e promete que a internet não será utilizada como um grande mural de notícias.“Temos uma equipe de marketing, onde cada um é responsável por cuidar de uma rede social. Realizamos uma pesquisa qualitativa de nosso público alvo através destas ferramentas e vamos dialogar de maneira diferente com cada uma das faixas etárias”, relata. “A interatividade com nossos seguidores também é vista por nós como importantíssima, já que ao responder a uma critica ou questionamentos estamos valorizando ainda mais quem mais nos importa, que é o eleitor”.

Outros políticos, como os candidatos à reeleição em Santo André, Aidan Ravin (PTB),e em Diadema, Mário Reali (PT), informaram através de seus assessores que as estratégias para o melhor aproveitamento da internet ainda sendo definida que a próxima semana será decisiva para a criação de ações e para o site oficial da campanha entrar no ar. Reali contará com o trabalho de sua Assessoria de Comunicação da campanha, que pretende responder perguntas sobre o candidato, e suas as propostas.

Já Luiz Marinho (PT), que disputa a reeleição em São Bernardo, ainda não possui perfil direcionado especificamente à campanha nas redes sociais, nem site oficial, o mesmo acontece com seus principais concorrentes. Em Mauá, a candidata Vanessa Damo (PMDB), conta com o auxilio de uma agência de comunicação para atualizar seu Facebook e Twitter, mas também informou possuir acesso às ferramentas e cuidar pessoalmente do conteúdo postado diariamente.

Até o fechamento desta matéria, a equipe dos demais aspirantes a prefeitos das cidades do ABC não responderam às tentativas de contato da equipe do RD para repassar maiores detalhes sobre o melhor aproveitamento da internet na campanha.

Legislação
Amparada pela lei 12.034/09, art. 57-B, inciso IV, a propaganda eleitoral pode ser feita em blogs, redes sociais e sites de mensagens instantâneas, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos, coligações ou resultantes de iniciativa de qualquer pessoa natural. Fora deste contexto, todas as propagandas são proibidas e não podem ser veiculadas mediante qualquer tipo pagamento. As multas neste caso variam de R$ 5mil a R$ 30 mil.

Em casos de conflitos e de troca de acusações entre os candidatos, o direito de resposta nas redes sociais seguirá os mesmos procedimentos da propaganda eleitoral em geral e deverá ser publicado na mesma página eletrônica em que o material ofensivo foi publicado, devendo permanecer acessível por pelo menos o dobro de tempo em que a mensagem considerada abusiva esteve no ar.

5 habilidades sociais necessárias em profissionais de TI

Conforme as redes sociais se tornam mais arraigadas dentro das empresas, as formas de trabalho mudam. Isso talvez seja dobrado para profissionais de TI, que tanto usam quanto dão suporte às tecnologias, ferramentas e processos sociais. Em resumo, também trabalham juntamente com a empresa para guiar a implantação e gerenciamento de projetos do tipo. Para fazer isso, os profissionais devem ter – ou adquirir – certas habilidades sociais.

No relatório “Reimagining Enterprise IT for an Uncertain Future (Reimaginando a TI empresarial para um futuro incerto), a Accenture nomeou o impacto cultural de TI de consumo – incluindo social – como uma das forças de maior impacto na área. “Smartphones, redes sociais como Facebook e Renren, da China, e outras tecnologias de consumo já transformaram a forma que as pessoas trabalham, se divertem, aprendem, compram, compartilham, conversam e se organizam. Há uma enorme transformação na cultura, atitude e normas do local de trabalho”.
Segundo o relatório, as funções de TI estão prontas para a reinvenção. Então, por onde os profissionais deveriam começar? O The Brain Yard conversou com vários especialistas de negócio social para descobrir qual o foco a ser seguido por esses profissionais. Algumas dessas habilidades e funções podem já existir e precisam apenas ser melhoradas; outras talvez precisem ser aprendidas. Tudo precisa ser considerado.
1. Habilidade de análise de dados
Onde está o social, também está o Big Data (em TI, se trata de um conceito no qual o foco é o grande armazenamento de dados em grande velocidade, N. da T.) desestruturados e bagunçados. “No espaço social, temos mais dados do que nunca sobre como as pessoas lidam com nossas mensagens”, afirmou William Rand, Diretor do Center for Complexity in Business e professor de marketing, operações, TI e ciência da computação no Robert H. Smith School of Business na Universidade de Maryland.
Para ganhar retorno, os profissionais de TI precisarão ter facilidade com avaliação e implementação de sistema de análise de big data.
“Para ajudar o seu e outros departamentos a descobrir informações usando os dados sociais, eles precisam saber juntar as peças do quebra-cabeça, que inclui entender a dinâmica da relação entre dados estruturados e desestruturados, o contexto por trás do conteúdo gerado pelo usuário e como atribuir informação  para diferentes comunidades. Também, precisam entender quais dados precisam ser obtidos para tapar a falha entre as correlações e a causalidade real”, afirmou Ari Lightman, professor na Universidade Carnegie Mellon e diretor do CIO Institute do local.

2. Habilidades Open Stardards (padrões abertos)
O sucesso do social business depende dos padrões, afirmou Ed Brill, diretor de social business da IBM, e a TI deve desenvolver um entendimento sobre como os processos principais funcionam no contexto. “Open standards – como por exemplo o Open Social 2.0 – permitem o intercâmbio contínuo de informações entre aplicativos de negócios, plataformas e dispositivos para promover o compartilhamento de conteúdo e aumentar a comunicação. Nos locais de trabalho atuais – com grande diversidade de conteúdos, processos e dispositivos – os padrões abertos têm um papel conectar vital. Ao adotar esses padrões, a área de TI pode ajudar a sua organização a se tornar mais bem-posicionada não apenas para evoluir no uso de ferramentas de rede social, mas também para ganhar uma vantagem competitiva”.
3. Habilidades de marketing
Os profissionais de TI precisam estar envolvidos em iniciativas de marketing? Não. Mas os executivos de TI precisam estar intrinsicamente alinhados com o CMO (Chief Marketing Office)? Sim. O departamento de marketing é como o fronte social de sua organização e a área de TI deve estar acostumada com essa área – bem como outros departamentos – os acionando por questões técnicas. Os profissionais de TI devem demonstrar habilidade e boa-vontade para ter profundo conhecimento do papel e necessidades dos outros departamentos para poderem fornecer de forma eficaz não somente suporte, mas também orientação.
“Investimentos em TI já são há muito tempo domínio do CIO e sua equipe, mas isso está mudando conforme CMOs e suas equipes de marketing afetam os investimentos de TI no mundo digital e social. Devido ao realinhamento de negócios entre marketing e tecnologia, o CMO e o CIO, juntamente com suas equipes, não podem mais se dar ao luxo de operar de forma distinta. Apesar de suas origens e culturas diferentes, as áreas estão no mesmo barco. Um precisa do outro cada vez mais. juntos, podem abordar o social business como um sistema essencial da empresa que leva à inovação, resultados e melhor experiência do consumidor”, afirmou Brill, da IBM.
  1. 4. Habilidades de colaboração social
Profissionais de TI que dão suporte e guiam a tecnologia juntamente com iniciativas sociais terão muito valor. “Eles precisam ter compreensão completa das plataformas sociais das empresas, incluindo regras para inscrição, mecanismo de adoção, moderação da comunidade, etc. Isso não pode ser só teórico, mas também conhecimento tático, ou seja, precisam ser praticamente sociais”, afirmou Lightman.
Isso inclui promover – e disponibilizar – suas habilidades em canais sociais.
  1. 5. Habilidades pessoais
Os profissionais de TI precisam de um novo nível de habilidades pessoais para que possam ajudar a empresa no uso da tecnologia social e outras, cujo uso é dirigido pelos próprios usuários e as mudanças são incrivelmente rápidas.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

Quanto pequenas empresas devem investir em marketing

Mulher gritando no megafone
 
Quanto pequenas empresas devem investir em marketing

Respondido por Maurício Galhardo, especialista em finanças

Altos investimentos em campanhas publicitárias e ações em mídias sociais costumam ser associados a grandes empresas. No entanto, com a necessidade de expansão de mercado, também as pequenas empresas têm dado certa atenção a investimentos em marketing.

Aqui não me refiro a ter um departamento de marketing ou mesmo uma equipe completa, mas ao planejamento de verba para as ações de marketing.

E quanto deve ser investido em marketing? A resposta sairá deste planejamento, ou como é comumente chamado, do plano de marketing. É listar possíveis ações, fazer orçamentos para saber os custos, buscar por fornecedores que possam executá-las, criar um cronograma para adequar as ações à sazonalidade de seu negócio e, principalmente, determinar objetivos para estas ações.

Podemos dividir os investimentos em marketing em dois grupos. O marketing institucional é aquele com ações para que os clientes conheçam a empresa e seus produtos e serviços. Refere-se, por exemplo, ao desenvolvimento da logomarca, do website, das mídias sociais, dos materiais gráficos (cartões de visita, folders, catálogos, etc.) e de propagandas em revistas. Neste caso, recomenda-se investimento constante. Assim, em vez de um percentual do faturamento, melhor seria estabelecer um valor fixo mensal que cubra o planejamento de marketing da empresa.

Já o marketing comercial é feito com ações para gerar aumento de vendas, como campanhas para datas especiais e promoções. O percentual de investimento tende a variar muito de acordo com o segmento da empresa. Empresas que dependem de ações de marketing para vender chegam a investir 10% do faturamento ou até mais. No geral, investir de 3% a 5% do faturamento é um bom patamar.

Fonte : Exame