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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Blatter confirma uso de tecnologia na Copa das Confederações

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta quinta-feira estar confiante no sucesso da Copa das Confederações no Brasil. O mandatário acredita que o evento será fundamental para que Copa do Mundo no ano que vem seja realizada com êxito.

- Será uma espécie de ensaio geral para o Comitê Organizador Local e, principalmente, para a logística. Não há dúvida de que os estádios estarão prontos, mas queremos ver a forma como os estádios serão ocupados e desocupados, a forma como as pessoas serão transportadas e todas essas questões logísticas. Mas falar em ensaio não faz justiça ao evento, que é um verdadeiro duelo de campeões. Olhando as equipes classificadas, é extraordinário! - declarou ao site oficial da Fifa.

Outro ponto abordado por Blatter foi a utilização do recurso tecnológico durante os jogos. O presindente da Fifa garantiu que o recurso instalado nas balizas para avisar ao árbitro se a bola entrou ou não será mantido durante a Copa das Confederações.

- Os árbitros disseram que é uma grande ajuda para eles. Esta é a solução para dizer se a bola entrou no gol ou não. Pelas câmeras de televisão não dá para ver, porque a bola é muito rápida, e o olho humano também não consegue. Agora temos os sistemas, os utilizamos no Mundial de Clubes e usaremos um na Copa das Confederações — é um passo adiante. É só uma questão de tempo até eles serem adotados nos principais campeonatos, já que é uma grande ajuda para os árbitros e eu diria que também será o melhor juiz para dizermos se um gol foi ou não marcado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Aumentar a segurança de sua conta no Google é facial.

É fácil adicionar uma camada extra de segurança a seus serviços online e evitar o acesso indevido às suas informações

Há alguns dias o jornalista de tecnologia norte-americano Mat Honan foi vítima de um brutal ataque que dizimou sua presença online, bem como alguns de seus aparelhos. Usando engenhosidade e um pouco de engenharia social, crackers conseguiram acesso à sua conta no iCloud e apagaram remotamente todos os dados de seu iPhone, iPad e MacBook, além de sua conta no Google.

O ataque envolveu múltiplos passos, entre eles uma invasão da conta de Honan na Amazon, e então o uso da informação exibida lá para entrar em sua conta no iCloud. A partir daí as coisas foram de mal a pior. Mas o ponto inicial foi o recurso de recuperação de senha oferecido pelo GMail: se ele tivesse configurado o sistema de autenticação em duas etapas no serviço da Google, nada disso teria acontecido.

Entendendo a autenticação em duas etapas
Primeiro, vamos esclarecer como a autenticação em duas etapas no Google funciona. Depois que o recurso for ativado seu próximo login em sua conta do GMail, por exemplo, iniciará como sempre: com você digitando seu nome de usuário e senha. Mas antes de ganhar acesso à sua caixa de entrada, a Google irá pedir um código extra.

A princípio você não saberá qual é esse código, e ele muda a cada login. O código, que tem seis dígitos, será enviado para seu celular via SMS. Só depois de confirmar este código extra você terá acesso à sua caixa de entrada.

A Google diz que esse processo combina “o que você sabe” (seu nome de usuário e senha) com “o que você tem” (seu celular). Mesmo que alguém descubra sua senha do GMail, sem o seu celular e os códigos enviados a ele essa pessoa não terá acesso à sua conta.

No geral o processo parece simples, mas há um problema: alguns programas como clientes de e-mail e até mesmo smartphones Android não suportam a autenticação em duas etapas. Então será necessário configurar senhas especiais de exceção para cada caso, para que você possa continuar usando estes programas. Vamos mostrar como fazer isso, mas antes veja como ativar a autenticação em duas etapas.

Habilitando a autenticação em duas etapas

Entre em sua conta do GMail, clique em sua foto no canto superior direito da tela e no item Configurações da conta. No menu à esquerda escolha a opção Segurança. Clique no botão Editar em frente ao item Verificação em duas etapas.

Nesse ponto a Google irá pedir para você fazer login novamente, por motivos de segurança. Digite sua senha e clique em Login. Depois a Google irá pedir seu número de telefone. Informe o número do celular onde você irá receber as mensagens de texto com os códigos. Você também pode informar uma linha fixa e pedir um código em uma mensagem de voz, mas isso não será muito útil quando você precisar fazer o login no GMail e estiver longe de casa. Clique em Enviar código.

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Confirme o código recebido para ativar a verificação em duas etapas

Depois disso, em poucos segundos você deverá receber uma mensagem de texto com um código. Digite-o na página e clique em Verificar. A seguir você pode definir seu computador como sendo “confiável”, ou seja, uma máquina a partir da qual você pode fazer o login sem precisar de um código de verificação. Só habilite esta opção em seus computadores pessoais. Clique em Próximo, e na página seguinte no botão Confirmar. Pronto! A autenticação em duas etapas está ativada.

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Um PC "confiável" não exige a confirmação de um segundo código

Conserte o que deixou de funcionar

Como já dissemos, alguns aplicativos não suportam autenticação em duas etapas e códigos de verificação. Se você usa um programa de e-mail (como o Thunderbird) para ler suas mensagens do GMail, por exemplo, ou aplicativos que acessam o Google Reader e o Google Calendar, ou mesmo um smartphone Android integrado à sua conta Google, precisará configurar senhas especiais para cada um deles.

De volta ao GMail acesse as configurações do sistema de verificação em duas etapas: clique em sua foto no canto superior direito da tela, em Configurações de Segurança e em Segurança no menu à esquerda da página, e depois no botão Editar em frente ao item Verificação em duas etapas. Clique em Gerenciar senhas específicas dos aplicativos.

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Você terá de gerar senhas especiais para que alguns aplicativos continuem funcionando

Você pode gerar quantas senhas quiser. Basta identificá-las com um nome para referência (ex: “Senha do smartphone Android”), e então a Google irá lhe informar uma sequência de 16 dígitos. Anote-a, pois você nunca poderá recuperá-la caso a perca (mas poderá gerar uma nova se quiser) e use-a em seu programa de e-mail, leitor de feeds ou smartphone.

As senhas específicas podem ser revogadas a qualquer momento. Assim, se seu smartphone foi perdido ou roubado, basta revogar a senha que ele usa para se conectar ao Google e quem estiver com ele não poderá acessar seu GMail ou Calendário.

Tenha um plano B

Depois de ativar a autenticação em duas etapas e criar senhas específicas, há alguns passos adicionais que você deve tomar para garantir acesso à sua conta não importa o que aconteça. A primeira é ter um número de celular de backup onde você possa receber mensagens, caso seu aparelho principal seja perdido, danificado ou roubado.

Acesse as configurações da verificação em duas etapas e clique no link Adicionar um número de telefone em frente ao item Telefones alternativos e informe o número do celular de backup. Você também pode imprimir uma lista de dez códigos de acesso para usar se estiver sem celular, ou em algum lugar sem sinal. Basta clicar no item Mostrar códigos de backup. Imprima a lista e guarde-a em sua carteira. Cada código só pode ser usado uma vez, e depois que você usar todos os oito sempre poderá gerar mais.

Google Authenticator

Em vez de usar mensagens SMS para se autenticar no GMail, você pode usar o aplicativo Google Authenticator, que é gratuito e tem versões para Android e para iOS. Com ele você poderá gerar códigos mesmo quando seu smartphone estiver completamente “offline”, sem sinal de 3G, Wi-Fi ou telefonia.

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Use o Google Authenticator para gerar códigos sem depender de mensagens SMS

Para configurar o aplicativo em um smartphone Android abra-o e clique no botão Adicionar uma conta. No PC, volte às configurações da verificação em duas etapas no Google e clique no link que diz Android em frente ao item Aplicativo para celular. Surgirá na tela uma espécie de código de barras (QR Code). No smartphone clique em Ler código de barras (você precisa ter o app Barcode Scanner, da ZXING, instalado. Se não tiver, o aplicativo lhe oferece o download). Aponte o smartphone para o código de barras na tela do PC e você receberá um código numérico de seis dígitos. Insira este código numérico na página, clique em Verificar e pronto. Agora você já pode usar o Google Authenticator para gerar códigos de acesso.

Vale a pena?

A autenticação em duas etapas pode parecer um incômodo, ter uma configuração um pouco mais complexa e adicionar um passo extra ao processo de login nos serviços da Google. Mas em um mundo onde cada vez mais de nossas vidas, e nossas informações, são armazenados online, a segurança digital é tão importante quanto a segurança física. Você não deixaria a porta da frente de sua casa destrancada, deixaria?

Fonte> IDGNOW

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O desafio da inovação

 

O crescimento do desemprego e a disparidade de renda abalaram democracias em todo o mundo ocidental no ano passado. O desemprego entre os jovens, em particular, foi persistente e abrangente --os Estados Unidos tiveram o maior desemprego de jovens em 2011, e ele alcançou 45% na Espanha. A criação de empregos sofreu não apenas por causa do excesso de dívida. Economias avançadas viram uma maciça erosão na manufatura, e as novas empresas se concentraram demais em promover o consumo.

As companhias de internet brotaram no Vale do Silício graças ao baixo custo e à facilidade de criar produtos para a web. Elas conseguem ter uma escala global enquanto mantêm uma folha de funcionários relativamente baixa. O ano de 2011 foi um marco para as empresas da internet, e várias novatas abriram seu capital, levantando mais de US$ 3,5 bilhões no melhor ano de ofertas públicas iniciais desde 2000. Entre elas, LinkedIn, Zynga, Groupon e Renren, uma rede social chinesa. E o Facebook recentemente protocolou uma oferta inicial de ações no montante de US$ 5 bilhões.

No entanto, essas empresas prosperam incentivando o consumo, seja através de jogos, de redes sociais ou de compras em grupo com desconto.

Em comparação, os setores tecnológicos voltados para a produção em tratamentos de saúde, materiais avançados e energia tiveram sucesso limitado nos EUA. A maioria dos investimentos em tecnologia limpa absorveu capital e ainda não deu retornos aos investidores. Muitos que conseguiram crescer ainda não são muito rentáveis. O sucesso das novas empresas da internet voltadas para o consumo deixou para trás os investimentos em produção.

Ruth Fremson/The New York Times

Jornalistas falam em Nova Déli; em alguns países, os celulares tornaram a falta de telefones fixos irrelevante

Jornalistas falam em Nova Déli; em alguns países, os celulares tornaram a falta de telefones fixos irrelevante

É a tecnologia que garante um crescimento equitativo. Pense nos telefones celulares: existem mais de 5 bilhões de usuários em todo o mundo.

Seria possível que todos eles tivessem linhas fixas, em vez disso? Haveria cobre suficiente no mundo para estender cabos até os trabalhadores mais pobres da Índia e da China que hoje usam celulares? E ele poderia ser extraído com rapidez suficiente e impacto ambiental limitado, e poderia ser usado para estender linhas a consumidores de poucas posses? Quase todas as conveniências modernas que o Ocidente considera normais terão de sofrer reengenharia para se tornarem mais baratas e melhores para uso em grande escala no mundo em desenvolvimento.

Existe uma dicotomia aqui. As economias avançadas do Ocidente não conseguem gerar empregos em parte devido à sua incapacidade de competir com a Ásia na manufatura em larga escala, e isso, por sua vez, limitou sua capacidade de escalar companhias tecnológicas voltadas para a produção.

No Oriente, o surgimento da manufatura --e, no caso da Índia, a terceirização de tecnologia da informação-- criou rendas mais altas, uma forte cultura de consumo e a necessidade de eficiência energética e de recursos. A rápida urbanização e industrialização no mundo em desenvolvimento é uma tendência irreversível. De repente, existem bilhões de consumidores na Ásia que podem aspirar ao padrão de vida das economias avançadas, e suprir essa demanda exigirá um salto gigantesco de inovação em setores como energia, química, saúde, transporte e água.

Mas os mercados emergentes estão atrasados em inovação porque seu ecossistema de empreendedorismo, instituições de educação superiores e infraestrutura de pesquisa são muito menos robustos. Principalmente, o empreendedorismo é celebrado na cultura americana. O Vale do Silício é o produto dessa cultura. Como locomotiva de inovação do mundo, o Vale do Silício deveria abrir caminho na comercialização de tecnologias revolucionárias capazes de reduzir as restrições aos recursos mundiais e reforçar a produção.

Mas as novatas devem estar perto de seus clientes, e pode-se argumentar que as novatas industriais e de tecnologia limpa do Vale do Silício foram impelidas ao sucesso porque seus verdadeiros clientes estão nos mercados emergentes. De um ponto de vista econômico, a mudança climática e a eficiência dos recursos são mais problemáticos para os países em desenvolvimento. Além disso, como demonstrou a falência de novas empresas de energia limpa americanas, a inovação que precisa ser apoiada pelos governos é difícil de sustentar.

De maneira semelhante, empreendimentos de internet ao consumidor em mercados emergentes só são capazes de copiar desajeitadamente as ideias do exterior. Embora exista uma classe média em rápido crescimento com acesso à internet na Índia e na China, os EUA ainda têm a maior e mais rica base de consumidores, o que o torna um pioneiro natural para a inovação na internet de consumo.

A internet está desafiando a hegemonia das nações. Uma nova empresa de internet em qualquer país pode alcançar consumidores em todo o mundo. Porém, o mesmo não é verdade para os empreendimentos focados na produção. A maior integração econômica os ajudarão a se globalizar mais. Para promover a inovação em setores voltados para a produção, os países precisam promover um fluxo mais livre de tecnologia, mão de obra e capital e criar instituições e leis que promovam a mesma abertura. Precisa haver uma simbiose entre talento empresarial, capital de investimento e setores que precisam de inovação transformadora. Somente então o crescimento econômico global será inclusivo e harmonioso.

RAJEEV MANTRI é presidente da firma de capital de risco Navam Capital e cofundador da Vyome Biosciences. Envie comentários para intelligence@nytimes.com.