E ai, já fez seu Plano de Marketing Quebra Tudo para 2012? O meu palpite é que você nem começou a pensar neste assunto. Acertei? O lado bom da coisa é que pode começar a pensar agora mesmo levando em conta algumas ideias de marketing. São estratégias, táticas, pontuais, dê o nome que quiser, mas recomendo colocá-las em prática antes que o mundo acabe para a sua empresa em 2012. Aqui vão elas:
1. Fazer negócios com você TEM QUE SER divertido. A era sisuda já era. O web site, os textos dos seus produtos, as fotos, os vídeos, o futuro aplicativo móvel da empresa, o atendimento de vendas, o ambiente de trabalho, as reuniões, tudo tem que ser divertido.
Se o Google, que é o Google, bagunça com a própria marca quando celebra alguma data especial, por que você, que nem de perto é um Google, é rabugento com a sua marquinha?
2. A sua empresa tem que entrar na era do vídeo! 17% de todas as televisões vendidas no Brasil em 2011 serão com conexão à internet. Estima-se que, até 2015, 75% das televisões vendidas terão acesso à internet. Internet e TV, tudo a ver! Imagina o que vai acontecer com a televisão e internet quando a Apple lançar a AppleTV no ano que vem, o tráfego vai explodir!
Em 2013, 90% de todo o tráfego na web será VÍDEO. O YouTube tive mais de 3,5 bilhões de visualizações no mês passado, um crescimento de 500 milhões em apenas seis meses. Revolution total! Uma pessoa lê, dez escutam música, mil assistem vídeos. Nunca se esqueça disso. Vídeo é muito poderoso.
3. Chega de muros, chega de paranóia. A sua empresa tem que ser social! Nós somos o resultado da rede de relacionamentos que conseguimos formar durante a nossa vida. Quanto maiores forem as conexões dos funcionários da sua empresa, maiores serão as oportunidades de negócios que ela terá. Em 2012, a sua empresa PRECISA incentivar e premiar a sociabilidade dos seus funcionários.
Permita que a galera use as redes sociais durante o horário de trabalho, e premie aqueles que fizerem o melhor uso delas. Premie quem apresentar o maior crescimento de número de seguidores da sua marca pessoal; quem melhor engajar os clientes da empresa nas suas redes sociais pessoais; quem tiver o maior número de comentários no texto que escreveu e publicou no blog da companhia; quem obter o maior número de “likes” na Facebook.
Premie o funcionário que der a cara para bater nos vídeos da empresa e quem transformar os relacionamentos virtuais em cara a cara. Premie também quem participar do maior número de eventos presenciais ou online. Premie o mais sociável. Pessoas compram de pessoas, não de empresas.
4. Meça a satisfação do usuário, e não a satisfação do consumidor. Para muita gente o mundo dos negócios é a arena do toma lá dá cá, tipo “Se não vai comprar nada, cai fora”. Dá para contar nos dedos de uma mão as empresas que incentivam os consumidores a se tornarem usuárias dos seus serviços. Explico. A grande maioria quer apenas que o consumidor consuma a droga do produto que vendem e caiam fora o mais rápido possível. Não existem sofás e cadeiras para você relaxar dentro das lojas de varejo. Não existe conteúdo relevante dentro dos web sites das empresas.
Ao terminar a sua refeição, em 95% dos restaurantes que tem por aí, você é imediatamente convidado a se retirar para livrar a mesa para o próximo consumidor. No Fran´s Café, por exemplo, não existe uma única maldita tomada de energia elétrica para o consumidor plugar o seu notebook enquanto consome o seu cafezinho. A Starbucks, por outro lado, oferece uma dúzia de tomadas em seus restaurantes.
A ideia aqui é criar situações online ou offline que incentivem a permanência do seu cliente DENTRO da sua empresa.
As agências de propaganda, escritórios de advocacia, engenharia ou mesmo contabilidade, poderiam criar a SALA DO CLIENTE dentro dos seus escritórios, e incentivá-los a trabalhar de lá mesmo; as empresas poderiam fazer uso da sua Fan Page na Facebook para criar um espaço de troca de ideias.
Em 2012, você deveria medir a quantidade de tempo que o seu cliente permanece em contato com você, e não apenas o número de transações.
5. Compre cinco, doamos 1. 50% das ONGs que tem por aí são entidades de fachada criadas para lavar dinheiro ou ajudar a empresa-mantenedora a pagar menos impostos. Ao invés de criar uma ONG ou Fundação ou qualquer coisa do tipo para ajudar uma causa que não tem nada a ver com o que você faz todos os dias, simplesmente doe alguns dos produtos que você vende para quem precisa.
Eu faço isso desde sempre. Em todos os meus cursos, palestras e web seminários tem gente participando de graça.
Se o produto que nós vendemos realmente resolve os problemas da humanidade, por que não usá-lo para ajudar as pessoas?
Por Ricardo Jordão
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