segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Privacidade, a caixa preta das redes sociais

<br />Redes sociais não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em risco<br />Foto: Arte Criação

Redes sociais não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em riscoARTE CRIAÇÃO

RIO — O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou as informações disponíveis nas políticas de privacidade e nos termos de uso das redes sociais Facebook, Google+ e Twitter, que estão entre as mais populares no país. A conclusão é de assustar até mesmo o mais precavido dos usuários: as redes não deixam claras quais são suas políticas de privacidade, colocando o consumidor em risco.

A análise, conforme mostra a tabela ao lado, levou em conta padrões internacionais de proteção da privacidade, a legislação nacional, como o Código de Defesa do Consumidor (CDC), e os princípios de proteção de dados pessoais dos usuários previstos no anteprojeto de lei elaborado pelo Ministério da Justiça.

Com esse levantamento, o Idec pretende conscientizar o usuário sobre a relação de consumo, por vezes imperceptível, que existe entre o internauta e a empresa que controla a rede. O instituto escolheu Google+, Facebook e Twitter para a avaliação porque o negócio principal deles é a própria rede social.

— Embora a rede não cobre pelo serviço, os usuários são obrigados a fornecer seus dados pessoais sem saber o que será feito com eles. E também aceitam as condições de uso. Ficam expostos a todo tipo de publicidade. Não é um serviço gratuito, é uma relação de consumo, sujeita ao CDC — diz Gustavo Varella, advogado do Idec.

Segundo ele, há uma dinâmica nas redes que o consumidor não tem acesso nem controle. As empresas lucram com a publicidade, mas a maioria dos usuários das redes não se dá conta de como participa desse processo. Embora as empresas digam que prezam pela privacidade de seus usuários, no Brasil, diferentemente do que ocorre na Europa, não existe uma agência reguladora que garanta a proteção dos dados.

— Com uma agilidade muito grande, essas empresas coletam, tratam e devolvem os dados na forma da publicidade que parece ter sido feita sob medida para nós. É uma indústria baseada na coleta de dados pessoais. Os textos nos sites dessas redes não são claros quanto a isso — argumenta o advogado do Idec.

Segundo Guilherme Varella, as informações disponíveis nos sites não esclarecem, por exemplo, o que é feito com os dados do usuário que cancela a conta:

— O Facebook diz que as informações são repassadas apenas às empresas afiliadas, mas não se sabe exatamente o que isso significa. O Google+ diz que dados de contas desativadas podem permanecer na rede por determinado tempo, mas isso também não é muito claro.

Ao usuário resta usar as redes com bom senso, evitando a super exposição, e ficar atento às configurações de privacidade e segurança. E, como ressalta o advogado do Idec, saber que as empresas controladoras das redes sociais têm que se responsabilizar pela segurança da infraestrutura tecnológica do site, “como ocorre nos sites dos bancos”, compara Varella.

Uma enquete realizada com internautas, por meio do site do Idec logo após a conclusão da pesquisa revelou outro dado preocupante. Desta vez, sobre o comportamento do usuário brasileiro nas redes. A maioria não conhece as regras do jogo: 84% dos cerca de 500 participantes da enquete disseram não ter lido os termos de privacidade dos sites de que participam.

— Por uma questão cultural, o brasileiro não liga muito para a privacidade nas redes. Ele só se dá conta quando é vítima de algum incidente. Quando, por exemplo, uma foto pessoal dele vazar na internet. Já soube de sequestros planejados a partir de informações coletadas pelos criminosos nos perfis das vítimas. A própria polícia confirmou isso. As pessoas devem evitar expor sua vida para o mundo — diz Fabio Assolini, analista da Kaspersky Lab, empresa de segurança na web.

As medidas de precaução não foram suficientes para evitar que o produtor cultural Ricardo Ferreira tivesse sua conta no Facebook invadida por um hacker. Há um mês, ele foi obrigado a desativar o perfil onde mantinha quase mil contatos:

— Havia amigos e muitos contatos profissionais. Com a nova conta, ainda não consegui encontrar nem a metade, estou apenas com uns 300. Tive prejuízo. O mais estranho é que sempre fui muito cuidadoso, troco as senhas com frequência. Quando percebi que estava sem controle sobre a página, que ficou lotada de anúncios, recorri às recomendações do Facebook, mas não deu certo. Tive que desativar a conta e levei três dias para conseguir.

De acordo com o advogado do Idec, Guilherme Varella, em um caso como esse, o consumidor poderia até recorrer à Justiça para buscar ressarcimento por danos morais, já que teve prejuízos profissionais. Mas, para Fabio Assolini, quem não concordar com as condições impostas pelas empresas, não deve participar de redes sociais:

— O usuário deve saber que suas informações são negociadas. Esse é o modelo de negócio das redes sociais no mundo todo. Você é o produto. A rede é um meio de comunicação muito importante, mas é preciso usar com responsabilidade. A primeira regra é fechar o perfil, permitindo que apenas pessoas conhecidas tenham acesso a suas informações. Mas isso não basta se a pessoa compartilhar dados ou imagens sobre locais que frequenta, onde mora, estuda ou trabalha. Não temos controle sobre o compartilhamento na rede.

Segundo o Idec, o resultado do levantamento foi enviado às três empresas, mas nenhuma respondeu. A reportagem também procurou as empresas, que optaram por não comentar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Investimento em publicidade on-line vai superar jornais e revistas juntos até 2015


O Investimento com publicidade on-line no planeta deve superar o montante investido em jornais já no próximo ano (US$ 101,5 bilhões vs US$ 93,2 bilhões), segundo uma estimativa divulgada pela ZenithOptimedia, em dezembro de 2012.  A previsão também sugere que, até o ano de 2015, o total investido em propaganda na internet deve ultrapassar os jornais e revistas somados (US$ 132.400 bilhões contra US$ 131,7 bilhões), ficando atrás somente da TV (40%).
Entre todas as mídias, os jornais devem apresentar a maior queda de receita até 2015, declinando de US$ 96,7 bilhões registrados em 2011 para US$ 90,1 bilhões em 2015. Isto representa queda de participação de 20,3% para 15,9% no mercado de propaganda global.
Já os investimentos em revistas, também declinarão nos próximos anos, recuando de US$ 45 bilhões apurados em 2011 para US$ 41,6 bilhões em 2015. Neste sentido, o market share desta mídia deve diminuir de 9,4% para 7,3% neste intervalo de tempo.
Enquanto isso, a verba alocada em publicidade online deve saltar de US$ 76,9 bilhões (em 2011) para US$ 132,4 bilhões (em 2015), aumentando sua participação de 16,1% para 23,4%.
O estudo também mostra que os EUA deve se manter como o maior mercado de propaganda global, tanto em 2011 (US$ 160,8 bilhões) como em 2015 (US$ 182 bilhões). Já o Brasil, deve superar o Reino Unido e se tornar o 5° maior mercado de anúncios mundial

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Publicidade pelo Pinterest funciona melhor que pelo Facebook


Por Vinicius Karasinski em 5 de Dezembro de 2012
Publicidade pelo Pinterest funciona melhor que pelo Facebook(Fonte da imagem: Reprodução/Venture Beat)
Pinfluencer é uma plataforma de marketing para o Pinterest. Recentemente, ela divulgou um relatório impressionante: 50 marcas, incluindo Gilt, Martha Stewart e Shape Magazine, lançaram promoções através da sua plataforma em outubro deste ano e conseguiram ampliar a taxa de adesão de novos seguidores para 156%, ao mesmo tempo em que o número de “pins” por dia subiu 125%.
Enquanto isso, o Facebook vem se atrapalhando com a publicidade e perdendo anunciantes de peso, como foi o caso da GM no início do ano, que abandonou a plataforma por acreditar que o investimento era muito alto em troca do retorno limitado oferecido pela rede social.

Quatro formas de destacar os produtos

Segundo Sharad Verma, chefe-executivo do Pinfluencer, existem quatro tipos de promoções possíveis dentro da sua plataforma: a primeira é chamando os usuários para vir até o seu site e “pinar” produtos que eles tenham gostado; a segunda é criando quadros e adicionando “pins”, pedindo aos usuários que reorganizem o conteúdo; a terceira é fazendo uma caça ao tesouro; e a quarta é lançando promoções diárias para os usuários que “pinarem” os seus conteúdos.
Ainda de acordo com Verma, essas ferramentas, quando utilizadas adequadamente, ajudam a pulverizar mais os produtos das empresas, sem forçar os usuários a nada. Com isso, os itens ganham mais visibilidade e, consequentemente, mais vendas.

O Facebook não ficou de fora da plataforma

Para as marcas que já investiram pesado em publicidade no Facebook e não querem abrir mão de suas campanhas e “curtidas”, é possível combinar a plataforma do Pinfluencer com a rede social: “É possível lançar promoções no Facebook através de uma aba dentro do Pinfluencer e transformar os fãs em ávidos usuários do Pinterest”, disse Verma.


As 10 coisas mais irritantes nos PCs, gadgets e acessórios

Teclados fora do padrão e carregadores que ocupam espaço demais no filtro de linha. Estes e outros pecados cometidos pelos fabricantes deixam qualquer um louco!
Um design industrial ruim pode, sozinho, acabar com o que de outra forma seria uma boa experiência com um produto. Seja resultado de pecados capitais como a preguiça ou a ganância, desrespeito aos usuários ou simples estupidez, isso pode me deixar tão furioso quando o Incrível Hulk.
Esta é a minha lista dos “10 piores” pecados que os fabricantes cometem em seus produtos, sejam PCs, gadgets ou acessórios. Acredito que muitos deles também irritam boa parte dos usuários. Aproveite os comentários no fim da matéria para descarregar a raiva, compartilhando os “recursos” que você odeia.
10. Amarrilhos que não podem ser reutilizados. Antigamente eles eram pedaços de fio metálico revestido com plástico, usados para amarrar cabos e fechar embalagens. Mas hoje em dia muitas empresas os substituíram por tiras de plástico que são incrivelmente difíceis de remover do cabo ao qual estão enroladas e que depois disso não podem ser endireitadas e reutilizadas, ou seja, são praticamente inúteis.
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O amarrilho da esquerda pode ser reutilizado, o da direita não. Que raiva!
9. Cabos Ethernet que não tem identificação quanto ao seu tipo, seja CAT5, CAT5e ou CAT6. Estas categorias existem por um motivo! Você precisa de pelo menos um cabo CAT5e em uma rede Gigabit Ethernet, enquanto o CAT6 é melhor para reduzir o “crosstalk” (sinais elétricos de um fio interferindo em um fio adjacente) e pode suportar larguras de banda de até 10 Gigabits por segundo. E é compatível com estruturas projetadas para cabos CAT5 e CAT5e.
8. Aparelhos com acabamento “brilhante” (o infame “Black Piano”) que mostra qualquer marca de dedo ou grãozinho de poeira e que se arranha facilmente quando você tenta limpar. Isto é especialmente irritante em equipamentos que são manuseados com frequência e feitos para ficar na horizontal. Vi esse tipo de acabamento frágil em tudo, de roteadores a alto-falantes e PCs “All in One” com telas sensíveis ao toque. Nota aos fabricantes: se vocês precisam enrolar seus produtos em metros de filme plástico para protegê-los da própria caixa onde são embalados, estão usando o material errado!
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Dedos, dedos, marcas de dedos por toda parte!
7. Botões localizados bem na borda de um notebook, monitor, tablet ou outro aparelho, e que você acaba apertando sem querer sempre que quer mover o equipamento. Os drives ópticos em boa parte dos notebooks são um exemplo típico: você quer tirar a máquina da mesa e.. PLEC! o drive abre porque você esbarrou num botão. Talvez os fabricantes de PCs tenham de seguir o exemplo da Apple, e transformar o botão para abrir a bandeja do drive em uma tecla no teclado.
6. Teclados de notebook com barras de espaço que se movem tanto quando pressionadas que seus dedos acabam esbarrando dolorosamente contra a borda do gabinete.
5. Portas e drives ópticos que são difíceis de acessar, seja porque estão fora do alcance, parcialmente bloqueadas ou cobertas por uma frágil tampa de plástico que fica no caminho sempre que você tem que plugar um cabo (e que eventualmente se quebra, deixando as portas que deveria proteger descobertas).
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Todas as portas na traseira do notebook? Mais irritante impossível!
4. Carregadores e fontes de alimentação que não tem sequer o nome da empresa que produziu o aparelho que devem alimentar. Cheguei ao ponto de escrever o nome do produto em pedaços de fita adesiva e colá-los aos carregadores para evitar confusão. Feio? Como o cão, mas é melhor do que tentar adivinhar e destruir o aparelho conectando o carregador ou fonte errados.
3. Desktops, notebooks e tablets cheios daqueles adesivos difíceis de remover, com os logos do fabricante ou do sistema operacional. Estes “selinhos” geralmente não fazem nada para comunicar as características do produto para o consumidor e acabam deixando-o com a cara de um carro de corrida cheio de patrocinadores.
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Isso é um PC ou um carro de corrida?
2. Teclados com um layout fora do padrão. Há um bom motivo para eu ter feito aulas de datilografia. Se o seu design “melhorado” e “ergonômico” me força a parar e olhar para o teclado para procurar uma coisa tão simples quanto um sinal de pontuação, isso significa que você fracassou.
1. Por essa você já esperava: carregadores e adaptadores que ocupam mais de um espaço no filtro de linha. Veja o exemplo abaixo: só consegui plugar três adaptadores em um filtro com sete tomadas, ou seja, perdi mais de 50% delas! Se eles fossem estreitos e altos, como o da extrema direita, o problema não existiria. Na verdade, nem ele é perfeito: serial ideal se a porta USB ficasse no topo, em vez de na lateral.
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O desperdício de espaço em forma de hardware

Fonte: pcword

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A diferença entre Mídia Social e Rede Social



Qual é a diferença entre esses dois conceitos? Seriam a mesma coisa?
Nos Estados Unidos as pessoas costumam utilizar o termo “Social Media” e nós aqui no Brasil utilizamos o termo “Rede Social” para sistemas de colaboração como o Facebook, Orkut e outros.
Vamos ao dicionário de Inglês>Português e traduzir o termo “Rede Social”… e no que dá? Resulta em “Social Network”, diferente dos americanos que usam para o Facebook e Orkut o termo “Social Media”. Agora me pergunto, porque esta troca? Só Deus deve saber.
Mas agora vou falar sobre a diferença destes termos e sobre o porque é importante respeitá-los.

Veja mais informações aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Social_network

Rede Social

Rede social é uma comunidade ou rede de pessoas que não está limitada a uma estrutura ou meio (ou mídia)

É um grupo de pessoas que compartilham um único interesse (Pode ser um produto, gosto, famoso, amigo e outros). É interessante ver nesta perspectiva porque nós podemos fazer um marketing para uma rede social, algo mais amplo. Um exemplo? Tocadores de Guitarra. Então indiferente do meio, mídia ou estrutura nós criaríamos um plano sobre como alcançar tal comunidade para vender nossos produtos, serviços ou idéias.

Mídia Social

Mídia do Latim é Meio. Juntando as duas palavras daria Meio Social, isto é, é um meio onde uma determinada Rede Social utiliza para se comunicar

Vamos pegar o nosso exemplo “Tocadores de Guitarra” e sondar os meios que eles usam para se comunicar… Facebook? Orkut? Celulares? Last.Fm? Twitter? Ning? Bem, tudo isto neste conceito são Mídias Sociais.
Como se percebe o conceito de “Rede Social” se refere a uma comunidade e a “Mídia Social” a um meio (uma ferramenta para se comunicar). Por isso deixo uma dica…

Não se prenda ao meio, mas deixe a sua criatividade viajar no conceito de rede social. Assim a sua marca estará onde o seu público está ou estará. Defina prioridades baseadas sobre quais meios influenciam mais diretamente a sua rede social e depois ataque!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mimos recebidos hoje, vindos diretos do Google



4 lições que um bombeiro me ensinou sobre marketing digital

“Eu sou bombeiro.”
 
Será que um bombeiro realmente poderia saber tanto assim sobre marketing digital? Será que eu poderia aprender algo com ele?

Para poder lhe contar esta história, eu preciso antes lhe perguntar:
Alguém alguma vez já tentou lhe perguntar mais sobre o que você faz exatamente ou que diabos são todos aqueles artigos com um monte de siglas que você insiste em postar no Facebook?
Ou perdeu um bom tempo tentando explicar como o marketing digital funciona e como, na verdade, não é tão complicado assim?
Mas mesmo depois de toda explicação invariavelmente as pessoas acabam com aquela cara de:
“Mas, hein!?”
Pois é. Eu sei como é.

Por muito tempo tento explicar para as pessoas como eu trabalho 100% online e como, por causa disso, estou me mudando temporariamente para a Tailândia. Estou indo para lá para iniciar uma viagem ao redor do mundo levando o meu, “escritório” (aka, meu laptop), nas costas.
Como trabalho online, que diferença faz se estou aqui ou perdido em algum templo budista?!
(Contanto que esse tenha uma conexão de 10+ Mbs claro.)
Mas mesmo assim as pessoas parecem não entender direito como tudo funciona.
“Ésse-o quê?! Otimização de sites? Mas de onde vêm o tráfego? Google? Não é tipo uma loja no Mercado Livre? Ahh então é um site de compras coletivas … não?!”
Não.

Exatamente por essa dificuldade enorme e para me economizar pelo menos uns bons 30 minutos TODA vez que alguém me pergunta exatamente o que eu faço, que eu decidi resolver isso. Não podia perder tanto tempo e algo deveria ser feito. Felizmente achei uma solução. Simples, rápida e indolor (na maioria dos casos).
Hoje, toda vez que alguém me pergunta o que eu faço, eu simplesmente respondo:
“Eu sou bombeiro.”
Pronto.
Simples. Prático. Entendível em menos de 5 segundos.
Perfeito.
Por um tempo experimentei responder que eu era “cientista”, mas essa na maioria das vezes era PIOR. Gerava mais e mais perguntas e a vida das formigas africanas vermelhas não parecia me interessar muito para falar.
Mas enfim, problema resolvido.
Só que após isso eu comecei a me perguntar por que tantas pessoas têm TANTA dificuldade em entender o “mundo online”. Quase como se fosse um mundo diferente do que elas estão acostumadas a viver. E pior ainda:

Por que as pessoas têm tantas dificuldades de utilizar a web para seus negócios ou até criar um negócio na internet?

Claro, há diversas diferenças, mas a maioria das regras de marketing e de negócios se aplicam tanto no mundo real como na internet. É questão de adaptar as mesmas regras para o mundo virtual – e isso nem é tão difícil!

Então aqui vão algumas dicas e lições que aprendi durante todo este tempo que trabalhei como “bombeiro” que realmente me ajudaram. 5 dicas rápidas que você pode começar a aplicar hoje mesmo e catapultar os seus resultados.

4 lições em marketing digital… por um “bombeiro”

Vamos lá:

#1: Um cliente já existente vale de 3 a 10x mais que um cliente novo

Isso é fundamental! As pessoas insistem e insistem em tentar atrair novos clientes quando na verdade elas deveriam estar cuidando dos que ela já tem!

É MUITO mais fácil você vender para um cliente que já provou com dinheiro, e não com simples intenções ou em respostas em pesquisas, algum outro produto seu do que tentar conquistar um novo cliente e passar por todo processo de novo. Claro, ainda antes de tudo, você tem que se certificar que o seu mercado de atuação REALMENTE possui um alto potencial de lucro e é rentável. Basicamente saber se há ou não um pote cheio de ouro no final do arco-íris.
Numa comparação para deixar mais claro, qual é mais fácil:
  • Você levar para cama e praticar a antiga arte do amor com a sua namorada de anos OU
  • Uma garota que você conheceu hoje a noite?!
O que já me leva para a segunda lição:

#2: Crie uma relação antes de tudo

Outro dia, alguém que eu mal conheço e mal conversei apareceu, DO NADA, com a seguinte mensagem:

Essa é a PIOR maneira de se pedir um favor ou se vender algo.
O segredo está em primeiro se construir uma relação com seu possível e futuro cliente. Ai depois podemos fazer uso do que o mestre Robert Cialdini cita em seu brilhante livro “Influência” chama de “Reciprocidade”. Isto não é nada mais do que aquele sentimento que sentimos de quase uma “dívida” com alguém se esta nos faz um favor ou nos traz algum benefício.
E para fazermos isso da melhor maneira, devemos seguir a lição número 3:

#3: Esqueça você, o que importa são os outros

Responda rápido: quem é pessoa mais importante do mundo, hoje?
Pensou?
Simples.
Eu (do meu ponto de vista). Você (do seu ponto de vista).

O que eu quero dizer é que para aumentar exponencialmente as suas chances de sucesso, você deve esquecer completamente o que VOCÊ quer, o que VOCÊ pretende e o que VOCÊ deseja. O que você deve fazer é se concentrar no que ELES querem, no que ELES precisam e no que ELES desejam.
É fundamental que você comece sempre pelos seus clientes. Para isso, você precisa definir exatamente quais os problemas que os seus clientes estão enfrentado e ajudá-los a resolver da melhor maneira possível.
Nas palavras do sábio Zig Ziglar:
“Você pode conseguir absolutamente TUDO o que você deseja em sua vida … contanto que você ajude um número suficiente de pessoas a conseguirem o que ELAS querem!”
Ponto.

#4: conecte o emocional com o informacional

Outro erro comum que vejo muitos cometerem é o fato de achar que simplesmente por ter algo importante ou de valor a ensinar, basta escrever e puf!, tudo vai dar certo. Artigos serão compartilhados, convites para aparecer no Jô serão feitos … talvez até no Altas Horas!

Já aconteceu de você publicar algo que você tem certeza absoluta que é útil e realmente poderia ajudar muitas pessoas… e parecer que só você acha isso!?
Quer saber como resolver esse problemas?
Simples.

Conecte o emocional com o informacional.
Beagle

Não fale somente “vou lhe ensinar agora uma técnica para fazer o seu cachorro parar de latir em menos de 30 minutos”, que num primeiro olhar pode parecer suficiente, mas sim:
“Vou lhe ensinar agora uma técnica para fazer o seu cachorro parar de latir em menos de 30 minutos para que não só a sua mulher, finalmente, pare de reclamar e ameaçar “Ou eu, ou ele!” e seus vizinhos parem de lhe ameaçar com multas por barulho, mas também para que você não perca seu emprego por não conseguir dormir direito a noite.”
Bingo.

Agora você deu um motivo real e emocional do porquê o cidadão deve prestar atenção no que você tem a ensinar. E isso faz TODA diferença do mundo.
Estas são somente algumas das técnicas que aprendi durante esses anos trabalhando com marketing digital. Elas com certeza vão lhe ajudar a melhorar seus resultados na internet e você pode começar a aplicá-las HOJE mesmo.

Agora, de onde veio estas obviamente há muitas outras.
Por isto, se tiver interessado em aprender não só quais são os melhores mercados para se trabalhar na internet, como achar o seu espaço em QUALQUER mercado (mesmo naqueles mais concorridos com maior potencial de lucro!) e muito mais, então recomendo imensamente que você dê uma olhada na série de vídeos que disponibilizei em meu site.
Nele você irá aprender isso e muito mais!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Olimpíada tira Reino Unido da recessão

Entre todas as medalhas que os britânicos conquistaram nos Jogos Olímpicos de 2012, a mais importante - pelo menos para a sobrevivência do governo - foi anunciada apenas nesta quinta-feira. Alavancada pela Olimpíada, a economia do país superou a recessão mais longa em 60 anos e viu o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 1% no terceiro trimestre, a maior expansão em cinco anos. Economistas e oposição, porém, advertem que o impacto do evento esportivo não sobreviverá aos último trimestre de 2012.

A recuperação é um forte contraste com a contração de 0,4% observada no segundo trimestre, confirmando que a dupla queda da economia britânica - em 2009 e 2012 - era a mais longa desde os anos 50. Além disso, o PIB britânico vinha em queda desde o quarto trimestre de 2011. O evento esportivo na capital britânica em meados do ano permitiu que a taxa de crescimento superasse as previsões do mercado, que esperava crescimento de 0,6%.

Há dois dias, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres já haviam anunciado que o evento ficou abaixo do orçamento previsto, numa indicação de que os esforços de redução de custos funcionaram.
Ontem, o primeiro-ministro David Cameron não desperdiçou a ocasião para capitalizar o anúncio. "Esses números do PIB mostram que estamos no caminho correto e nossa economia está se recuperando."

Crescimento zero
Mas entre analistas de mercado a avaliação é de que eventos extraordinários - como os Jogos Olímpicos e as festas pelos 60 anos de reinado de Elisabeth II - camuflaram uma realidade ainda preocupante. Em comparação com o terceiro trimestre de 2011, o aumento do PIB foi zero. Em 2012, o crescimento da economia é de apenas 0,3% e o PIB do país continua 3,1% abaixo dos níveis de 2008.

Ao contrário do que o governo tenta argumentar, analistas e oposição dizem que o impacto da Olimpíada não deve ser mantido no médio prazo e os números de ontem não significam que a crise tenha sido superada. Para muitos, as promessas de que os Jogos dariam novo impulso à economia não serão confirmadas.

O setor de serviços britânico - que responde por mais de três quartos do PIB - subiu 1,3% no terceiro trimestre, depois de cair 0,1% no segundo. Já a produção industrial cresceu 1,1%, a alta mais forte desde o segundo trimestre de 2010. Mas o setor da construção - que representa 7% do PIB - recuou 2,5%.

Para a City londrina, dificilmente os mesmo números se repetirão nos próximos meses. "O perigo é de que esses números alimentem uma crença de que a economia esteja sendo arrumada, quando na verdade não há nenhum sinal nessa direção", alertou Chris Williamson, da empresa Markit. Segundo ele, há um risco real de uma nova contração já no quarto trimestre.

No próprio Tesouro britânico, economistas admitem que a taxa de expansão dificilmente se repetirá. "Os dados são bem-vindos", disse Howard Archer, da consultoria IHS Global Insight. "Mas não significam em hipótese alguma que a crise esteja sendo superada."

Para a oposição, a comemoração do governo pode ser prematura e o ouro da medalha pode não durar por muito tempo. Ed Balls, um dos líderes da oposição, diz que o país não pode depender de eventos isolados, como os Jogos Olímpicos. "O crescimento continua fraco e a economia está no mesmo lugar que há um ano."

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Os (des)mandamentos das redes sociais


E outro dia o Facebook anunciou ter alcançado a marca de um bilhões de usuários. Isso mesmo, você fez a conta certo, de cada seis pessoas que habitam este planeta, aproximadamente uma tem uma página na rede social criada por Mark Zuckerberg. Com tanta gente envolvida, mais cedo ou mais tarde os desmandos, maus modos e falta de noção que pululam no nosso dia a dia migrariam do mundo real para o virtual. Pois bem, infelizmente foi mais cedo. Exemplos de mau uso das redes sociais não faltam.

Encher a timeline das pessoas com atualizações, postagens e recados é o primeiro e talvez mais grave dos pecados que podem ser cometidos nas redes sociais. Na minha opinião, quem faz isso deveria ser condenado à fogueira, mas me parece que a Santa Inquisição abandonou a prática. Uma pena. Eu sei que você foi criada em um lar cheio de amor que girava em torno de cada pequena nescessidade sua e que por isso precisa, quase patologicamente, avisar a todos quando vai tomar água, fazer xixi, descascar uma laranja ou deixar/chegar ao trabalho. Na boa, não precisa. Mesmo. Primeiro porque a gente não liga. Depois porque faz você parecer uma louca carente e sem amigos. Melhor não, né?

Postar um milhão de fotos de bichinhos fofinhos com frases inspiradoras ou de autoria questionável é outro deslize que me faz considerar seriamente parar de receber as atualizações de certas pessoas. Caio Fernando Abreu, Clarice Linspector e Drummond JAMAIS escreveriam aquelas coisas e se tivessem escrito não gostariam que suas palavras viessem acompanhadas da foto de um filhote de cachorro. Se isso não for razão suficiente para você abandonar esse hábito, pensa que essas imagens são cafonas, muito cafonas. Tipo apresentação de Power Point com parábolas bíblicas. Se você ainda manda e-mails com apresentações em Power Point com parábolas bíblicas, pare de ler esse texo agora mesmo e volte para os anos 90. A humanindade agradece.

Compartilhar coisas que não são de interesse público é outra coisa que convém evitar. Outro dia uns amigos comentavam que a página deles foi invadida pelas fotos da cirurgia do menisco de um colega em comum. Eu, de verdade, não consigo imaginar o que passa pela cabeça do sujeito para ele achar que as pessoas vão curtir ver o joelho dele todo aberto. A dica é simples: a vida pessoal continua pessoal. Tente limitar o conteúdo das postagens a algo que realmente pode ser útil para quem recebe suas atualizações.

Tópicos muito específicos devem ser compartilhados com pessoas que se interessam pelo tema. Se você é super fã daquela banda finlandesa que faz múscia a partir de latas de sardinha, ótimo. Isso não quer dizer que eu vou achar super legal receber notificações sobre cada um dos videoclipes dos caras que você postar. Futebol, religião e novelas são assuntos que costumam gerar situações assim. Gente, o facebook permite que você separe seus contatos em justamente para evitar esse tipo de aborrecimento. Bora aprender a usar esse recurso e parar de encher o saco dos outros porque o seu time ganhou a partida do final de semana ou a Carminha levou uma surra do Tufão.

Ok, algumas causas são universais e devem ser defendidas por todos nós, mas as pessoas têm o direito de escolher até que ponto querem se envolver. Eu sou contra a violência doméstica ou contra crianças e animais, e não perco a oportunidade de alertar as pessoas sobre esses problemas. Mas prefiro não ver as fotos de um cão que apanhou até morrer ou assistir o video de uma criança sendo espancada pela babá. Esses são os meus limites. Seria elegante respeitá-los.

Marcar os outros em posts e fotos sem autorização também é pisar feio na bola. O mesmo vale para os aplicativos que mostram os lugares que você visitou. A pessoa tem o direito de não querer que saibam onde ela jantou ou o tanto que ela bebeu na última balada. Se para você não tem problema, tudo bem, mas tem gente que prefere não se expor tanto nas redes sociais. Na dúvida pergunte antes se pode associar as imagens e informações ao profile do outro.

No fundo, minha gente, é sempre sobre respeitar o espaço do outro e se colocar no lugar dele. Tipo civilidade, sabe? Pode parecer frescura no começo, mas todo mundo sai ganhando no final. Pode apostar.

Fonte. yahoo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“Agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o digital”


As agências de publicidade e comunicação não querem que os grandes anunciantes migrem para o online. A complexidade de mensurar e avaliar resultados nos canais digitais faz com que muitos profissionais das agências e dos próprios anunciantes não se arrisquem nesta área. A afirmação é do Superintendente de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Henrique Facó.

Outro desafio é integrar as estratégias online e offline e compreender de onde vêm os resultados. Facó entende que o investimento nos canais tradicionais não abre espaço para questionamentos nem gera a necessidade de se analisar e cruzar dados. “Quando se investe na TV é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto. As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho”, adverte o executivo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Este ano, a Fundação aplicou 80% de sua verba de Marketing do vestibular para os canais digitais. O investimento vem gerando bons resultados. “Os alunos não tomam a decisão sem pesquisar online. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso”, explica o executivo. Leia a entrevista:

Mundo do Marketing - A FGV investiu 80% da sua verba do vestibular para ações no digital. Como vem acontecendo esta migração para o digital?

Marcos Henrique Facó –
Esta migração é uma evolução e não uma mudança brusca. É a evolução de uma estratégia que adotamos desde 2007, quando começamos a investir mais forte no digital. Mas na realidade, realizamos ações de Marketing na internet desde 2003. Sendo que naquela época tinhamos duas ferramentas apenas, o banner e o e-mail marketing. De lá para cá, acompanhamos e aprendemos sobre como funciona o meio digital. E por isso nos últimos anos estamos investindo cada vez mais.

Mundo do Marketing – Os resultados foram positivos?

Marcos Henrique Facó – Sim. O perfil do nosso aluno possui características que vão ao encontro do que nós oferecemos. Nosso público está na internet e recebe bem este tipo de comunicação. É na internet onde ele escolhe o curso que vai fazer. Estes alunos não tomam a decisão sem pesquisar. E quanto mais alto o custo do curso, mais intensas são as pesquisas. Temos análises do próprio Google apontando que a escolha de um curso de MBA, por exemplo, gera até seis meses de pesquisa online. O nosso target está online. Nada mais interessante do que investir cada vez mais. E temos o retorno disso. Dados do Ibope de 2011 mostram que 6% do investimento em mídia no Brasil vão para a internet.  Nos Estados Unidos a média é um pouco maior. Nosso online representa até 65% do montante total investido em mídia e para algumas ações específicas, o percentual do online chega até 80%.

Mundo do Marketing - Quais são as principais ferramentas hoje dentro do investimento em digital?

Marcos Henrique Facó – Do total de investimento da FGV, 50% vão para o Google, distribuídos entre mídia display e adwords, mais ou menos com metade para cada. Os outros 50% do budget vão para mídia display e ações nas redes sociais. Desde 2010 estamos investindo em redes sociais com ações que vão desde a criação de aplicativos até a contratação e veiculação publicitária nestas plataformas. Estas ações não são terceirizadas, temos uma equipe de Marketing digital que cuida das campanhas e da presença da FGV nas redes sociais: Facebook, Twitter, Linkedin, Google +, YouTube, Flicker e Pinterest, onde estamos começando. Um ponto importante do nosso planejamento diz respeito ao aprendizado. Não sei, por exemplo, se o Pinterest vai pegar no Brasil, mas a experiência é válida. Isso é estratégico para nós. Hoje as redes sociais ainda não são tão importantes para as grandes empresas, pois não trazem resultados diretos. A questão é que elas serão muito importantes. Em médio e longo prazo, elas trarão resultados. Ainda não está muito claro para o mercado, por exemplo, a diferença entre redes e mídias sociais. Nas próprias agências, ainda há certa confusão na divisão entre online e offline. Imagine que eu faço um comercial para a TV e depois o disponibilizo no YouTube, onde consigo um milhão de visualizações. Na TV paguei uma fortuna, mas noYouTube ele foi gratuito. Este investimento é classificado como TV ou rede social? A mesma campanha vai para a TV, para o YouTube, para o Facebook etc. Ou seja, isso gera um problema de definição.

Mundo do Marketing – Hoje se fala muito das redes sociais. Qual o peso delas na estratégia da FGV?

Marcos Henrique Facó -
As redes sociais não são ainda tão importantes, mas serão. O Foursquare, por exemplo, é apenas uma brincadeira no Brasil. Lá fora, existe uma cultura de cupons de desconto que faz desta rede uma plataforma muito interessante para as marcas. Ainda há muita coisa para ser definida neste cenário. As mudanças são tão rápidas que eu, como professor do MBA em Marketing Digital, sou obrigado a revisar constantemente meu material de aula. As próprias plataformas concorrentes se integram. Por exemplo: posto um vídeo em nosso canal do YouTube, que pertence ao Google, e o compartilho usando o Facebook. Mais uma razão para investirmos neste aprendizado.

Mundo do Marketing - Como é o investimento nos canais mobile?

Marcos Henrique Facó –
Temos ações no mobile. Inclusive, nosso número de acessos cresceu 400% no mobile.  Somos case do Google para as melhores práticas em canais mobile.  Há uma integração muito grande entre todas essas plataformas e isso dificulta um pouco a mensuração, pois como saber exatamente qual foi a plataforma responsável por determinado resultado?

Mundo do Marketing - A mensuração das ações no universo digital ainda é uma dificuldade?

Marcos Henrique Facó -
Quando olhamos, por exemplo, apenas o Facebook, as métricas mostram que ele não converte. Ao mesmo tempo, temos alguns vídeos do Desafio FGV onde grandes empresas postam conteúdo na nossa fanpage convidando os usuários a participar e as melhores respostas ganham prêmios.  Só este ano, tivemos 200 mil views para estes vídeos. Isso não impactou muito em visitações no nosso hotsite, porém gerou 20% a mais de candidatos para o vestibular realizado no Rio de Janeiro. Temos todas as métricas e olhamos para todas elas. Porém, como são muitas variáveis e elas mudam o tempo todo, fica difícil atribuir um determinado resultado a esta ou aquela ação. Cruzamos os resultados das campanhas realizadas no Rio, em São Paulo e em Brasília. Isso nos gera números fantásticos, mas a problemática está em entender de onde veio tal resultado e porque ele aconteceu. Este é um desafio para o qual a maioria dos profissionais de Marketing tem resistência em investir.
Mundo do Marketing – Qual a razão de tanta resistência?
Marcos Henrique Facó -
O digital te dá dados. E é preciso analisá-los, mas para isso o profissional tem que entender do assunto. Quando se investe na TV, por exemplo, é muito mais fácil. Colocamos todo o dinheiro lá e não temos trabalho nenhum. Para as agências, situação semelhante acontece: a agência recebe a sua comissão de veiculação, faz o comercial, coloca na TV e nos principais veículos e pronto. O problema do cliente está resolvido. Agora é preciso entender de Google, de Facebook, de online, das métricas e todo o resto.  As agências não querem que os grandes anunciantes migrem para o online, pois dá muito mais trabalho. Uma métrica importante que quase ninguém olha é o bounce rate. As agências não olham, até porque não é responsabilidade delas e sim do Marketing da empresa. Fazer o digital bem feito é bem mais complicado e ainda prevalece a máxima: ninguém será demitido por anunciar na Globo. No digital, o seu resultado está ali, para qualquer um ver. E muitas empresas levam um verdadeiro “tapa na cara” do internauta. Este é um risco para quem está presente na web. Por isso é tão importante a questão do aprendizado. Temos 140 mil usuários em nossa fanpage. É a maior fanpage de uma instituição de ensino. No Twitter, perdemos apenas para o perfil da USP em número de seguidores. Uma coisa muito legal é que no Marketing digital, estamos praticamente no mesmo nível do que é feito lá fora.

Mundo do Marketing – Qual o caminho para o profissional de Marketing se manter atualizado em meio a tudo isso?

Marcos Henrique Facó –
É um ambiente complexo e isso gera para o profissional uma ansiedade muito grande, pois ele precisa estar sempre acompanhando lá na ponta tudo o que está acontecendo. Porém, o mais importante é entender de comunicação e Marketing. Vejo os mais jovens investindo e abrindo agências digitais, mas sem o devido entendimento de Marketing. Não acredito em agências online e offline. Existem agências que fazem só TV, só revistas ou só jornais? Por que existe essa divisão no online?  Eu acredito na comunicação integrada. A comunicação tem que ser a mesma independente no canal. Faz sentido um profissional especialista em Marketing Mobile? Ou uma agência que só fala para o mobile? O caminho é para a convergência. Antes havia apenas a TV, a mesma TV para todos os públicos. Hoje a audiência está em múltiplos canais.  Ela é fragmentada. O jovem da classe C interage com um smartphone da mesma forma que um jovem da classe A? No passado, a TV era a mesma para todos. Marketing antes era tido como uma piscina rasa: qualquer um podia entrar sem grandes riscos de se afogar. Mas agora a piscina está cada vez mais funda e muita gente vai morrer afogada. Por isso muitos profissionais se agarram com tanto afinco à maneira tradicional de se trabalhar com a comunicação e o Marketing.

fonte Mundo do Marketing