Mostrando postagens com marcador Ensino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ensino. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Estudantes chilenos fazem 'beijaço' por ensino superior gratuito

image

Estudantes chilenos realizaram na noite de quarta-feira uma maratona de beijos em praças de diferentes cidades do país, como parte dos protestos pedindo reformas no sistema de educação do país. A manifestação, realizada pelos estudantes do ensino médio e chamada de "besatón" ("beijaço"), ocorre um dia depois de o presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciar um novo plano governamental para a educação universitária.

"Precisamos de milhões de beijos por uma educação pública gratuita no país", comunicaram os manifestantes através do Facebook.
A manifestação foi realizada na praça em frente ao Congresso Nacional, na cidade de Valparaíso, a cerca de duas horas do centro de Santiago, e em lugares de norte a sul do país como Arica, Iquique, Antofagasta, La Serena, Concepción, Valdivia e Puerto Montt.
A previsão é que um novo "besatón" seja realizado nesta quinta-feira em Santiago, a capital do país. Nas últimas semanas, os estudantes do ensino médio e, principalmente, universitários intensificaram os protestos pedindo educação gratuita no Chile.
Insatisfação


Na semana passada, mais de 80 mil estudantes realizaram passeata em Santiago, de acordo com estimativas oficiais.
Segundo analistas, foi "um dos maiores protestos dos tempos de democracia", como afirmou à BBC Brasil o professor de ciências políticas da Universidade do Chile, Guillermo Holzmann.
"Os protestos mostram a insatisfação dos jovens e os problemas que ainda temos no nosso sistema democrático", disse.
Na terça-feira, o presidente Sebastián Piñera anunciou um plano, chamado "Acuerdo Gane" (Acordo Ganhe), que prevê a criação de um fundo de US$ 4 bilhões para o setor universitário, com a ampliação de 70 mil para 120 mil bolsas para universitários, além de outros incentivos para a criação de linhas de crédito, que terão de ser oferecidas pelas universidades aos estudantes de famílias mais pobres.

Mas, segundo opositores, ele não atendeu à expectativa dos universitários de acesso à educação gratuita – as universidades públicas e privadas são pagas no país desde os tempos do regime de Augusto Pinochet e consideradas caras pelas famílias das classes média e baixa.
"Alguém disse que deveríamos estatizar nosso sistema educativo. Mas sou contra porque sou a favor da qualidade do ensino", afirmou Piñera, no pronunciamento.


Popularidade
A popularidade do presidente caiu para os níveis mais baixos da sua gestão, segundo levantamentos divulgados esta semana, atingindo 35% em maio - o menor índice de um presidente na democracia, de acordo com o Centro de Estudos de Realidade Contemporânea (CERC).
Na quarta-feira, o reitor da Universidade do Chile, Victor Pérez, disse que o anúncio de Piñera foi útil para a "retomada do diálogo" dos reitores com o governo.


"Esperamos que as medidas cumpram a lei que diz que as universidades devem ser instituições sem fins lucrativos", afirmou. As opiniões foram diferentes entre os líderes estudantis.
O presidente do grupo estudantil da universidade Federico María, Germán Quintana, disse que não aprova o pacote de Piñera porque apesar da liberação de recursos, "as universidades continuam sendo negócio privado, dificultando acesso dos mais pobres".
As mensalidades na universidades públicas e privadas giram em torno de US$ 400 a US$ 800.
Já Camilla Vallejo, presidente de uma das federações dos universitários (FECH) e Giorgio Jackson, líder de outra federação, a FEUC, disseram que querem ler os detalhes do anúncio do presidente para decidir os próximos passos dos protestos.


De acordo com a imprensa local, o ministro da Educação, Joaquín Lavín, tem viagem marcada para o Brasil para ver como funciona o ProUni - lançado no governo Lula.
A insatisfação dos estudantes chilenos vem num momento em que os alunos do país mostram melhor desempenho que outros da região, incluindo brasileiros, segundo o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa).
Segundo especialistas, o Chile deu "saltos na nota de leitura" e "diminuiu a desigualdade no desempenho dos alunos do seu sistema educacional", passando a ser apontado como exemplo no exterior.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Falar de Política

 

Falar de política é muito bom. Pois foi o tempo que compartilhava da ideía “futebol, política e religião não se debate”. Agora o mais impresionante são as pessoas que dizem fazer política mais se renegam a verdadeiramente debater a política.

Um dos grandes problemas do nosso QUERIDO e AMADO Brasil, são os pseudo-debates que são realizados sob os aspecto de tentar resolver temas importantes para a nossa sociedade. Um dos temas que mais me impresiona da falta de coerência dos debates são os relativos ao combate a violência, seja ela no campo, contra jovens ou mulheres, dentre outras inumeras formas de violência que podemos enumerar.

Ao mesmo tempo que falam que querem combater a violência, é o tempo que cortam verba para a educação, o esporte e tratado como moeda de troca, o saneamento basico é obra eleitoreira, a saúde é peça de ficção e por ai vai.

Falar de política é muito bom, debater política é muito bom. O que é ruim são os falsos políticos que em troca de casas, carros, orgias, dinheiro facil entram nesta DIGNA função na qual deveria prevalcer o coletivo social, só que prevalece o coletivo pessoal.

Apesar de tudo, nem tudo está perdido. Muito há por salvar. Vemos por ai varias iniciativas que de fato podemos tirar o chapeu, apesar de algumas resalvas em relação a varios deles.

Falar de política significa falar da vida, da paz, da harmonia. Falar de política de política e falar de transformação.

Portanto vamos falar de política, debater política e construir uma nova geração de políticos no nosso brasil.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Polêmica ou ignorância?

 

Marcos Bagno 17 de maio de 2011 às 9:47h
Carta Capital


Na semana passada, o site IG noticiou que o Ministério da Educação comprou e distribuiu, para 4.236 mil escolas públicas, um livro que “ensina o aluno a falar errado”. Os jornalistas Jorge Felix e Tales Faria -  do Blog Poder On Line, hospedado no portal – se basearam em exemplos de um capítulo do livro Por Uma Vida Melhor para afirmar que, segundo os autores da coleção organizada pela ONG Ação Educativa, não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Calçaram sua tese no seguinte trecho de um capítulo que diferencia o uso da língua culta e da falada:”Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar os livro?”. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. O fato de haver outros capítulos, no mesmo livro, que propõem a leitura e discussão de obras de autores como Cervantes, Machado de Assis e Clarice Lispector e ensina modos de leitura, produção e revisão de textos não foi citado. Mas a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito esquentou, principalmente após o colunista da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi vociferar, no último domingo, que tal livro é “criminoso”. 

Veja abaixo a opinião do linguista Marcos Bagno, pesquisador dos temas relacionados às variações linguísticas e professor da Universidade de Brasília:

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.

Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.

Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela — devidamente fossilizada e conservada em formol — que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantadas para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.

A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles — se julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la

TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam entã

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Estudo aponta sugestões para políticas de Educação

 

Levantamento mostra impacto do aprendizado no desenvolvimento e a importância da valorização do professor na qualidade do ensino.

As políticas para a educação precisam ser unificadas, mas, ao mesmo tempo, flexíveis. Quem pensa assim é o pesquisador e subsecretário de Ações Estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. Segundo ele, é necessário haver modelos comuns em todo o sistema educacional e ressalta a importância dessas fórmulas serem adaptadas a realidades regionais.


“Você pode fazer um leque de coisas, e cada um [gestor] escolhe dentro daquele leque a combinação que ele quer mais”, disse ao apresentar um levantamento organizado por ele com apoio do Instituto Ayrton Senna e do Movimento Todos Pela Educação. O estudo, elaborado a partir de 165 estudos nacionais e internacionais, analisa o impacto das políticas educacionais no aprendizado dos alunos. O material foi reunido em um site que servirá de base de consulta para pais, professores e gestores escolares.
A partir do trabalho, Barros concluiu que não é possível sintetizar uma fórmula de sucesso para potencializar ao máximo o aprendizado dos estudantes, apesar do assunto ter sido exaustivamente estudado em todo o mundo. “[O aprendizado] tem um impacto enorme sobre desenvolvimento econômico, todo mundo quer saber como melhora o desempenho em matemática e ciências, todos os países do mundo, e você não consegue descobrir isso”.
De acordo com ele, existem, entretanto, questões pontuais que demonstraram ter efeito direto sobre o aproveitamento nas salas de aula. Essas medidas, Barros defende que sejam padronizadas e difundidas por meio de amplas políticas educacionais, sem abrir mão das adaptações locais. “É importante essa padronização dos componentes sem padronizar a seleção dos componentes”, afirmou.


Entre os destaques do estudo, está a constatação de que um aluno que tenha aulas com um professor, que está entre os 20% melhores da rede de ensino, pode aprender em um ano 68% mais do que outro que estude com um docente que faça parte dos 20% piores. Além disso, o aproveitamento também é influenciado pelo tamanho da turma. Em média, uma redução de 30% no no número de  alunos em uma mesma sala leva a um aumento de 44% daquilo que o estudantes aprendem.


A remuneração do profissional também tem peso nessa equação. Redes de ensino em que os salários são mais altos atraem para as salas de aula os melhores candidatos interessados em exercer aquela ocupação. Mas, segundo os estudos analisados, aumentos salariais ao longo da carreira que não estejam vinculados ao desempenho do professor têm pouco impacto no aprendizado. “A existência de algum componente variável na remuneração dos professores, como bônus atrelado ao desempenho, pode aumentar o nível de esforço e dedicação deles. Em ambos os casos, o resultado é uma melhora no desempenho dos alunos em exames de proficiência”.


Por Agência Brasil.