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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Falar de Política

 

Falar de política é muito bom. Pois foi o tempo que compartilhava da ideía “futebol, política e religião não se debate”. Agora o mais impresionante são as pessoas que dizem fazer política mais se renegam a verdadeiramente debater a política.

Um dos grandes problemas do nosso QUERIDO e AMADO Brasil, são os pseudo-debates que são realizados sob os aspecto de tentar resolver temas importantes para a nossa sociedade. Um dos temas que mais me impresiona da falta de coerência dos debates são os relativos ao combate a violência, seja ela no campo, contra jovens ou mulheres, dentre outras inumeras formas de violência que podemos enumerar.

Ao mesmo tempo que falam que querem combater a violência, é o tempo que cortam verba para a educação, o esporte e tratado como moeda de troca, o saneamento basico é obra eleitoreira, a saúde é peça de ficção e por ai vai.

Falar de política é muito bom, debater política é muito bom. O que é ruim são os falsos políticos que em troca de casas, carros, orgias, dinheiro facil entram nesta DIGNA função na qual deveria prevalcer o coletivo social, só que prevalece o coletivo pessoal.

Apesar de tudo, nem tudo está perdido. Muito há por salvar. Vemos por ai varias iniciativas que de fato podemos tirar o chapeu, apesar de algumas resalvas em relação a varios deles.

Falar de política significa falar da vida, da paz, da harmonia. Falar de política de política e falar de transformação.

Portanto vamos falar de política, debater política e construir uma nova geração de políticos no nosso brasil.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Frente Parlamentar da Juventude será instalada nesta quarta

 

Será instalada nesta quarta-feira (27), às 9h30, a Frente Parlamentar em Defesa da Juventude. O grupo terá como objetivo promover amplo debate sobre as políticas públicas de juventude, em seus aspectos éticos, morais, técnicos, científicos e, em especial, os relativos aos direitos e garantias fundamentais.

 

Para a instalação da frente foram convidados o presidente do Conselho Nacional da Juventude, Gabriel Medina; a secretária Nacional da Juventude, Severine Macedo; além de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), da Central Única das Favelas (Cufa) e da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). A mesa do colegiado será composta pelos deputados Domingos Neto (PSB-CE), como presidente; e Alexandre Leite (DEM-SP), Bruna Furlan (PSDB-SP), Gabriel Guimarães (PT-MG), Hugo Motta (PMDB-PB), Jhonatan de Jesus (PRB-RR), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e Ronaldo Fonseca (PR-DF), como vice-presidentes.


O presidente da frente parlamentar, deputado Domingos Neto (PSB-CE), afirma que será prioridade a votação do Plano Nacional da Juventude e do Estatuto da Juventude (PLs 4530/04 e 4529/04). Também está na agenda seminário nacional sobre direitos humanos para os jovens e combate ao crack.
Para Manuela, relatora do Estatuto da Juventude, a Frente tem um papel muito importante na Câmara. "Temos que consolidar o tema juventude como pauta do Legislativo. Precisamos de políticas públicas e atenção constantes. A juventude merece e precisa fazer parte do cotidiano do nosso trabalho no Congresso", disse.


A instalação será realizada no auditório Freitas Nobre (anexo 4), Câmara dos Deputados, Brasília (DF).


Da redação, com assessoria e site da Manuela D'Ávil

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Do Realengo à Líbia, o terror de Columbine

 

Luiz Carlos Antero *


Episódios como a tragédia de Realengo, e outros, de grande porte, como a guerra decretada por Obama em sua passagem pelo Brasil, colocam novamente o Rio de Janeiro, de onde partiu a ordem para os ataques contra o povo líbio, e o próprio País, no centro das atenções mundiais. E, entre os brasileiros, renovam a premente necessidade de regulação do maior foco irradiador da violência, da manipulação e da dissimulação instituído, aqui ou nos EUA, no império da mídia.

Este império é o canal comunicante de reprodução da barbárie contemporânea, instruindo de modo eletrônico, diariamente, novos padrões de banditismo que irão alavancar seus noticiários no dia seguinte.
É necessário destroná-lo no âmago da tarefa que consiste na definitiva superação da ditadura militar e do neoliberalismo — irmãos siameses que, juntos, consumiram preciosas três décadas de marcante atraso e obscurantismo.

Pois, longe de representar uma mera (embora complexa) questão de desarmamento, a violência banalizada é uma questão que, além de sua vertente estrutural, foi se tornando cultural e ganhou densidade nacional a partir dos padrões tradicionais de comportamento das violentas elites brasileiras, consagrado na atualidade pela minoria de proprietários da comunicação.

Nascidas da violência
Também distante de ser uma questão técnica, jurídica ou legislativa, a chamada regulação da mídia é uma relevante necessidade histórica do povo brasileiro — e dos povos na escala planetária — em sua caminhada rumo a uma sociedade de perfil pacífico, justo e igualitário.

Trata-se hoje de transferir para a sociedade o controle da mídia e de sua corrosiva atividade, restringindo-lhe o poder de propagação do veneno com o qual infecta a vida das pessoas e reproduz seu baixo padrão moral e a violência numa escala sem paralelos na história da humanidade e da nossa formação econômica e social.

A regulação significa, antes de tudo, um duro golpe no poder econômico, político, social e cultural das oligarquias atualizadas, que pretendem manter sua influência no País, não obstante as derrotas que amargaram nas três últimas eleições presidenciais. Nascidas da violência e mantidas pela violência, essas elites jamais deixarão de exercitar seu poder pela via dessa violência — enquanto permaneçam intocadas nos seus interesses e privilégios fundamentais.

Quatro famílias contra o Brasil
Numa controvertida trajetória, desde o surgimento dos primeiros órgãos de imprensa, o império da mídia foi substancialmente consolidado no período do regime militar (1964-1984) e no período neoliberal da década perdida que fechou o século XX. A dissolução de sua nefasta influência está, portanto, articulada à superação daqueles períodos de trevas, dos efeitos do autoritarismo e do neoliberalismo — irmãos siameses no atraso estrutural da nossa economia — e da luta pela consolidação democrática no Brasil.

A democratização da mídia é parte integrante da luta histórica que manteve em permanente oposição o povo brasileiro e suas oligarquias. A principal contradição a ser enfrentada hoje dispõe, desse modo, o conflito atualizado que coloca em lados distintos a absurda tradição conservadora e uma sucessão de governos progressistas — desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 — voltados para o interesse popular, mas sem o controle dos mecanismos que levam ao desvirtuamento da informação e da própria realidade.

Há muito se constatou que os meios de comunicação estão concentrados no patrimônio de um restrito clã de famílias, sob a hegemonia das quatro maiores: as famílias Marinho (Organizações Globo), Frias (Folha de S. Paulo), Civita (Editora Abril, com a revista Veja) e Mesquita (O Estado de São Paulo) — proprietárias de quase toda a mídia brasileira.

Pauta compulsiva
Também é comum se afirmar que o pensamento oligárquico se impõe à sociedade brasileira mediante a articulação desses grupos empresariais, que pautam e orquestram tudo o que é publicado e divulgado, decidindo, de acordo com seus interesses, o que é relevante ou não para o nosso povo. Suas linhas editoriais coincidem nos objetivos centrais, com pequenas variações, e a pretensão fundamental de determinar o imaginário coletivo, a política, a cultura e os rumos da sociedade brasileira.

No imenso Brasil, essas famílias tratam de pautar a sociedade, definindo as questões e a abordagem de cada assunto, determinando heróis ou vilões em cada episódio espetacularizado, enquanto uma população superior a 190 milhões de habitantes priva-se do pleno exercício de sua liberdade de expressão e de acesso à informação. Constituem-se no canal comunicante de reprodução da barbárie contemporânea, instruindo de modo eletrônico, diariamente, novos padrões de banditismo que irão alavancar seus noticiários no dia seguinte.

Longe de representar uma mera (embora complexa) questão de desarmamento, a violência banalizada é uma questão que, além de sua vertente estrutural, foi se tornando cultural e ganhou densidade nacional a partir dos padrões tradicionais de comportamento das violentas elites brasileiras, consagrado pela minoria de proprietários da comunicação.