domingo, 26 de junho de 2011

O desafio do leitor em movimento

Uma nota na edição de sexta-feira (24/6) da Folha de S.Paulo informa que o brasileiro é o leitor que mais utiliza tablets e smartphones para acessar conteúdo jornalístico. A notícia tem origem em estudo realizado pela empresa americana de consultoria ComScore, criada em 1999 e considerada a instituição de pesquisa com maior penetração e capilaridade no ambiente de negócios digitais.

A metodologia da empresa utiliza a experiência de monitoramento de compras online, que permite consultar centenas de milhares ou até milhões de pessoas, ao contrário das técnicas baseadas em amostragens selecionadas. Sua reputação entre profissionais de publicidade e marketing equivale, no Brasil, ao status obtido pelo Ibope na mensuração da audiência de televisão.

Por essas razões, o trabalho da ComScore merece ser analisado com atenção pelos gestores das empresas jornalísticas.

Modos de ler

O levantamento considerou 13 mercados em todo o mundo. Segundo o resumo apresentado pela Folha, no Brasil o tráfego de sites de conteúdo jornalístico a partir de aparelhos móveis diferentes de computadores portáteis é mais do que duas vezes maior que a média mundial de acessos a sites por esses novos gadgets. Dos mercados pesquisados, apenas a Índia apresenta índices inferiores de acesso a conteúdo noticioso do que a média.

No cômputo geral, o acesso à internet ainda é feito basicamente a partir de computadores pessoais, mas a preferência pela busca de notícias a partir de telefones celulares e tablets mostra uma tendência que pode afetar a forma de produzir jornalismo.

O aparelho preferido pelos brasileiros entre os meios de acesso diferentes de computadores pessoais é o tablet iPad, seguido pelo iPhone, também da Apple.

Embora o número de aparelhos desse tipo no Brasil ainda não possa ser comparado aos de mercados como Japão e Estados Unidos, para os pesquisadores é importante observar como os usuários se apropriam das novas tecnologias.

Com uma base ainda dominada por computadores de mesa, o mercado brasileiro de internet tende a se expandir com os planos de universalização do acesso e os gestores precisam conhecer a evolução dos hábitos do público para preparar suas estratégias.

Essencialmente, o que a pesquisa da ComScore está dizendo é que, com um aparelho portátil nas mãos, feito originalmente para ser usado como telefone e com acesso à internet, é forte a tendência de uso desse equipamento para a obtenção de notícias e informações. Isso afeta profundamente o conceito de leitura e, com isso, até mesmo o modo de produzir, organizar e entregar o conteúdo jornalístico.

A essência do jornalismo

Uma das características que se pode constatar no uso de aparelhos como smartphones e tablets é o acesso a informações utilitárias, como localização de endereços, confirmação de horários de eventos e obtenção de dados sobre condições de trânsito, assim como o acesso a previsões meteorológicas, muito popular nos Estados Unidos.

No entanto, também se pode observar empiricamente, através das redes sociais, que o compartilhamento de informações é uma prática consolidada entre os usuários. Praticamente todas as empresas jornalísticas já instalaram em suas páginas online os pontos de ligação de reportagens, imagens e artigos com as redes tipo Facebook ou Twitter.

Desse conjunto de dados se pode concluir que o público se torna cada vez mais móvel e, contraditoriamente, ainda mais ligado nos acontecimentos. A imagem do homem sentado num café com um jornal de papel nas mãos era o mais alto grau de mobilidade da notícia que a imprensa conseguia imaginar até pouco tempo atrás. Agora, quase tudo cabe num aparelho que pode ser levado no bolso da camisa.

A questão que se coloca é: qual será o tamanho do jornalismo que se vai oferecer a esse cidadão? O dilema de oferecer textos longos nos tablets já foi superado com o sucesso dos livros digitais. A pesquisa da ComScore mostra que, quando a informação é interessante, o tamanho da tela deixa de ser um obstáculo à leitura. Portanto, voltamos à origem: o grande desafio da imprensa segue sendo o de produzir conteúdos que valham o tempo do público.

As mudanças na tecnologia exigem adaptações no formato e talvez venham a alterar até mesmo as técnicas de redação e composição de dados numa reportagem, como a apresentação de parte das informações em formato gráfico. O que não muda é a essência do jornalismo e sua capacidade de representar da maneira mais realista e instigante os fatos do mundo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O que você deve saber antes de ir ao motel

 

O que você deve saber antes de ir ao motel Com a sociedade avançando sexualmente, os motéis das grandes cidades mal estão dando conta da demanda. Para quem busca uma vida sexual ativa e não mora sozinho (ou não tem tal liberdade em casa), os motéis são sempre a opção mais viável (e confortável). Se você nunca foi a um motel e tem receio de pagar mico, não se preocupe. Listei alguns pontos importantes que você deve saber antes de aventurar-se nessas ilhas de prazer:• Leve seus preservativosNem sempre os preservativos à venda no motel são daquela marca que você gosta. Não custa passar na farmácia e comprar um bom, evitando assim possíveis acidentes.• Nem tudo é brindeAntes de abrir aquele potinho liiiindo e despejar todos sais de banho na banheira, ou usar aqueles todos os géis comestíveis diponíveis no criado-mudo, verifique o preço dos produtos no catálogo. Vocês podem ter um surpresa na hora de pagar a conta.• No motel pode tudo?Não é porque você está no motel que pode chutar o pau da barraca. Cuidado com coisas que você nunca fez! Já vou logo avisando: leite condensado não dá certo com pêlos. Por mais que você tome banho, aquela 'nhaca' de leite permanece. Conselho de amiga…• Não vá para o motel com fomeQuando não se tem muita intimidade com o parceiro, a alimentação pré-maratona de sexo deve ser especial. Nada com muita gordura, nem com muito gás… Se houver jantar antes, vá de suco, saladinha ou no máximo uma massa leve. O importante é não ir morrendo de fome, já que comida de motel nem sempre é boa. Não se esqueça que tudo que você fizer no banheiro poderá ser ouvido no quarto.• Se for pedir comida no motel, escolha algo leveMotéis são especialistas em “comidas”, não em alimentos. Então não ouse demais na hora de escolher o petisco. Mesmo que haja itens interessantes no cardápio, como “Camarão na Moranga”, “Risoto ao Fungui” ou “Filé à Cubana”, não caia na tentação de pedir. Dor de barriga no motel ninguém merece, não é mesmo?• Não confie nos cobertoresSe o cobertor não estiver dentro de um saquinho lacrado, não use. Tem muito motel por aí que não lava cobertor toda vez que ele é usado. Ecati. Os lençóis, por sua vez, costumam ser bem limpos. Eu tinha uma amiga que costumava levar lençol para o motel… Péssimo isso! “1 minutinho amor, deixa eu estender aqui”… #fail!• Piscina poluídaAs piscinas de motel costumam ter muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito cloro. Não vá me dizer que você achava que eles trocavam toda aquela água a cada casal que deixava o local? Aquele cloro todo mata os bichos, mas se você for loira, prepare-se para sair de cabelo verde.• Não se esqueça de secar os cabelos Se você vai pra sua casa depois, não corra o risco de ter seu pai perguntando por que seu cabelo está molhado… Tem dias que não cola falar que choveu! :pVocê já pagou algum mico no motel? Compartilhe com as leitoras desse humilde blog! Imagem: ThinkStockPhoto

Com a sociedade avançando sexualmente, os motéis das grandes cidades mal estão dando conta da demanda. Para quem busca uma vida sexual ativa e não mora sozinho (ou não tem tal liberdade em casa), os motéis são sempre a opção mais viável (e confortável).

Se você nunca foi a um motel e tem receio de pagar mico, não se preocupe. Listei alguns pontos importantes que você deve saber antes de aventurar-se nessas ilhas de prazer:

• Leve seus preservativos
Nem sempre os preservativos à venda no motel são daquela marca que você gosta. Não custa passar na farmácia e comprar um bom, evitando assim possíveis acidentes.

• Nem tudo é brinde
Antes de abrir aquele potinho liiiindo e despejar todos sais de banho na banheira, ou usar aqueles todos os géis comestíveis diponíveis no criado-mudo, verifique o preço dos produtos no catálogo. Vocês podem ter um surpresa na hora de pagar a conta.

• No motel pode tudo?
Não é porque você está no motel que pode chutar o pau da barraca. Cuidado com coisas que você nunca fez! Já vou logo avisando: leite condensado não dá certo com pêlos. Por mais que você tome banho, aquela 'nhaca' de leite permanece. Conselho de amiga…

• Não vá para o motel com fome
Quando não se tem muita intimidade com o parceiro, a alimentação pré-maratona de sexo deve ser especial. Nada com muita gordura, nem com muito gás… Se houver jantar antes, vá de suco, saladinha ou no máximo uma massa leve. O importante é não ir morrendo de fome, já que comida de motel nem sempre é boa. Não se esqueça que tudo que você fizer no banheiro poderá ser ouvido no quarto.

• Se for pedir comida no motel, escolha algo leve
Motéis são especialistas em “comidas”, não em alimentos. Então não ouse demais na hora de escolher o petisco. Mesmo que haja itens interessantes no cardápio, como “Camarão na Moranga”, “Risoto ao Fungui” ou “Filé à Cubana”, não caia na tentação de pedir. Dor de barriga no motel ninguém merece, não é mesmo?

• Não confie nos cobertores
Se o cobertor não estiver dentro de um saquinho lacrado, não use. Tem muito motel por aí que não lava cobertor toda vez que ele é usado. Ecati. Os lençóis, por sua vez, costumam ser bem limpos. Eu tinha uma amiga que costumava levar lençol para o motel… Péssimo isso! “1 minutinho amor, deixa eu estender aqui”… #fail!

• Piscina poluída
As piscinas de motel costumam ter muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito cloro. Não vá me dizer que você achava que eles trocavam toda aquela água a cada casal que deixava o local? Aquele cloro todo mata os bichos, mas se você for loira, prepare-se para sair de cabelo verde.

• Não se esqueça de secar os cabelos
Se você vai pra sua casa depois, não corra o risco de ter seu pai perguntando por que seu cabelo está molhado… Tem dias que não cola falar que choveu! :p

Você já pagou algum mico no motel? Compartilhe com as leitoras desse humilde blog!

Fonte: Blog da Thais http://meme.yahoo.com/thaispontes

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Será que agora vai?

Comissão debate políticas para o desenvolvimento do Norte de Minas

A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai debater o desenvolvimento regional do Norte do Estado, com vistas ao fortalecimento das políticas públicas e das ações de cooperação para melhoria das condições socioeconômicas das comunidades que vivem na região. O tema será discutido na próxima quinta-feira (30/6/11), às 9h15, no Plenarinho I, e atende a requerimento dos deputados Almir Paraca (PT), Pompílio Canavez (PT), João Leite (PSDB), Liza Prado (PSB) e Sebastião Costa (PPS).

De acordo com a justificativa apresentada pelos parlamentares, a motivação para o debate partiu da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que sugeriu que a abordagem do tema tomasse como base duas publicações editadas pela própria instituição: o livro Por um Nordeste Melhor - propostas de estratégias de desenvolvimento regional, resultante de debates realizados no Nordeste e Rio de Janeiro, e a Carta compromisso com o desenvolvimento regional, que contém propostas estratégicas para as regiões atendidas pelo BNB.

Os deputados justificaram a necessidade da audiência, que seria uma oportunidade de expor e debater esses trabalhos, bem como as estratégias e iniciativas neles inscritas.

Foram convidados para a audiência o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira; o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Olavo Bilac Pinto Neto; o ministro de Estado da Integração Nacional, Fernando Bezerra de Souza Coelho; o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e Prefeito Municipal de São Gonçalo do Pará, Ângelo José Roncalli; o presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Roberto Smith; e a presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, Rita Josina Feitosa da Silva.

Por do sol por um outro anglo em Montes Claros

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terça-feira, 21 de junho de 2011

As cinco perguntas mais temidas pelo homem feitas pela mulher:


1. Em que você está pensando?
2. Você me ama?
3. Você acha que estou gorda?
4. Você acha que ela é mais bonita do que eu?
5. O que você faria se eu morresse?


O que torna estas perguntas tão difícies é que com
certeza vai-se começar uma discussão se o homem
responder incorretamente (isto é, se disser a verdade).
Então, para ajudar, cada questão é analisada abaixo,
juntamente com possíveis respostas.


Questão 1: Em que você está pensando?
A resposta apropriada é, claro: "Desculpe-me se tenho
andado pensativo, querida. Eu estava só refletindo
sobre quão terna, maravilhosa, carinhosa, inteligente
você é, e como tenho sorte em tê-la encontrado."
Esta resposta obviamente não tem a mínima semelhança
com a resposta verdadeira, que, na maioria das vezes,
é uma das seguintes:
a. Motocicletas
b. Futebol
c. Em como você está gorda.
d. Em como ela é mais bonita do que você.
e. Como eu gastaria o dinheiro do seguro, se você
morresse.
Talvez a melhor resposta a esta pergunta seja a
sugerida por Al Bundy (Married with children), que uma
vez falou para Peg: "Se eu quisesse que você soubesse
o que estava pensando, eu estaria falando com você!"

Questão 2: Você me ama?
A resposta apropriada é: "SIM!" ou, se você sentir que
uma resposta mais detalhada vale a pena, "Sim,
querida."
Respostas inapropriadas incluem:
a. A sim, prá caramba
b. Se eu dissesse que sim, você se sentiria melhor?
c. Depende do que você entende por amor.
d. Isto importa?
e. Quem, eu?


Questão 3: Eu estou gorda?
A resposta correta é um enfático: "Claro que não!"
Entre as incorretas, estão:
a. Comparada com o quê?
b. Não diria gorda, mas você não está exatamente magra.
c. Uns quilinhos extras ficam bem em você.
d. Já vi mais gordas.
e. Você repetiria a pergunta? Eu estava pensando sobre
como gastaria o dinheiro do seguro se você morresse.

Questão 4: Você acha que ela é mais bonita do que eu?
Mais uma vez, a resposta apropriada é um enfático:
"Claro que não!"
Respostas incorretas incluem:
a. Sim, mas você tem mais personalidade.
b. Não mais bonita, mas, definitivamente, mais magra.
c. Não tão bonita quanto você na idade dela.
d. Defina bonita.
e. Você repetiria a pergunta? Eu estava pensando sobre
como gastaria o dinheiro do seguro se você morresse.

Questão 5: O que você faria se eu morresse?
Uma pergunta definitivamente sem saída. (A resposta
verdadeira, claro, é "Compraria um Audi TT e um
barco com o dinheiro do seguro".) Não importa qual
seja a resposta, esteja preparado para, pelo menos,
uma hora de perguntas e mais perguntas, mais ou menos
nesta ordem:
MULHER: Você se casaria novamente?
HOMEM: Definitivamente, não!
MULHER: Por quê? Você não gosta de estar casado?
HOMEM: Claro que sim.
MULHER: Então, você não se casaria?
HOMEM: Ok, eu me casaria novamente.
MULHER: Casaria? (Com um olhar magoado.)
HOMEM: (Resmungo audível.)
MULHER: Você dormiria com ela na nossa cama?
HOMEM: Onde mais?
MULHER: Você guardaria minhas fotos e substituiria
pelas fotos dela?
HOMEM: Isto seria o óbvio.
MULHER: E você a deixaria usar meus tacos de golfe?
HOMEM: Ela não pode; é canhota.
MULHER: - - - silêncio - - -
HOMEM: Putz!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

idas e vinda

 

O Mengão está sem perder no campeonato brasileiro, porem também não vence.

Depois de quase uma decada o Brasil retoma o posto de melhor pais no Voley de praia

Em Montes Claros estou a procura da turma do #ForaTadeu

PCdoB de MOntes Claros sedia encontro Macroregional do Norte de Minas com a presença de 10 cidades da região

Montes Claros foi a capital dos deputados do interior do estado no último final de semana com a presença de em torno de 10 deputados

O Brasil deveria ser o país do Voley

O Futebol brasileiro deveria fazer estagio com o voley

porrinha para ver quem sai a candidato a prefeito do DEM em Montes Claros. Rui x Jairo

Esplanada vira Clube da Luluzinha

Pesquisa mostra quais os sonhos dos jovens brasileiros

 

Jovem pensando

Jovem pensando

O maior desejo de 55% dos jovens brasileiros quando se fala de trabalho é ter a “profissão dos sonhos”. Nove em cada dez gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade. É o que aponta o estudo o ‘O Sonho Brasileiro’, feito com cerca de 3 mil jovens de 18 a 24 anos de todo o País, e procura dá um panorama das expectativas destes jovens para o futuro.

Segundo a pesquisa, a possibilidade de construir uma carreira é o aspecto mais importante, seguido de ter carteira assinada. Os dois itens são mais importantes do que salário e encontrar uma profissão com perfil de futuro. Entre as pessoas ouvidas, 47% pertencem à classe C, seguida de 33% da B e 17% das classes D e E.

O estudo, realizado nos últimos 18 meses em 23 estados brasileiros procurou investigar as relações que esta parcela da população tem com questões como trabalho, política, economia, religião e família. Além disso, números como 89% têm orgulho em serem brasileiros e 75% acreditarem que o País está mudando para melhor, dão tom otimista ao trabalho.
Já na área da Educação, os participantes dizem que quando se fala em ensino superior, o diploma ainda é muito atraente e importante. “Dentro dos 79% que não estão no ensino superior, 77% têm intenção de cursar, há um desejo muito forte. Há uma valorização da sociedade, é algo necessário para inclusão”, enfatiza o sociólogo Gabriel Milanez, um dos autores do estudo.

O jovem acredita que a mudança deve partir dele e a transformação social só é possível a partir da ação de pessoas. Mas para isso acontecer é necessário estimular a educação e formação para que possam exercer esse papel.

“Hoje, posso dizer que estou muito feliz em poder transmitir conhecimento. Eu tento tirar a ideia consumista dos meus alunos. Trabalho propaganda, consumo, relações sociais. O pouco que eu puder ampliar na cabeça deles, mostrar que o mundo não é shopping, eu fico feliz”, conta a carioca Sara Zarucki, de 23 anos, formada em Ciências Sociais.

No entanto, os dados colhidos revelam que acessam conhecimento de maneira informal, especialmente através da internet. O estudo aponta que 82% esperam que escolas e universidades valorizem mais as experiências que trazem de suas vidas. “Este jovem começa a procurar conhecimento fora da escola. Há também uma abertura a outras fontes de conhecimento. Mas uma coisa não exclui a outra”, afirma Milanez.

Para 81% desses jovens brasileiros tradições populares são tão importantes quanto escolas para repassar conhecimento. O estudo aponta uma grande valorização das tradições e dos saberes informais. Esta geração já não vê muito sentido em acumular sozinho o conhecimento, ele deve circular, pois se ficar estagnado ou acumulado perde seu valor.

Fonte: Felipe Mortara – Estadão.edu

Renato Rabelo: uma nova mídia para este mundo em transição

 

Apresentando-se “não como presidente do PCdoB, mas como blogueiro”, Renato Rabelo participou, neste sábado (18), da oficina mais concorrida do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em Brasília. Ao lado do ex-ministro José Dirceu e do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), o dirigente comunista debateu “Os partidos e a luta pela democratização da comunicação”.

Renato

"Reforma da mídia é uma mudança estratégica”, afirma Renato

Segundo Renato, após o regime militar (1964-1985), o Brasil viveu duas décadas de “crise de projetos”. Favorecido agora pelo ciclo democrático-progressista aberto pelo governo Lula (2003-2010) e renovado pela ascensão de Dilma Rousseff à presidência, o país precisa efetivar reformas estruturais básicas, de caráter democratizante, nos marcos de um novo projeto nacional de desenvolvimento.


“É sob essa perspectiva que devemos entender a luta pela democratização dos meios de comunicação. A reforma da mídia não é uma luta conjuntural, uma luta qualquer – mas, sim, uma mudança estratégica”, apontou Renato. “Vejo o fortalecimento da mídia alternativa como os passos iniciais desse processo. Estamos apenas começando essa luta, que vai durar até a concretização da verdadeira ruptura.”


Ao comentar as propostas do Ministério das Comunicações do governo Dilma – como o Plano Nacional de Banda Larga e o debate sobre um novo marco regulatório da mídia –, Renato relativizou o poder do Executivo. “Esses avanços não dependem de um ministro, por melhor que ele seja. O povo é que é a força motriz da mudança. Precisamos mobilizar mais pessoas em torno dessa consciência crescente, aglutinar o máximo de aliados, para transformar nossa luta em força concreta.”


O dirigente afirmou que a democratização do setor se tornou “um trabalho prioritário” para o PCdoB. “Somos o único partido do Brasil que, além de uma Secretaria de Comunicação, tem também uma Secretaria de Questões da Mídia, para dar consequência às batalhas. À frente dessa pasta está o Altamiro Borges, o Miro, que vocês todos conhecem e que é um ardoroso lutador.”


Renato acrescentou que a luta por uma nova mídia não se limita ao Brasil. “Os setores conservadores que querem manter o status quo no mundo têm um grande poder na comunicação – que, para eles, é uma pilastra estratégica. Afora a força coercitiva, as armas, o capitalismo utiliza sobretudo a mídia para exercer seu poder, seu predomínio político e ideológico pelo mundo.”


Transformar os meios de comunicação, nesse sentido, é impulsionar a nova ordem geopolítica. “O mundo está em transição, com uma profunda crise em seu centro e o ascenso rápido de novos atores vindos da periferia do sistema, como os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Mas é impossível consolidar esse processo se a mídia monopolista não for derrotada.”

De Brasília,
André Cintra

domingo, 19 de junho de 2011

EXCLUSIVO: Marxismo, crise e capital fictício - Dois capítulos do novo livro de Belluzzo

 

Trinta e seis anos depois de sua tese de doutorado, à luz de um colapso desencadeado pela reprodução do capital fictício, deixado à própria sorte pelo desmonte do aparato regulatório do pós-guerra, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, agora aos 68, volta à tese da juventude para uma releitura que encadeia a produção de um novo livro ainda inconcluso. Dele, Carta Maior publica dois capítulos inéditos: a introdução –[i]“Capital e Capitalismo”[/i], uma dissecação marxista da vida sob um sistema que tritura cada molécula de sanidade ao prometer mais do que seu DNA está apto a entregar; e o capítulo V, [i]‘Sistema de Crédito, Capital Fictício e Crise’[/i].

Saul Leblon

Em 1975, aos 33 anos, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo defendia sua tese de doutorado cujo título antecipava um interesse e uma filiação: "Estudo sobre a Crítica da Economia Política”. Publicada cinco anos depois pela Brasiliense –‘Valor e Capitalismo, um Ensaio sobre a Economia política’ - tornou-se uma referência para a compreensão do sistema capitalista de produção.


Em 117 páginas que ofuscam a juventude do autor, o texto cerca os antecessores de Marx para esmiuçar aproximações e hesitações dos clássicos na conceituação da sociedade desenvolvida para/pela produção de mercadorias. Sobre Marx, ele logo avisa: "enquanto a indagação clássica parte do conceito abstrato de valor, Marx simplesmente se pergunta em que condições os produtos do trabalho humano assumem a forma-valor (...) O objeto de sua investigação não é, pois, o 'valor' como o imaginam os espíritos chegados à metafísica, senão a mercadoria, forma elementar que assumem os produtos do trabalho humano nas sociedades mercantis".


Fiel ao método que reconhece o humano no desumano (e vice versa), embaralhado nos dentes da engrenagem capitalista, Belluzzo pilota o materialismo histórico com a mesma destreza com que se afasta da servidão maniqueísta das aparências. Se o que parece ser não é numa sociedade pasteurizada pelo liquidificador da mercadoria, a efetiva compreensão das relações de produção que a distinguem não poderia jamais preceder a sua completa materialidade sócio-econômica.
Falecido em 1790, o escocês Adam Smith a quem caberiam os royalties pela expressão mercados auto-reguláveis --‘mão invisível’, na formulação original-- não conseguiria de qualquer modo concluir a decifração avant la lettre de um capitalismo industrial ainda em fraldas no seu tempo. Tal façanha distinguiria um velho barbudo nascido 28 anos depois, na Alemanha, quando a fumaça e a fuligem consolidavam a supremacia das novas formas de viver e de produzir sob o reino da mercadoria.
Além da argúcia analítica, o escrito de 1975 revela o fino narrador que transita com elegância e clareza pelo difícil objeto da economia política. Reconhecido como uma espécie de Ademir da Guia da análise crítica dos dias que correm, cultivada em prolífica e prestigiada presença em livros, artigos e intervenções políticas, o palmeirense Belluzzo dribla os ardis da chamada ‘Ciência Triste’ interligando-os à matriz das inquietações e incertezas que determinam o jogo bruto do sistema deixado à própria sorte. Ao fustigar a possibilidade de um equilíbrio imanente a esse vale-tudo, crendice cara aos neoclássicos que mergulharam o planeta na mazorca atual, a tese de 1975 advertia que num sistema produtor de mercadorias o suposto pendor à autoregulação dependeria de fatores alheios à história. Afora essa hipótese, de “um Deus ex-machina, não há como explicar a forma pela qual se chegou a ele”, fuzila.


O capitalismo aceita tudo. Menos a violação do seu impulso vital imiscível, como água e óleo, com ideais de harmonia e estabilidade. “Tal coisa’, lembra Belluzzo, “seria possível se as necessidades comandassem a produção, e não o inverso”. Sem os contrapesos de forças em sentido contrário, o capitalismo quanto mais dá certo, mais dá errado, nos seus próprio termos. Ou melhor dito pelo autor, trata-se da “própria contradição em processo, na medida em que a mesma lei que o compele a uma valorização progressiva acaba determinando um estreitamento da base sobre a qual se apóia esse processo de valorização”. É nesse percurso avesso à convergências que as crises regurgitam de uma desordem constitutiva e assumem invariavelmente a forma de superprodução - “de capital e não de mercadorias”, pontua o doutorando em sua exposição.
Trinta e seis anos depois, à luz de um colapso desencadeado justamente pela reprodução do capital fictício, deixado à própria sorte pelo desmonte do aparato regulatório do pós-guerra, o economista agora aos 68, volta à tese da juventude para uma releitura que encadeia a produção de um novo livro ainda inconcluso. Dele, Carta Maior publica dois capítulos inéditos: a introdução –“Capital e Capitalismo”, uma dissecação marxista da vida sob um sistema que tritura cada molécula de sanidade ao prometer mais do que seu DNA está apto a entregar; e o capítulo V, ‘Sistema de Crédito, Capital Fictício e Crise’. Aqui, trata-se de uma aula marxista para desvelar a mecânica estrutural da concentração de capitais que permite, de um lado, ‘antecipar’ o futuro através do crédito e do investimento; de outro, gerar massas de capital fictício, cujo supremacia sancionada desde Reagan/Tatcher resultou em conseqüências sabidas: auge e, portanto, ruína dos livres mercados.


Não são textos para apressados. Porém, ademais do prazer da leitura de longo curso, são dotados de urgência política. Mestre em erguer mirantes analíticos, Belluzzo eleva nossa visão além da neblina, para sofisticar a compreensão dos afazeres do nosso tempo.