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sexta-feira, 1 de março de 2013

Filme mostra que publicidade infantil contribui para o aumento do número de crianças obesas no Brasil

 
O padrão de consumo das famílias brasileiras e a publicidade infantil são dois dos fatores abordados no documentário "Muito Além do Peso: Obesidade, a maior epidemia infantil da história". O filme foi exibido nesta terça-feira (26) no anexo I do Palácio do Planalto, com a presença da diretora do documentário, Estela Renner. “A ideia do filme veio do caráter emergente do tema, pois crianças estão apresentando doenças de adultos, carregando um peso que não é delas”, afirmou a diretora paulista. Muitas das crianças entrevistadas não conhecem frutas comuns, pois consomem biscoitos, sanduíches e outros produtos com a composição chamada de ultrapalatável, uma mistura de açúcar, gordura e sal em quantidades pra lá do recomendável.

Com depoimentos reais de famílias das cinco regiões do país, o filme mostra hábitos alimentares e o adoecimento de crianças por problemas antes considerados de adultos, como doenças do coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.  A produção alerta pais, educadores, profissionais de saúde e governo sobre um problema que já atinge 33% das crianças brasileiras, segundo dados do IBGE.
“A obesidade é um problema multifatorial”, destaca a advogada do Instituto Alana (patrocinador do documentário), Ekaterine Karageorgiadis. Segundo ela, entre esses fatores está o excesso de alimentos processados, com muitas calorias e poucos nutrientes, como biscoitos recheados, refrigerantes e lanches rápidos.

Por outro lado, as crianças estão brincando menos ao ar livre e ficando muito tempo no computador ou videogame, por isso gastam menos energia. A advogada também aponta o consumo gerado pelo aumento de renda da população, que traz consigo o suposto status de trocar o feijão com arroz por uma lasanha congelada, por exemplo. Outro problema é a escassez de informação por parte dos pais, embalagens com informações equivocadas e a publicidade infantil, que muitas vezes associa personagens de desenho animado a alimentos nada saudáveis. Em algumas redes de lanches rápidos, as crianças até ganham brinquedos quando consomem sanduíches calóricos e sem valores nutricionais.

Para a diretora do filme Estela Renner, é necessária a regulamentação da publicidade infantil para que as propagandas falem com os pais, não com as crianças. A regulação também é destacada como fundamental pelo vice-presidente do Instituo Alana, Marcos Nisti. “Pela Constituição, a criança tem prioridade sobre qualquer assunto discutido neste país. Eu não me conformo quando falamos em regulação de publicidade infantil e as pessoas olham apenas o lado do marketing ou da liberdade de expressão. Precisamos valorizar e proteger esse ser que está em formação, fazendo disso uma bandeira da sociedade”, afirmou.
O representante da Organização Panamericana da Saúde, Enrique Jacoby, que também participou do debate, lembra que as causas da epidemia de obesidade infantil  já são conhecidas, sendo necessárias políticas firmes dos governos, com ação regulatória na área, além de apoio à agricultura familiar e recuperação das tradições culinárias de cada país.

Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, esteve na abertura da sessão e falou que o filme é um alerta aos gestores públicos, que devem atuar rapidamente, pois a obesidade coloca em risco o futuro das crianças brasileiras.
O filme está disponível para ser baixado no site muitoalemdopeso.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

POESIA: Sociedade (Infantil) em Apuros

 

No meio da multidão a criança chora;
Sua família estende a mão e implora.
A labuta termina e o povo vai embora,
Mas a miséria continua ali, a toda hora.


Uma criança quase como qualquer outra,
Exceto o fato de não ter vivido a infância.
Uma sociedade injusta, apressada e louca,
Que acelera exigências e perde esperança.


Como bem diagnosticou aquele famoso
Poeta do rock: “Esse é o nosso mundo;
O que é demais nunca é o bastante”,
“Porque o bastante é sempre tão distante?”
Emendaria este anônimo poeta do social,
Convidando toda gente a reverter este mal.


Há crianças cujo único (e trágico) lazer
É o de correr... do abuso, da exploração.
Seres sem abrigo, referencial e proteção.
É preciso denunciar, prevenir, se mexer!


Deveríamos pedir diariamente perdão
Às crianças nascidas e que nascerão,
Pela incompetência de nossa geração
Adulta em reproduzir tanta contradição.


Engolimos modernidade, mas vomitamos indiferença.
Louvamos a ambição enquanto definhamos na prisão
De nosso egoísmo, hipocrisia, omissão e impotência.
Sem a ciência prática do amor, a tecnologia é ilusão.


Os adultos precisam reciclar a solidariedade.
O brinquedo distrai a criança por certo tempo,
Mas nada substitui a presença do sentimento
Que devemos nutrir desde a mais tenra idade.


Salvemos todas as crianças do mundo,
Inclusive as que ainda brincam dentro
De nós, descongelando nosso odiento
E insosso pudor, falsamente profundo.


Não roubemos seu abençoado presente,
Amargando-lhes a doce magia de sorrir.
E nem arruinemos o seu ansiado porvir,
Tornando-lhes descolorido e decadente.


As crianças têm muito a nos ensinar...
Com a pureza e ingenuidade do olhar,
Com os gestos destituídos de malícia,
Com a sua mania de criar e imaginar,
Com a sua autenticidade e imperícia
Ao engatinhar, andar, cair e levantar,
Aventurando-se sem medo de errar:
Oh pedagogia gloriosa; que delícia!


Aquele que ignora ou adultece as crianças
Só faz matar ou envelhecer as esperanças!
Ademais, de que adianta apressar a corrida
Quando afundamos na contramão da vida?

--

Fraternalmente,

Pablo Robles

(Poeta do Social)

domingo, 12 de junho de 2011

A cada minuto uma criança sofre acidente de trabalho, diz OIT

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Por ano, mais de 500 mil acidentes envolvem crianças, ou 1.400 por dia. Relatório da OIT relativo ao Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12), estima que 115 milhões de crianças estejam em trabalhos perigosos no mundo.

Por Bianca Pyl

Em todo mundo, a cada minuto uma criança em regime de trabalho infantil sofre um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico, de acordo com o relatório "Crianças em trabalhos perigosos: o que sabemos, o que precisamos fazer", da Organização Internacional do Trabalho (OIT). São mais de 1.400 acidentes por dia e um total de quase 523 mil por ano. O relatório foi divulgado nesta sexta (12),  Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.
Para Renato Mendes, coordenador do Programa para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC, pela sigla em inglês) da OIT, esse número é preocupante principalmente porque ele é silencioso. "O Brasil e o mundo não despertaram para esse problema ainda", disse o coordenador do IPEC.

O trabalho infantil perigoso (tratado no Decreto nº 6481 de 2008, que regulamenta o Convenção 182 da OIT sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil) afeta cerca de 115 milhões de crianças em todo o mundo. A OIT estima que haja cerca de 215 milhões de trabalhadores infantis no mundo, dos quais mais da metade estão em trabalhos perigosos.

No Brasil, estima-se que o número seja de 4,2 milhões de crianças trabalhando, sendo que mais da metade executa atividades perigosas. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego,  em 2011 foram afastadas 3,7 mil crianças e adolescentes do trabalho . No ano passado, 5.620 crianças e adolescentes foram resgatados desta situação.

Dacordo com Renato Mendes, o trabalho infantil não é apenas um desafio educacional. É necessário encará-lo como um problema de saúde pública, já que estas crianças se tornarão adultos doentes, o que, consequentemente, impactará na Previdência Social. "O Brasil não está preparado para enfrentar esta questão", avalia.

O número de acidentes entre crianças e adolescentes também é mais elevado do que entre adultos. As crianças não têm a visão periférica formada, e a falta de visão lateral, explica Renato Mendes, facilita acidentes. "Além disso, a pele da criança é mais fina, facilitando intoxicações ou mesmo queimaduras", afirma o coordenador do IPEC.

Piores formas
O Brasil ratificou a Convenção 182 da OIT com a Lei 6.481, que Lista as atividades consideradas as Piores Formas de Trabalho Infantil, e que são proibidas para pessoas com menos de 18 anos. As cinco principais atividades - sendo três delas atividades ilícitas (trabalho análogo ao de escravo, tráfico de drogas e exploração sexual) - que empregam mão-de-obra infantil no Brasil são agricultura familiar e prestação de serviços, como trabalho doméstico, tanto no meio urbano quanto no rural, e comércio informal.

"Na agricultura familiar se utiliza agrotóxicos de uma forma menos organizada do que em um emprego formal. Para as crianças, o uso desses defensivos trás riscos imediatos de contaminação e até envenenamento porque a pele da criança é mais fina e o batimento cardíaco mais acelerado, fazendo com que o veneno chegue a corrente sanguínea mais rápido", explica o coordenador do IPEC.
Embora o número total de crianças entre 5 e 17 anos em trabalhos perigosos diminuiu entre 2004 e 2008, o número de adolescentes entre 15 e 17 anos nestas atividades teve um aumento real de 20% no mesmo período, passando de 52 milhões para 62 milhões. Mais de 60% das crianças em trabalhos perigosos são meninos.

O problema das crianças em trabalhos perigosos não se limita aos países em desenvolvimento, de acordo com o estudo. Existem evidências de que nos Estados Unidos e na Europa também há uma elevada vulnerabilidade dos jovens para acidentes de trabalho.

Crise econômica
No ano passado, o Relatório Global da OIT sobre trabalho infantil advertiu que os esforços para eliminar as piores formas de trabalho infantil foram abrandados, e expressou a preocupação de que a crise econômica global poderia colocar "mais freio" no progresso em direção à meta de eliminá-las em 2016.

Um ano depois, a crise econômica mundial teve um impacto direto no combate ao trabalho infantil, segundo Renato Mendes, e continua preocupante. No mundo inteiro houve uma redução nas ações. Apesar de os números do trabalho infantil continuarem caindo, o ritmo da queda foi menor do que nos dez anos anteriores. "Se continuarmos nesse ritmo, a tendência é estabilizar e até aumentar o número de crianças trabalhando", lamenta Renato.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cantores gravam clipe contra a exploração sexual de crianças e adolescentes

cantores

Vinte e dois artistas se reuniram para a gravação de um clipe com o tema da campanha Carinho de Verdade, promovida pelo Conselho Nacional do SESI. O encontrou aconteceu nesta terça-feira (7) e o resultado deve ser lançado na mídia em aproximadamente quinze dias.


Entres os artistas que participaram da gravação estão Ivete Sangalo, Luan Santana, Fafá de Belém, Xuxa, Fagner, Sandra de Sá, Zélia Duncan, Maria Gadú, Vitor e Léo, Lenine, Jerry Adriani, Toni Garrido, Luiza Possi, Léo Jaime, Daniel, Preta Gil, Aline Barros, Saulo (Banda Eva), Buchecha, Beth Carvalho e Padre Fábio de Melo.


A campanha Carinho de Verdade foi lançada em 2010 com o objetivo de mobilizar a sociedade para o combate ao abuso e à exploração sexual por meio de denúncias. Na época, uma projeção no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, fez com que um dos maiores cartões postais do Brasil “abraçasse” a causa, numa alusão ao tema “O maior abraço do mundo”, também mote da campanha.


A iniciativa ganhou força entre os meses de abril e maio deste ano, quando, por meio da ação desenvolvida nas redes sociais, 50 mil tweets com a divulgação da campanha se espalharam pelo Twitter.

Conheça a letra da canção Carinho de Verdade:

Faces de dor na Terra
Milhões na escuridão
Violência sem razão
Sei que o amor supera
O carinho pode transformar
Quem de nós
Vai secar a lágrima da dor, da dor
Todo o carinho pra sorrir
Toda a verdade pra ajudar
Carinho de verdade pra sentir
Carinho de verdade pra mudar
Abrace a causa
Abrace uma nação
Abrace a vida com o coração
Abrace o sonho da canção
Deixe uma porta aberta
Pra quem quer recomeçar
Pra quem quer realizar
A força do bem supera
Oportunidade é transformar
Quem de nós
Vai secar a lágrima da dor, da dor
Todo o carinho pra sorrir
Toda a verdade pra ajudar
Carinho de verdade pra sentir
Carinho de verdade pra mudar
Abrace a causa
Abrace uma nação
Abrace a vida com o coração
Abrace o sonho da canção
Um carinho de verdade
Uma oportunidade
Juntos pelo amor
Juntos, todos juntos contra a dor
Todo o carinho pra sorrir
Toda a verdade pra ajudar
Todo o carinho pra sorrir
Toda a verdade carinho pra ajudar
Carinho de verdade pra sentir
Carinho de verdade pra mudar
Abrace a causa
Abrace uma nação
Abrace a vida com o coração
Abrace o sonho da canção
Carinho de verdade
Carinho de verdade
Carinho...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Jardim de Infância

Por  Pedro Bial

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi lá:
1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume a sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.
9. Dê descarga.
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca às tardes.
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

NOTE: Pegue qualquer um desses ítens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca.

Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.

Estas são verdades, não importa a idade. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Montes Claros na luta contra exploração de crianças e adolescentes

 


A Prefeitura de Montes Claros promove até quinta-feira (19), através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social uma série de ações de mobilização e conscientização para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e da Luta Anti manicomial.

Karla Silveira de Souza Lima, coordenadora do CREAS, informa que o evento é realizado todos os anos, sendo que em 2011conta com parceria do setor de saúde mental em trabalho que será feito quarta-feira, 18, na Praça Doutor Carlos, das 8 às 12 horas. Conforme Karla Silveira, o objetivo é estimular a população a denunciar abusos contra crianças e adolescentes.

Programação
Os trabalhos serão abertos nesta terça-feira (17), no Auditório das Faculdades Integradas Pitágoras (FIP – Avenida Corrêa Machado, no Bairro Ibituruna), a partir das 9h30, com Psicocine e o filme “Preciosa”. Os comentários serão de Carlos André, Valéria Volker e Geovanna Ludmilla Caribé. Quarta-feira (18), Exposição de Serviços e Trabalhos - Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Saúde Mental. Será na Praça Doutor Carlos, das 9 ás 12 horas. Quinta-feira (19), Blitz Educativa no Pátio da Policia Rodoviária Federal (PRF), na BR-135, saída para Belo Horizonte.