Uma proposta em tramitação na
Câmara torna nulos contratos de provedores de aplicações na internet
(como as redes sociais) que prevejam como foro para resolução de
conflitos juizados localizados em países estrangeiros. A norma está
prevista no Projeto de Lei 4565/12.
O
texto é de autoria do ex-deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT).
Pela proposta, todos os documentos que requeiram a adesão de usuário
residente no Brasil assegurarão a defesa do consumidor na forma e nos
termos da legislação brasileira.
De acordo com Galli, o Brasil
conta hoje com 58 milhões de usuários do Facebook, 30 milhões do Orkut,
18 milhões do Wordpress e 7 milhões do LinkedIn. Diante deste
contingente, ele defende que as empresas têm plena capacidade para
manter representante no Brasil e sujeitar-se às leis brasileiras.
“Podem, portanto, dirimir controvérsias em juízo no Brasil, o que
representaria uma atitude de respeito com o consumidor brasileiro”,
afirma.
Atualmente, conforme ressalta o deputado, a maioria dos
provedores desses serviços são empresas estrangeiras e oferecem seus
serviços a partir do exterior. Com isso, o usuário brasileiro adere a
contratos ou a termos de uso baseados na legislação dos países-sede das
organizações, onde possíveis controvérsias legais devem ser
solucionadas.
Tramitação
O projeto foi apensado ao PL
5403/01, que trata do acesso a informações na Internet. As duas
propostas tramitam em regime de urgência e estão prontas para entrar na
pauta do Plenário.
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