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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amazônia perde 593km quadrados em março/abril



O desmatamento na Amazônia subiu para 593 quilômetros quadrados em março e abril deste ano, na comparação com os mesmos meses do ano passado, e o Mato Grosso foi o Estado que mais contribuiu para a perda da floresta com 480,3 quilômetros quadrados de área desmatada, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O alerta sobre o avanço do desmatamento ocorre no momento em que o projeto que altera o Código Florestal aguarda para ser votado na Câmara dos Deputados. A votação do texto já foi adiada três vezes por falta de consenso entre governo, o relator, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e parlamentares.

O desmatamento da Amazônia, floresta vital para as pretensões brasileiras de protagonismo na área ambiental e nas negociações internacionais sobre as mudanças do clima, registrou grande aceleração em abril na comparação com março, segundo os números do Inpe, indo de 115,6 quilômetros quadrados, para 477,4 quilômetros quadrados de um mês para o outro.

– Esses dados têm um efeito muito ruim para o Brasil no cenário internacional, por conta dos compromissos assumidos pelo país na COP-15 –, disse o responsável pela Campanha de Florestas do Greenpeace, Márcio Astrini.

O ambientalista se referiu à conferência sobre mudanças climáticas na qual o Brasil apresentou um compromisso voluntário de reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa, o que inclui reduzir o desmatamento.

Para ele, a possibilidade de aprovação do novo Código Florestal explica a alta no desmatamento. “O crescimento do desmatamento tem toda a relação (com a discussão do projeto que altera o Código Florestal). Por eliminação, é a única razão que explica o aumento do desmatamento”, disse.

Para ele, o relatório de Rebelo anistia proprietários rurais irregulares e incentiva o desmatamento ao suspender embargos a quem desmatou ilegalmente.

A reforma do texto do código pode trazer mudanças nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e na Reserva Legal, partes das propriedades que têm de ser mantidas intactas, sem a destinação para atividades econômicas.

Embora o Inpe desaconselhe comparações com os mesmos meses dos anos anteriores, por conta da diferença na cobertura de nuvens entre os períodos, para se ter uma ideia, entre março e abril do ano passado foi detectado um desmatamento de 103,5 quilômetros quadrados na Amazônia.

Ou seja, o número aferido pelo Inpe em março e abril deste ano, representa um salto de 472,9% na comparação com o ano anterior.

Em Mato Grosso, principal produtor de soja e algodão do país e que abriga o maior rebanho bovino do Brasil, o desmatamento detectado pelo sistema Deter, do Inpe, saltou de 76,4 quilômetros quadrados em março e abril do ano passado, para 477,4 quilômetros no mesmo período deste ano.

Na terça-feira, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou um alerta sobre a escalada do desmatamento em Mato Grosso em abril deste ano.

De acordo com a organização não-governamental, que usa um sistema de detecção de desmatamento diferente do usado pelo Inpe, o desmatamento no Estado somou 243 quilômetros quadrados, saltando 537 por cento na comparação com o mesmo mês de 2010.

Após a divulgação do alerta do Imazon, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também é a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi à tribuna do Senado e acusou o Imazon de divulgar dados inverídicos sobre o desmatamento na Amazônia.

A senadora, que está de saída do DEM rumo ao PSD, lançado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que com a divulgação de dados não-verdadeiros, o Imazon causaria “terrorismo à população brasileira”, segundo a Agência Senado.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Manobra na Assembleia evita críticas ao Governo Anastasia

 

Com 28 deputados em plenário, o deputado Inácio Franco(PV), que presidia a reunião ordinária no Plenário da Assembleia Legislativa, na utima quinta, 12/5, encerrou a reunião logo após a leitura da nota oficial do Executivo sobre o pagamento dos direitos trabalhistas dos 7.000 funcionários contratados da Fundação Hospitalar de Minas Gerais.

ANASTASIA

Corrupção no IEF movimentou milhões na gestão tucana

O quórum mínimo regimental para discussão é de 26 deputados e não houve qualquer esforço para a continuidade dos trabalhos.

O deputado e presidente da Comissão de Saúde, Carlos Mosconi(PSDB), leu a nota oficial do governador Anastasia e solicitou encerramento da reunião. Apesar do protesto dos deputados do Bloco Minas Sem Censura e do quórum existente para o debate, a reunião foi encerrada. A manobra da base do governo teve objetivo de evitar que os deputados da Oposição ocupassem a tribuna para criticar as más condições da Saúde no Estado e a denúncia veiculada na imprensa de golpe milionário montado dentro do Instituto Estadual de Florestas – IEF, durante o governo Aécio Neves, coordenado pelo homem de confiança do então governador – Humberto Candeias.

Em nota, os deputados do Bloco Minas Sem Censura repudiaram a “truculência tucana” na Assembleia Legislativa e criticaram o cerceamento do debate e da livre informação que repercutiria pela TV Assembleia e veículos de imprensa presentes. E avisaram “O Minas Sem Censura avançará na apuração desses e de outros fatos de corrupção envolvendo o governo tucano, e ficará vigilante no funcionamento da própria ALMG.”

Leia a íntegra da nota do Bloco Minas Sem Censura

TRUCULÊNCIA TUCANA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS:

ESCÂNDALO DO IEF DERRUBA SESSÃO DESTA QUINTA

O bloco Minas Sem Censura vem a público repudiar a atitude da base do governo Anastasia na ALMG, que impediu a continuidade dos trabalhos da sessão legislativa ordinária, desta quinta-feira, dia 12 de maio de 2011, após a leitura de uma nota do governo estadual acerca das questões da saúde em Minas Gerais.
O encerramento “de plano” da reunião, sem qualquer esforço de verificação e recomposição de quórum, além de ser um desrespeito ao povo de Minas e um escárnio com o dinheiro público, representa uma indisfarçável manobra para evitar que temas delicados fossem tratados no decorrer da sessão.
O principal deles é a denúncia veiculada na imprensa acerca do golpe de milhões de Reais, armado dentro do Instituto Estadual de Florestas - IEF, durante o governo Aécio Neves, coordenado pelo homem de confiança do então governador – Humberto Candeias.

Só nas contas pessoais dos envolvidos passaram cerca de 10 milhões de Reais! No entanto, pelas gravações telefônicas, feitas com autorização judicial, essas cifras se mostram muito mais polpudas. Segundo fontes que devem ser mantidas em sigilo, as gravações revelam também nomes do primeiro escalão do governo Aécio, que seriam beneficiários do citado esquema.

Assim, o MSC associa a suspensão da sessão ordinária nesta quinta-feira, na ALMG, a mais uma ação de cerceamento do debate e da livre informação que repercutiria pela TV Assembleia e em boa parte dos veículos de imprensa presentes. Impossibilitados de segurar o “fato jornalístico”, que é o escândalo do IEF, a base tucana, sob a determinação direta do Secretário Danilo de Castro, que demonstrou interesse pessoal para que não se realizasse a sessão, simplesmente suspendeu os trabalhos.

Num momento em que a sociedade e a própria imprensa cobram mais trabalho e mais efetividade do parlamento estadual, deputados da base tucana preferem arcar com o desgaste de “derrubar” os trabalhos legislativos, tudo em nome de blindar autoridades do primeiro escalão do referido governo.
O MSC avançará na apuração desses e de outros fatos de corrupção envolvendo o governo tucano, e ficará vigilante no funcionamento da própria ALMG.

Fonte Portal Vermelho